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terça-feira, 7 de março de 2023
The Consultant
Estreou na Amazon Prime aquela que, até ao momento, se torna na série do ano.
Em The Consultant acompanhamos a aventura de uma empresa de jogos cujo jovem fundador morre de forma inesperada, e vê a gestão ser assumida por um estranho e desconhecido consultor Regus Patoff, interpretado magistralmente por Christoph Waltz. Dois funcionários tentam descobrir mais sobre este estranho personagem, enquanto vão acontecendo cada vez mais coisas estranhas em seu redor.
A série chega-nos das mãos de Tony Basgallop (responsável também pela série Servant), e por isso não será de estranhar a quantidade magistral de momentos "incómodos" para os espectadores, em que se fica agarrado ao televisor para se saber o que irá acontecer a seguir. Há muitos detalhes que, a cada episódio, vão sendo compilados e nos tentam atirar para uma conclusão que, eventualmente, poderá vir a ser completamente subvertida em temporadas futuras.
O final irá, garantidamente "saber a pouco", e a temporada termina com mais perguntas do que respostas. Esperemos que isso seja um sinal de que a próxima temporada está assegurada, pois ainda há muito para explorar neste universo.
Definitivamente a meter no topo da lista das séries a ver.
Em The Consultant acompanhamos a aventura de uma empresa de jogos cujo jovem fundador morre de forma inesperada, e vê a gestão ser assumida por um estranho e desconhecido consultor Regus Patoff, interpretado magistralmente por Christoph Waltz. Dois funcionários tentam descobrir mais sobre este estranho personagem, enquanto vão acontecendo cada vez mais coisas estranhas em seu redor.
A série chega-nos das mãos de Tony Basgallop (responsável também pela série Servant), e por isso não será de estranhar a quantidade magistral de momentos "incómodos" para os espectadores, em que se fica agarrado ao televisor para se saber o que irá acontecer a seguir. Há muitos detalhes que, a cada episódio, vão sendo compilados e nos tentam atirar para uma conclusão que, eventualmente, poderá vir a ser completamente subvertida em temporadas futuras.
O final irá, garantidamente "saber a pouco", e a temporada termina com mais perguntas do que respostas. Esperemos que isso seja um sinal de que a próxima temporada está assegurada, pois ainda há muito para explorar neste universo.
Definitivamente a meter no topo da lista das séries a ver.
sábado, 15 de outubro de 2022
Hellraiser [2022]
Um dos grandes clássicos do cinema está de regresso. Depois de Clive Barker ter aterrorizado o mundo em 1987 com o seu Hellraiser, que deu lugar a diversas continuações, temos agora um reboot que nos chega pelas mãos de David Bruckner (The Ritual, The Night House).
Este é um difícil difícil de analisar para quem já foi confrontado com o original, já que muito do elemento de "choque" deixa de ser novidade. Isto, relembrando-me perfeitamente do quanto o filme original me impressionou e marcou (não ao ponto de deixar traumas, mas quase :) Será por isso interessante ver o que uma nova geração de fãs de filmes deste tipo achará deste novo filme, especialmente se não tiverem visto qualquer um dos Hellraiser anteriores.
Para alguém viu e gostou do primeiro, este filme não desaponta mesmo não apresentando grandes novidades. Temos agora a vantagem dos efeitos digitais que permite dar uma nova dimensão ao filme, mas também se perde um pouco do impacto que anteriormente era dado pela utilização dos efeitos práticos físicos (que nalguns casos ainda se fizeram notar neste filme, com bom resultado).
Este é um difícil difícil de analisar para quem já foi confrontado com o original, já que muito do elemento de "choque" deixa de ser novidade. Isto, relembrando-me perfeitamente do quanto o filme original me impressionou e marcou (não ao ponto de deixar traumas, mas quase :) Será por isso interessante ver o que uma nova geração de fãs de filmes deste tipo achará deste novo filme, especialmente se não tiverem visto qualquer um dos Hellraiser anteriores.
Para alguém viu e gostou do primeiro, este filme não desaponta mesmo não apresentando grandes novidades. Temos agora a vantagem dos efeitos digitais que permite dar uma nova dimensão ao filme, mas também se perde um pouco do impacto que anteriormente era dado pela utilização dos efeitos práticos físicos (que nalguns casos ainda se fizeram notar neste filme, com bom resultado).
quarta-feira, 31 de agosto de 2022
NOPE
Depois de Get Out e Us, Jordan Peele continua na senda dos filmes enigmáticos, desta vez com este Nope.
O trailer mostra-nos uma aparente ameaça vinda do céu que atormenta um rancho de cavalos, misturada com elementos intrigantes suficientes para nos fazer multiplicar a gama de possibilidades. É nesse ambiente que Jordan Peele se sente mais confortável, jogando com o desconforto dos espectadores, e isso volta a fazer-se notar... por algum tempo.
A primeira metade do filme é excelente, enquanto se tenta perceber o que se passa e se passa por momentos que evocam os tempos em que ainda era possível apanhar sustos com filmes. Isso por si só, nos dias de hoje - em que já se "viu tudo" - é digno de registo. No entanto, é só aí que o filme se destaca. Depois de descoberto o mistério, o filme passa efectivamente a ser apenas "mais um", que replica outros filmes (que não quero referir por serem imediatamente indicadores de spoiler, ao ponto extremo de denunciarem o próprio fim do filme).
Ainda assim, vale a pena ser visto, pena que todas as expectativas criadas pela metade inicial do filme depois não tenha uma apoteótica conclusão à altura. Como nota adicional, Peele já referiu que planeia fazer mais filmes que se passam neste mesmo universo de Nope, pelo que falta ver que mais irá sair dali.
O trailer mostra-nos uma aparente ameaça vinda do céu que atormenta um rancho de cavalos, misturada com elementos intrigantes suficientes para nos fazer multiplicar a gama de possibilidades. É nesse ambiente que Jordan Peele se sente mais confortável, jogando com o desconforto dos espectadores, e isso volta a fazer-se notar... por algum tempo.
A primeira metade do filme é excelente, enquanto se tenta perceber o que se passa e se passa por momentos que evocam os tempos em que ainda era possível apanhar sustos com filmes. Isso por si só, nos dias de hoje - em que já se "viu tudo" - é digno de registo. No entanto, é só aí que o filme se destaca. Depois de descoberto o mistério, o filme passa efectivamente a ser apenas "mais um", que replica outros filmes (que não quero referir por serem imediatamente indicadores de spoiler, ao ponto extremo de denunciarem o próprio fim do filme).
Ainda assim, vale a pena ser visto, pena que todas as expectativas criadas pela metade inicial do filme depois não tenha uma apoteótica conclusão à altura. Como nota adicional, Peele já referiu que planeia fazer mais filmes que se passam neste mesmo universo de Nope, pelo que falta ver que mais irá sair dali.
quarta-feira, 10 de agosto de 2022
Prey
A saga Predator já vai longa, desde os filmes a solo aos crossovers com os nossos amigos Aliens, e agora volta a ter mas um capítulo em Prey.
Prey chega-nos de Dan Trachtenberg, que se estreou com o 10 Cloverfield Lane e já passou por episódios de Black Mirror e The Boys, e apresenta-nos uma história que não ambiciona ser mais que um filme para entreter os fãs do Predator nesta era. Algo que, no filme, acaba por ser retratado com um regresso de várias centenas de anos, acompanhando uma jovem comanche que se tenta afirmar como guerreira numa tribo que não é muito receptiva a ver uma mulher a fazer as tarefas dos homens.
Tudo decorre sobre carris, sem qualquer surpresa ou reviravolta, mas não deixa de cumprir com o objectivo referido acima. Vamos ver se a moda pega e se no futuro teremos mais episódios pontuais, a acompanhar a saga Predator em diferentes eras e locais. Mas, da próxima vez, convinha adicionarem alguns elementos para irem mantendo a coisa um pouco mais fresca.
Prey chega-nos de Dan Trachtenberg, que se estreou com o 10 Cloverfield Lane e já passou por episódios de Black Mirror e The Boys, e apresenta-nos uma história que não ambiciona ser mais que um filme para entreter os fãs do Predator nesta era. Algo que, no filme, acaba por ser retratado com um regresso de várias centenas de anos, acompanhando uma jovem comanche que se tenta afirmar como guerreira numa tribo que não é muito receptiva a ver uma mulher a fazer as tarefas dos homens.
Tudo decorre sobre carris, sem qualquer surpresa ou reviravolta, mas não deixa de cumprir com o objectivo referido acima. Vamos ver se a moda pega e se no futuro teremos mais episódios pontuais, a acompanhar a saga Predator em diferentes eras e locais. Mas, da próxima vez, convinha adicionarem alguns elementos para irem mantendo a coisa um pouco mais fresca.
quarta-feira, 13 de julho de 2022
The Terminal List
Já temos no Amazon Prime Video mais uma série original de alto-gabarito: The Terminal List.
A The Terminal List acompanha um comandante dos Navy SEALs que viu o seu pelotão ser quase totalmente dizimado numa operação secreta. No seu regresso a casa, as coisa começam a complicar-se com os poucos sobreviventes a morrerem, e no meio de tudo isto ainda tem que lidar com o facto das suas próprias memórias estarem completamente baralhadas, tornando difícil distinguir as ilusões e memórias da realidade.
Com Chris Pratt como protagonista (e também como produtor), a série é uma adaptação de uma série de livros escrito por um Navy Seal, e aborda vários elementos que variam entre a homenagem a diversos clássicos do cinema e (do Manchurian Candidate ao Rambo) e várias críticas sociais sobre o tratamento dado a soldados e veteranos quando regressam a casa. Temos ainda os pontos referentes às indústrias farmacêuticas, e ao clássico tema da vingança pelas próprias mãos - tudo combinado num pacote recheado com cenas de combate que nos colam ao ecrã, e onde não deixa de se fazer notar o toque de Antoine Fuqua, que também está no lote de produtores executivos.
Bónus extra pelo facto de não ser uma série que termina a mendigar por uma segunda season! :)
A The Terminal List acompanha um comandante dos Navy SEALs que viu o seu pelotão ser quase totalmente dizimado numa operação secreta. No seu regresso a casa, as coisa começam a complicar-se com os poucos sobreviventes a morrerem, e no meio de tudo isto ainda tem que lidar com o facto das suas próprias memórias estarem completamente baralhadas, tornando difícil distinguir as ilusões e memórias da realidade.
Com Chris Pratt como protagonista (e também como produtor), a série é uma adaptação de uma série de livros escrito por um Navy Seal, e aborda vários elementos que variam entre a homenagem a diversos clássicos do cinema e (do Manchurian Candidate ao Rambo) e várias críticas sociais sobre o tratamento dado a soldados e veteranos quando regressam a casa. Temos ainda os pontos referentes às indústrias farmacêuticas, e ao clássico tema da vingança pelas próprias mãos - tudo combinado num pacote recheado com cenas de combate que nos colam ao ecrã, e onde não deixa de se fazer notar o toque de Antoine Fuqua, que também está no lote de produtores executivos.
Bónus extra pelo facto de não ser uma série que termina a mendigar por uma segunda season! :)
terça-feira, 28 de junho de 2022
From
Se andam com nostalgia em ver séries misteriosas ao estilo de Lost, então espreitem este From.
Em From acompanhamos a aventura de um grupo de pessoas que fica perdida numa misteriosa povoação, da qual não é possível sair, e que há noite é atormentada por criaturas de aspecto humano que não hesitam em dilacerar (de forma bastante gráfica) as suas vítimas, caso sejam convidadas a entrar. A série acompanha a chegada de novas pessoas à povoação, assim como vai dando a conhecer a história de algumas das pessoas que por lá já estavam, e abordando alguns dos detalhes que seriam incontornáveis entre os espectadores mais "cépticos".
Por vezes as semelhanças com Lost não se fazem esconder, o que não será apenas coincidência, já que a série nos chega dos mesmos produtores. Mas isso não é nada de mau... desde que desta vez nos sejam capazes de dar um final mais satisfatório.
Por agora, temos que esperar pela segunda temporada, já com produção confirmada e que chegará em 2023.
Em From acompanhamos a aventura de um grupo de pessoas que fica perdida numa misteriosa povoação, da qual não é possível sair, e que há noite é atormentada por criaturas de aspecto humano que não hesitam em dilacerar (de forma bastante gráfica) as suas vítimas, caso sejam convidadas a entrar. A série acompanha a chegada de novas pessoas à povoação, assim como vai dando a conhecer a história de algumas das pessoas que por lá já estavam, e abordando alguns dos detalhes que seriam incontornáveis entre os espectadores mais "cépticos".
Por vezes as semelhanças com Lost não se fazem esconder, o que não será apenas coincidência, já que a série nos chega dos mesmos produtores. Mas isso não é nada de mau... desde que desta vez nos sejam capazes de dar um final mais satisfatório.
Por agora, temos que esperar pela segunda temporada, já com produção confirmada e que chegará em 2023.
sábado, 25 de junho de 2022
Spriggan
A Netflix tem feito grande aposta nas séries anime, e agora reforça o catálogo com Spriggan.
A série acompanha uma força especial que tenta recuperar poderosos artefactos deixados por uma civilização antiga, tendo que combater com outros grupos poderosos que também os querem obter para transformar em armas. É a série perfeita para quem gosta de histórias que reimaginam algumas das histórias e mitos lendários da antiguidade, e que tem a vantagem adicional de dispensar uma série de episódios iniciais só para nos apresentar o personagem principal. Pelo contrário, somos atirados logo para a acção com pouca ou nenhum informação, que depois vai sendo dada ao longo dos episódios.
De resto, os episódios seguem quase sempre uma estrtutura repetitiva, em que aparecem inimigos poderosos que quase vencem o nosso heróis, mas que depois acaba por conseguir vencer - mas, não é por isso que deixa de nos cativar em cada um.
A série acompanha uma força especial que tenta recuperar poderosos artefactos deixados por uma civilização antiga, tendo que combater com outros grupos poderosos que também os querem obter para transformar em armas. É a série perfeita para quem gosta de histórias que reimaginam algumas das histórias e mitos lendários da antiguidade, e que tem a vantagem adicional de dispensar uma série de episódios iniciais só para nos apresentar o personagem principal. Pelo contrário, somos atirados logo para a acção com pouca ou nenhum informação, que depois vai sendo dada ao longo dos episódios.
De resto, os episódios seguem quase sempre uma estrtutura repetitiva, em que aparecem inimigos poderosos que quase vencem o nosso heróis, mas que depois acaba por conseguir vencer - mas, não é por isso que deixa de nos cativar em cada um.
terça-feira, 31 de maio de 2022
Strangers Things 4
Strangers Things está de regresso para a sua quarta temporada, que chega dividida em dois volumes, com os primeiros oito episódios a ficarem disponíveis desde já, e os restantes a chegarem em Julho.
A série continua a prestar homenagem à década de 80, com inúmeras referências que apaixonarão os fãs (e quem viveu nessa década), e novamente a focar-se na ligação entre o nosso mundo e o mundo "upside down", de onde continuam a chegar ameaças que aterrorizam a população - cabendo ao nosso grupo de improváveis jovens heróis o papel de novamente tentarem derrotar "o monstro".
Depois de uma fase inicial em que a fórmula parece revelar algum "cansaço", a série lá encontra o seu ritmo e começa a evoluir a ritmo decente, embora a certo ponto se torne bastante previsível o que caminho que vai seguir. Pelo menos, não demorei muito a "chegar lá", e a ver as minhas suspeitas confirmadas no final deste primeiro volume.
Fica com avaliação positiva pelo conteúdo, mas negativa pela "indecisão" de lançar a série aos soluços: ao menos que assuma a posição de, ou lança a série de uma vez para binge watching, ou faça o lançamento semanal tradicional. Assim, só chateia gregos e troianos!
A série continua a prestar homenagem à década de 80, com inúmeras referências que apaixonarão os fãs (e quem viveu nessa década), e novamente a focar-se na ligação entre o nosso mundo e o mundo "upside down", de onde continuam a chegar ameaças que aterrorizam a população - cabendo ao nosso grupo de improváveis jovens heróis o papel de novamente tentarem derrotar "o monstro".
Depois de uma fase inicial em que a fórmula parece revelar algum "cansaço", a série lá encontra o seu ritmo e começa a evoluir a ritmo decente, embora a certo ponto se torne bastante previsível o que caminho que vai seguir. Pelo menos, não demorei muito a "chegar lá", e a ver as minhas suspeitas confirmadas no final deste primeiro volume.
Fica com avaliação positiva pelo conteúdo, mas negativa pela "indecisão" de lançar a série aos soluços: ao menos que assuma a posição de, ou lança a série de uma vez para binge watching, ou faça o lançamento semanal tradicional. Assim, só chateia gregos e troianos!
sábado, 21 de maio de 2022
Love Death and Robots vol 3
Já estreou na Netflix o terceiro volume do Love Death and Robots, antologia de curtas de animação gerada por computador (CGI).
Temos mais meia-dúzia de animações com histórias variadas, algumas com personagens já conhecidos das temporadas anteriores, e que exploram diferentes estilos de animação e temas. Desta vez não temos nenhuma história demasiado esotérica, sendo todas elas bastante acessíveis, embora por outro lado algumas também pequem por reciclar ideias que não serão desconhecidas dos fãs da ficção científica. Temos também uma ou outra que termina de forma demasiado abrupta e "inacabada" - embora também se tenha bons exemplos de outras que terminam assim mas sem deixar o sabor de insatisfação.
Palavra ainda para aquelas que são maravilhosas demonstrações técnicas daquilo que é possível fazer-se em CGI.
O maior problema é que rapidamente atravessamos este vol 3. E mesmo merecendo ser visto e revisto novamente, já fica o desejo de que o vol 4 não demore muito a chegar! :)
sábado, 16 de abril de 2022
Everything Everywhere All at Once
A dupla Dan Kwan e Daniel Scheinert tem uma proposta inesperada neste Everything Everywhere All at Once. A vida rotineira de uma emigrante chinesa nos EUA dá uma completa reviravolta quando se vê arrastada para uma batalha inter-dimensional de universos paralelos, onde tudo é possível.
Com Michelle Yeoh como protagonista, o filme vai também buscar algumas vedetas de longa data, como James Hong - rosto inconfundível desde os tempos do Big Trouble in Little China. Mas a parte mais surpreendente é que, mesmo nesta altura em que os multiversos têm sido açambarcados pela Marvel, este filme consegue apresentar-nos uma perspectiva diferente deste tema, ao qual será difícil resistir com um rosto sério.
Com Michelle Yeoh como protagonista, o filme vai também buscar algumas vedetas de longa data, como James Hong - rosto inconfundível desde os tempos do Big Trouble in Little China. Mas a parte mais surpreendente é que, mesmo nesta altura em que os multiversos têm sido açambarcados pela Marvel, este filme consegue apresentar-nos uma perspectiva diferente deste tema, ao qual será difícil resistir com um rosto sério.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022
Reacher
Já chegou à Amazon Prime Video a série Reacher, que ao estilo da série que fez regressar Jack Ryan, recupera o personagem Jack Reacher que já vimos no cinema interpretado por Tom Cruise.
Desta vez interpretado pelo hiper-musculado Alan Ritchson (que se pode gabar de já ter sido uma das tartarugas ninja), continuamos a ter um personagem bastante perspicaz, mas que agora - tirando partido da sua compleição física - também pode recorrer aos músculos em vez de depender apenas do cérebro e da técnica. Jack Reacher vai até uma pequena povoação, onde é recebido com uma detenção e acusação de ter cometido um crime, e a partir daí terá que ir desmontando toda uma complexa teia de relacionamentos e conspirações para perceber o que se passa.
A Amazon já confirmou que teremos segunda season, pelo que está visto que é mais uma série com potencial para durar, e durar, e durar...
Desta vez interpretado pelo hiper-musculado Alan Ritchson (que se pode gabar de já ter sido uma das tartarugas ninja), continuamos a ter um personagem bastante perspicaz, mas que agora - tirando partido da sua compleição física - também pode recorrer aos músculos em vez de depender apenas do cérebro e da técnica. Jack Reacher vai até uma pequena povoação, onde é recebido com uma detenção e acusação de ter cometido um crime, e a partir daí terá que ir desmontando toda uma complexa teia de relacionamentos e conspirações para perceber o que se passa.
A Amazon já confirmou que teremos segunda season, pelo que está visto que é mais uma série com potencial para durar, e durar, e durar...
quarta-feira, 26 de janeiro de 2022
Yellowjackets
Yellowjackets tem sido a série do momento nos EUA, e leva-nos numa aventura que acompanha uma equipa de futebol feminina que passou mais de um ano isolada devido a um acidente de avião.
Descrito como uma mistura de Lost e Lord of the Flies, a série divide-se em três períodos temporais: a da sua juventude enquanto andavam na escola, na década de 90; o tempo passado isoladas numa floresta, e onde tiveram que mudar radicalmente para sobreviver; e o período actual, com elas adultas mas sempre perseguidas pelos acontecimentos que passaram - e onde não faltam segredos escondidos e quem os deseje revelar.
Embora por diversas vezes se pisque o olho a elementos sobrenaturais, a série consegue manter-se com os pés na terra e - pelo menos por agora - manter tudo dentro do plausível (com a excepção da quantidade de sobreviventes de uma queda de avião). E, com a mistura das diversas linhas temporais, a série alterna entre os problemas de adolescentes e os problemas da vida adulta, complementados pela forma de comportamento em ambiente isolado e longe das regras habituais da sociedade, e que poderá servir como o verdadeiro revelador do carácter, ou paranóia, de cada um(a).
Enquanto se aguarda pela estreia em Portugal, fica desde já praticamente assegurada que as aventuras irão continuar numa segunda temporada.
Descrito como uma mistura de Lost e Lord of the Flies, a série divide-se em três períodos temporais: a da sua juventude enquanto andavam na escola, na década de 90; o tempo passado isoladas numa floresta, e onde tiveram que mudar radicalmente para sobreviver; e o período actual, com elas adultas mas sempre perseguidas pelos acontecimentos que passaram - e onde não faltam segredos escondidos e quem os deseje revelar.
Embora por diversas vezes se pisque o olho a elementos sobrenaturais, a série consegue manter-se com os pés na terra e - pelo menos por agora - manter tudo dentro do plausível (com a excepção da quantidade de sobreviventes de uma queda de avião). E, com a mistura das diversas linhas temporais, a série alterna entre os problemas de adolescentes e os problemas da vida adulta, complementados pela forma de comportamento em ambiente isolado e longe das regras habituais da sociedade, e que poderá servir como o verdadeiro revelador do carácter, ou paranóia, de cada um(a).
Enquanto se aguarda pela estreia em Portugal, fica desde já praticamente assegurada que as aventuras irão continuar numa segunda temporada.
terça-feira, 21 de dezembro de 2021
True Store (2021)
Kevin Hart está de regresso à Netflix, mas desta vez não é com nenhuma comédia ou programa especial de stand-up. Desta vez chega numa série em que explora uma registo completamente diferente. Em True Story, Kevin Hart interpreta um papel que se confunde com a sua vida real, de um popular artista de comédia - mas que depressa se transforma numa espiral de acontecimentos inesperados que irá pôr à prova as suas convicções e confiança na sua família e amigos.
Confesso que foi uma série que hesitei em começar a ver, pois não estava com grandes esperanças para o que poderia sair dali, mas ainda bem que o fiz. Com várias reviravoltas pelo meio, a série surpreende ainda por nos apresentar um inesperado Wesley Snipes, que aqui consegue demonstrar que afinal até sabe representar. E, como uma surpresa nunca vem só, também temos Billy Zane, que também consegue superar o seu habitual nível de "directo para o video-clube". Nem que fosse apenas por isso, já valia a pena ver - mas a verdade é que todo o conjunto resulta bastante bem.
Confesso que foi uma série que hesitei em começar a ver, pois não estava com grandes esperanças para o que poderia sair dali, mas ainda bem que o fiz. Com várias reviravoltas pelo meio, a série surpreende ainda por nos apresentar um inesperado Wesley Snipes, que aqui consegue demonstrar que afinal até sabe representar. E, como uma surpresa nunca vem só, também temos Billy Zane, que também consegue superar o seu habitual nível de "directo para o video-clube". Nem que fosse apenas por isso, já valia a pena ver - mas a verdade é que todo o conjunto resulta bastante bem.
quarta-feira, 15 de dezembro de 2021
Invasion
Já chegou ao fim a primeira temporada da série Invasion da Apple TV+, uma aposta da Apple no segmento concorrido das invasões extra-terrestres.
A série, criada por Simon Kinberg (X-Men, Twilight Zone) e David Weil (Solos, Hunters), toma algumas opções interessantes que a diferenciam de outras séries que abordam o mesmo tema. Para começar, acompanhamos uma série de pessoas diferentes e aparentemente sem qualquer relação, sendo que o facto de estarem diferentes partes do mundo ajuda a transmitir a sensação de calamidade à escala global e de uma verdadeira ameaça para toda a humanidade. Mas melhor ainda, é a série resistir à tentação de nos mostrar os extra-terrestres - contribuindo para a sensação de total desconhecimento quanto à ameaça que se tem que enfrentar. E, quando finalmente os vemos, também merecem pontos bónus por não se limitarem a criar extra-terrestres com formato reconhecível (cabeça, pernas, braços), como se todo o Universo tivesse que seguir a fórmula que obteve sucesso aqui na Terra.
Dito isto, e sem entrar em spoilers, esta primeira temporada acaba por servir apenas como introdução, deixando a maioria das perguntas (para não dizer todas) sem resposta. O que só não é um ponto negativo porque a Apple já confirmou a produção da segunda temporada.
Se gostam de histórias de invasões alien, mas que não sejam passados exclusivamente aos tiros em cada episódio, vale a pena darem-lhe uma oportunidade.
A série, criada por Simon Kinberg (X-Men, Twilight Zone) e David Weil (Solos, Hunters), toma algumas opções interessantes que a diferenciam de outras séries que abordam o mesmo tema. Para começar, acompanhamos uma série de pessoas diferentes e aparentemente sem qualquer relação, sendo que o facto de estarem diferentes partes do mundo ajuda a transmitir a sensação de calamidade à escala global e de uma verdadeira ameaça para toda a humanidade. Mas melhor ainda, é a série resistir à tentação de nos mostrar os extra-terrestres - contribuindo para a sensação de total desconhecimento quanto à ameaça que se tem que enfrentar. E, quando finalmente os vemos, também merecem pontos bónus por não se limitarem a criar extra-terrestres com formato reconhecível (cabeça, pernas, braços), como se todo o Universo tivesse que seguir a fórmula que obteve sucesso aqui na Terra.
Dito isto, e sem entrar em spoilers, esta primeira temporada acaba por servir apenas como introdução, deixando a maioria das perguntas (para não dizer todas) sem resposta. O que só não é um ponto negativo porque a Apple já confirmou a produção da segunda temporada.
Se gostam de histórias de invasões alien, mas que não sejam passados exclusivamente aos tiros em cada episódio, vale a pena darem-lhe uma oportunidade.
quarta-feira, 25 de agosto de 2021
Sweet Girl
Já está disponível na Netflix o filme Sweet Girl, primeira longa metragem de Brian Andrew Mendoza, que foi buscar o seu sócio e actor preferido, Jason Momoa (com quem já tinha trabalhado em Frontier, Braven e Road to Paloma, e com quem detém a empresa de produção Pride of Gypsies) e o junta a Isabela Merced (que podem ter visto recentemente em Dora ou Sicario: Day of the Soldado.
O filme pega num tópico bem quente nos EUA, a das farmacêuticas que inflaccionam o preço de medicamentos para valores insuportáveis e impedem que cheguem ao mercado versões genéricas mais baratas. Jason Momoa intereta Ray Cooper, que faz um voto de vingança contra o CEO da empresa farmacêutica que impediu a chegada ao mercado de um medicamento económico que poderia ter salvo a vida da sua esposa, e Isabela Merced é a sua filha, Rachel Cooper, que se vê arrastada para toda esta situação. Situação que se complica quando começam a surgir outros intervenientes que indicam que as coisa podem ser mais complicadas do que pareciam à primeira vista.
Apesar de lá pelo meio até se tentar um twist, a coisa acaba por funcionar relativamente, mas apenas no enquadramento de filme pensado directamente para a TV (como é o caso). Tendo em conta que também é o primeiro trabalho de realizador de Brian Mendoza, ficamos a aguardar que mais coisas poderão surgir deste duo Mendoza+Momoa no futuro.
O filme pega num tópico bem quente nos EUA, a das farmacêuticas que inflaccionam o preço de medicamentos para valores insuportáveis e impedem que cheguem ao mercado versões genéricas mais baratas. Jason Momoa intereta Ray Cooper, que faz um voto de vingança contra o CEO da empresa farmacêutica que impediu a chegada ao mercado de um medicamento económico que poderia ter salvo a vida da sua esposa, e Isabela Merced é a sua filha, Rachel Cooper, que se vê arrastada para toda esta situação. Situação que se complica quando começam a surgir outros intervenientes que indicam que as coisa podem ser mais complicadas do que pareciam à primeira vista.
Apesar de lá pelo meio até se tentar um twist, a coisa acaba por funcionar relativamente, mas apenas no enquadramento de filme pensado directamente para a TV (como é o caso). Tendo em conta que também é o primeiro trabalho de realizador de Brian Mendoza, ficamos a aguardar que mais coisas poderão surgir deste duo Mendoza+Momoa no futuro.
quarta-feira, 18 de agosto de 2021
F9: The Fast Saga
Depois do Fast Five e Fast & Furious 6, e de uma incursão espacial pelo Star Trek Beyond, Justin Lin volta a sentar-se na cadeira do realizador para este F9: The Fast Saga.
Ao longo dos anos a saga Fast and Furious foi evoluindo (se assim se pode dizer) para coisas cada vez mais rebuscadas e irrealistas, tudo em prole de dar aos fãs uma dose acrescida de diversão com coisas nunca antes vistas. Algures pelo caminho deixou de se preocupar completamente com o aspecto "realismo", sem que isso tenha afectado o seu sucesso, acabando por se tornar num misto de missão impossível com tudo o mais que o género de acção possa ter. Não é propriamente novo, já Luc Besson tinha seguido idêntico caminho com a sua saga Transporter.
Em F9: The Fast Saga o filme acaba por funcionar quase como um resumo e homenagem a toda a saga feita até ao momento, voltando a recuperar alguns membros perdidos ao longo do tempo, para enfrentarem uma nova ameaça, que desta vez parece ser alguém à altura de Dominic Toretto: o seu próprio irmão. Para que não haja qualquer dúvida, este é o filme onde até um carro chega ao espaço, pelo que fica desde logo demonstrado que não houve limites que não fossem ultrapassados.
Resta apenas dizer que este será o início do fim da saga Fast and Furious, com Justin Lin contratado para tratar dos próximos Fast and Furious 10 e Fast and Furious 11, que servirão como conclusão da saga. Mas prevendo-se o sucesso habitual, será difícil que a saga não continue, de outras formas (spinoffs, remakes, prequelas, etc.) pelos anos seguintes.
Ao longo dos anos a saga Fast and Furious foi evoluindo (se assim se pode dizer) para coisas cada vez mais rebuscadas e irrealistas, tudo em prole de dar aos fãs uma dose acrescida de diversão com coisas nunca antes vistas. Algures pelo caminho deixou de se preocupar completamente com o aspecto "realismo", sem que isso tenha afectado o seu sucesso, acabando por se tornar num misto de missão impossível com tudo o mais que o género de acção possa ter. Não é propriamente novo, já Luc Besson tinha seguido idêntico caminho com a sua saga Transporter.
Em F9: The Fast Saga o filme acaba por funcionar quase como um resumo e homenagem a toda a saga feita até ao momento, voltando a recuperar alguns membros perdidos ao longo do tempo, para enfrentarem uma nova ameaça, que desta vez parece ser alguém à altura de Dominic Toretto: o seu próprio irmão. Para que não haja qualquer dúvida, este é o filme onde até um carro chega ao espaço, pelo que fica desde logo demonstrado que não houve limites que não fossem ultrapassados.
Resta apenas dizer que este será o início do fim da saga Fast and Furious, com Justin Lin contratado para tratar dos próximos Fast and Furious 10 e Fast and Furious 11, que servirão como conclusão da saga. Mas prevendo-se o sucesso habitual, será difícil que a saga não continue, de outras formas (spinoffs, remakes, prequelas, etc.) pelos anos seguintes.
terça-feira, 3 de agosto de 2021
Jolt
A Kate Beckinsale está a tornar-se numa das imagens de marca do serviço Amazon Prime Video, que passa a contar com mais um filme em que figura como protagonista.
Em Jolt, Beckinsale interpreta Lindy, uma mulher problemática desde que nasceu, com dificuldade em controlar os impulsos; e onde a única coisa que acaba por resultar é usar um colete que lhe dá choques quando se começa a irritar. Quando tudo parecia estar a correr bem, acaba por ser atirada para uma espiral de violência para tentar encontrar quem matou a pessoa de quem gostava, e não olhando a meio para o conseguir.
Na prática, acaba por ser difícil não comparar Jolt a Crank, mas trocando-se Jason Statham por Kate Beckinsale, e sem entrar tão excessivamente nas cenas ultra-ridículas (mas ainda assim, indo muito para além do que seria realisticamente esperado, acabando por poder ser visto quase como um filme de super-heróis).
Todas as oportunidades para Kate Beckinsale a dar porrada são boas oportunidades, e por isso vale pena passarem os olhos por este Jolt; mas conscientes de que é pura diversão pipoqueira do princípio ao fim, sem que se deva prestar demasiado atenção aos "pormenores".
Em Jolt, Beckinsale interpreta Lindy, uma mulher problemática desde que nasceu, com dificuldade em controlar os impulsos; e onde a única coisa que acaba por resultar é usar um colete que lhe dá choques quando se começa a irritar. Quando tudo parecia estar a correr bem, acaba por ser atirada para uma espiral de violência para tentar encontrar quem matou a pessoa de quem gostava, e não olhando a meio para o conseguir.
Na prática, acaba por ser difícil não comparar Jolt a Crank, mas trocando-se Jason Statham por Kate Beckinsale, e sem entrar tão excessivamente nas cenas ultra-ridículas (mas ainda assim, indo muito para além do que seria realisticamente esperado, acabando por poder ser visto quase como um filme de super-heróis).
Todas as oportunidades para Kate Beckinsale a dar porrada são boas oportunidades, e por isso vale pena passarem os olhos por este Jolt; mas conscientes de que é pura diversão pipoqueira do princípio ao fim, sem que se deva prestar demasiado atenção aos "pormenores".
sábado, 31 de julho de 2021
The Last Mercenary
Se outras vedetas dos 80 têm tentado mostrar que ainda podem fazer uns filmes na idade da reforma, desta vez é Jean-Claude Van Damme que o faz em The Last Mercenary, já disponível na Netflix.
Em The Last Mercenary Jean-Claude Van Damme interpreta um super-agente que tem que voltar à acção para salvar o seu filho, que está a ser perseguido como se fosse um super-criminoso internacional. Com algumas referências obrigatórias a algumas das formas "de marca" de Van Damme, e até a auto-promoção de alguns dos seus clássicos anteriores, o filme acaba por andar perdido entre os géneros, tentando por vezes ser um filme de acção, outras vezes uma comédia pura, e no final resultando numa "salada de frutas" que nunca chega a ser nem uma coisa nem outra - e por vezes até dá pena ver Van Damme a querer ir além das suas capacidades.
Teria sido muito mais simples repescar as velhas fórmulas dos filmes de acção dos anos 80, por de lado a tentativa de querer ser um bom actor, e limitar-se a fazer aquilo que, surpreendentemente, mesmo com 60 anos(!) ainda consegue fazer bem: dar porrada com estilo.
Em The Last Mercenary Jean-Claude Van Damme interpreta um super-agente que tem que voltar à acção para salvar o seu filho, que está a ser perseguido como se fosse um super-criminoso internacional. Com algumas referências obrigatórias a algumas das formas "de marca" de Van Damme, e até a auto-promoção de alguns dos seus clássicos anteriores, o filme acaba por andar perdido entre os géneros, tentando por vezes ser um filme de acção, outras vezes uma comédia pura, e no final resultando numa "salada de frutas" que nunca chega a ser nem uma coisa nem outra - e por vezes até dá pena ver Van Damme a querer ir além das suas capacidades.
Teria sido muito mais simples repescar as velhas fórmulas dos filmes de acção dos anos 80, por de lado a tentativa de querer ser um bom actor, e limitar-se a fazer aquilo que, surpreendentemente, mesmo com 60 anos(!) ainda consegue fazer bem: dar porrada com estilo.
quarta-feira, 28 de julho de 2021
Blood Red Sky
Já está disponível na Netflix o Blood Red Sky, uma produção alemã cujo nome alternativo poderia ser "Zombies on a plane".
Escrito e realizado por Peter Thorwarth, neste filme acompanhamos uma mãe e o seu filho que tentam voar da Alemanha para os EUA para tratarem de uma misteriosa doença que afecta a mãe, mas cujo voo vai ser interrompido por um grupo de terroristas que tem outros planos. Como desde logo fica revelado, a "doença" é que a mãe é uma vampira, e depressa o confronto passa para níveis que os "terroristas" não estavam à espera.
O filme preenche todos os requisitos que se poderiam esperar, incluindo a pouco original história da "origem" da infecção - que mais parece ter sido tirada de um "template" de filmes de vampiros; e até chega ao ponto de incluir Dominic Purcell e Graham McTavish, como actores que ajudem a dar visibilidade internacional ao filme (curiosamente, não deixa de ser irónico ver Dominic Purcell novamente num filme de vampiros, depois dos seus tempos no Blade).
Apesar de poder beneficiar de alguns cortes que reduzissem as suas 2 horas de duração, continua a ser de visionamento recomendado, apesar de se limitar a ser aquilo que se esperaria de um filme deste tipo. Por vezes, não há nada de mal por um filme pipoca ser apenas um filme pipoca.
Escrito e realizado por Peter Thorwarth, neste filme acompanhamos uma mãe e o seu filho que tentam voar da Alemanha para os EUA para tratarem de uma misteriosa doença que afecta a mãe, mas cujo voo vai ser interrompido por um grupo de terroristas que tem outros planos. Como desde logo fica revelado, a "doença" é que a mãe é uma vampira, e depressa o confronto passa para níveis que os "terroristas" não estavam à espera.
O filme preenche todos os requisitos que se poderiam esperar, incluindo a pouco original história da "origem" da infecção - que mais parece ter sido tirada de um "template" de filmes de vampiros; e até chega ao ponto de incluir Dominic Purcell e Graham McTavish, como actores que ajudem a dar visibilidade internacional ao filme (curiosamente, não deixa de ser irónico ver Dominic Purcell novamente num filme de vampiros, depois dos seus tempos no Blade).
Apesar de poder beneficiar de alguns cortes que reduzissem as suas 2 horas de duração, continua a ser de visionamento recomendado, apesar de se limitar a ser aquilo que se esperaria de um filme deste tipo. Por vezes, não há nada de mal por um filme pipoca ser apenas um filme pipoca.
quarta-feira, 14 de julho de 2021
Ice Road
Aproveitando o sucesso dos programas de Reality TV, este Ice Road tenta uma receita em que mistura a fórmula habitual dos filmes de acção que Liam Neeson tem protagonizado nos últimos anos, e o ambiente hostil e gélido das regiões remotas da América do Norte.
Um desabamento numa mina deixa um grupo de mineiros isolados, e a sua única hipótese de sobrevivência é fazer chegar a maquinaria necessária antes que o seu oxigénio se esgote. Como convém, a única forma de lá fazer chegar essas máquinas é através de camião, mas o problema é que a estrada sobre o mar gelado já está a começar a derreter, tornando a aventura bastante arriscada. Ainda assim, Liam Neeson, acompanhado por Laurence Fishburne e Amber Midthunder, embarcam nessa aventura... que depressa revela ter mais dificuldades que apenas a estrada gelada.
Sim, temos as habituais conspirações e "mauzões", para garantir que não falta entretenimento ao longo dos 109 minutos do filme, que apesar de ter ido para os cinemas, não esconde que a sua produção melhor seria adequada a uma estreia directa nos serviços de streaming.
Um bom filme para os fãs de Liam Nesson verem num domingo à tarde, e aguardarem pelo que vier a seguir.
Um desabamento numa mina deixa um grupo de mineiros isolados, e a sua única hipótese de sobrevivência é fazer chegar a maquinaria necessária antes que o seu oxigénio se esgote. Como convém, a única forma de lá fazer chegar essas máquinas é através de camião, mas o problema é que a estrada sobre o mar gelado já está a começar a derreter, tornando a aventura bastante arriscada. Ainda assim, Liam Neeson, acompanhado por Laurence Fishburne e Amber Midthunder, embarcam nessa aventura... que depressa revela ter mais dificuldades que apenas a estrada gelada.
Sim, temos as habituais conspirações e "mauzões", para garantir que não falta entretenimento ao longo dos 109 minutos do filme, que apesar de ter ido para os cinemas, não esconde que a sua produção melhor seria adequada a uma estreia directa nos serviços de streaming.
Um bom filme para os fãs de Liam Nesson verem num domingo à tarde, e aguardarem pelo que vier a seguir.
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