Inspirado pela nostalgia com que relembrei algumas das memórias mais marcantes que tenho das primeiras idas ao cinema (como contei aqui,) achei que seria interessante desafiar algumas pessoas a que fizessem o mesmo e recordassem o início da sua paixão pelo cinema nesta rubricaO Meu Primeiro Filme.
Pelo que... preparem-se para conhecer um pouco das origens das paixões cinematográficas de vários elementos que mantêm blogs sobre cinema ou que de qualquer outra forma nutrem um especial carinho por esta arte.
Hoje, vamos ficar a conhecer "O Meu Primeiro Filme" da Ana Alexandre do blog SplitScreen.
Considerando o hábito dos meus pais de levar sempre os filhos ao cinema, provavelmente o meu primeiro filme terá sido lá pelos meus 2 anos, por isso não me lembro exactamente de qual terá sido. Quando me perguntam qual o primeiro filme que vi no cinema tenho por hábito responder o Toy Story, pois foi a primeira vez que os meus pais me deixaram ir ao cinema só com o meu irmão (uns anos mais velho que eu).
Lembro-me que os meus pais nos deixaram à porta do Teatro Rosa Damasceno, o único local na altura em que se podia ver cinema em Santarém (até mais tarde usarem os auditórios do CNEMA e finalmente, uns anos mais tarde, abrirem as primeiras salas de cinema num supermercado), lembro-me de olhar para o poster e perceber que aqueles desenhos animados eram diferentes dos do costume (tinha começado a era 3D) e de comprar o bilhete. Foi também a primeira vez que não precisei de um daqueles caixotes que punham nos bancos para as crianças mais pequenas conseguirem ver o filme, mais uma prova em como do alto dos meus oito anos eu já era realmente muito crescida a ponto de não precisar de pais nem de caixotes para ver um filme. Lembro-me que saí de lá maravilhada e que pedi a cassete aos meus pais pelo Natal. Revi-a tantas vezes, enquanto o meu leitor de cassetes durou, que ainda hoje sei os diálogos de cor.
Continuei sempre a ir muito ao cinema, umas vezes com os pais, outras só com o meu irmão e mais tarde com amigos (e que era preciso apanhar um autocarro e fazer uma viagem de meia hora até Santarém, onde existiam as salas de cinema mais próximas da cidade onde vivia) e quando o meu irmão entrou para a faculdade tornou-se ritual ir todos os sábados ver um filme e família. Por isso posso dizer que a minha família sempre foi quem promoveu o meu gosto por cinema, fosse pelas idas ao cinema, o aluguer de cassetes no videoclube mais próximo ou pela oferta de inúmeras cassetes que ainda guardo, algumas já estragadas de tantas vezes que foram passadas. E são eles os culpados de não me lembrar de qual foi, de facto, o meu primeiro filme.
(Ed. O meu muito obrigado à Ana, por ter acedido participar nesta rubrica "O Meu Primeiro Filme" e partilhar connosco as suas memórias.)
Inspirado pela nostalgia com que relembrei algumas das memórias mais marcantes que tenho das primeiras idas ao cinema (como contei aqui,) achei que seria interessante desafiar algumas pessoas a que fizessem o mesmo e recordassem o início da sua paixão pelo cinema nesta rubricaO Meu Primeiro Filme.
Pelo que... preparem-se para conhecer um pouco das origens das paixões cinematográficas de vários elementos que mantêm blogs sobre cinema ou que de qualquer outra forma nutrem um especial carinho por esta arte.
Hoje, é com uma enorme honra que vos dou a conhecer "O Meu Primeiro Filme" de António Reis, nome bem conhecido de todos os que frequentam o nosso querido Fantasporto, que colabora no blog Antestreia, e que hoje mesmo está a fazer o papel de júri no BragaCine.
Como canta Sérgio Godinho "foi num velho cinema de reprise..." que senti essa maravilhosa experiência de pela primeira vez ter visto um filme. Quando se tem seis anos nesse distante ano de 62, quando a televisão emitia ainda a preto e branco em horário muito intermitente e nem mesmo os mais engenhosos autores da ficção-científica sonhavam com cassetes ou DVD, ver um filme num grande ecrã era muito mais do que isso.
Era um momento mágico de um sonho maior que a vida.
Lembro-me de uma forma parcelar e já difusa, que a patine do tempo não perdoa, de entrar pela mão do meu pai numa cripta de igreja transformada em Cinema Paraíso. Lembro-me bem de um actor, de que não sabia o nome, em risco de se despenhar de uma montanha gelada e do meu medo de que a morte no cinema fosse tão real como na vida.
Cinquenta anos mais tarde, e por causa deste desafio do primeiro filme, vasculhei nos arquivos para descobrir maravilhado que o actor era Spencer Tracy, o realizador o grande Edward Dmytryk, e o filme, nascido no mesmo ano que eu, era "The Mountain".
Se em "Citizen Kane" a recordação de infância de rosebud marca todo o filme, a angústia que senti no sofrimento de Spencer Tracy, marcou-me de forma decisiva.
O senso comum diz que não há amor como o primeiro, mas a paixão pelo cinema é uma emoção tão intensa e duradoura, que se renova a cada novo filme como se fosse sempre a primeira vez.
O meu muito obrigado ao António Reis por ter acedido partilhar connosco esta "viagem ao passado" que recorda as suas primeiras memórias cinematográficas.
Inspirado pela nostalgia com que relembrei algumas das memórias mais marcantes que tenho das primeiras idas ao cinema (como contei aqui,) achei que seria interessante desafiar algumas pessoas a que fizessem o mesmo e recordassem o início da sua paixão pelo cinema nesta rubricaO Meu Primeiro Filme.
Pelo que... preparem-se para conhecer um pouco das origens das paixões cinematográficas de vários elementos que mantêm blogs sobre cinema ou que de qualquer outra forma nutrem um especial carinho por esta arte.
Hoje, vamos ficar a conhecer "O Meu Primeiro Filme" do Tiago Ramos do blog SplitScreen.
Nunca tive uma ligação muito forte com o Cinema. De facto, ninguém da minha família directa - especialmente na altura da minha infância - era especialmente ligado ao mundo cinéfilo. E por consequência, eu também não o era. O facto de a minha residência não ser relativamente perto de um cinema - na altura havia apenas um complexo de cinemas na cidade de Santarém - também terá ajudado para apenas aos 6 anos ter tido a minha primeira experiência perante um grande ecrã.
Curiosamente, essa experiência não foi também com um familiar, mas sim com colegas de escola e a professora que nos terá levado ao cinema para assistir a - cliché dos clichés - ao O Rei Leão. Estávamos nós em 1994 e fomos todos assistir a um dos filmes da Disney que mais multidões conduziu ao Cinema. A experiência foi de todo fascinante. As cadeiras (grandes demais para nós), um ecrã enorme, o som (para mim na altura achava elevadíssimo) e um filme de animação (nunca fui muito dado a desenhos animados) contribuíram para elevar esta saída ao estatuto de grande recordação. Não me recordo a influência que tal visionamento teve sobre mim, mas aquilo que me ficou ainda mais registado na memória foi uma situação peculiar.
A sessão teve um intervalo forçado. Isto porquê? Porque tivemos de esperar que a fita com a segunda metade do filme chegasse de uma outra sessão que estava a decorrer na altura nas Caldas da Rainha. Esperámos uns 40 minutos, finalmente alguém trouxe a fita e concluímos o filme.
Contudo, não foi esta primeira ida ao cinema que me gerou esta paixão pelo Cinema. Essa começou a crescer uns anos mais tarde quando, sozinho, me entretinha com as sessões duplas e nocturnas de cinema na RTP2. Foi o Cinema Europeu que de facto me fascinou - algum dele com bastante erotismo à mistura e que assistia às escondidas da minha mãe, com medo de represálias - e ainda hoje é um dos meus preferidos.
Daí a ter ganho alguma independência - desde bem cedo - passei a ir mais ao Cinema e comecei a desenvolver um hábito que ainda hoje aprecio: ir ao Cinema sozinho.
Inspirado pela nostalgia com que relembrei algumas das memórias mais marcantes que tenho das primeiras idas ao cinema (como contei aqui,) achei que seria interessante desafiar algumas pessoas a que fizessem o mesmo e recordassem o início da sua paixão pelo cinema nesta rubricaO Meu Primeiro Filme.
Pelo que... preparem-se para conhecer um pouco das origens das paixões cinematográficas de vários elementos que mantêm blogs sobre cinema ou que de qualquer outra forma nutrem um especial carinho por esta arte.
Hoje, vamos ficar a conhecer "O Meu Primeiro Filme" do Nuno Reis do blog Antestreia.
Não posso dizer que tenha crescido longe do cinema. Uma das minhas recordações mais antigas é andar de ferry em Tróia, a caminho do festival. Ainda não tinha 4 anos, não vi nenhum filme, mas estive lá com os meus pais que se revezavam entre mim e o cinema. No Porto lembro-me de ir a muitas antestreias infantis no Nun'Álvares - especialmente os "Duck Tales" - e de percorrer as passagens secretas do Carlos Alberto nas semanas de Fantasporto.
Lembro-me especialmente da sessão de "Who Framed Roger Rabbit?". Robert Zemeckis depressa se tornaria um dos meus realizadores de eleição, mas na altura ainda não o conhecia e, dos filmes dele, este era o apropriado para crianças. Fui mais uma vez com o meu pai. Quando o filme começa ele estava a sussurrar-me as falas traduzidas a que respondi "eu percebo o filme sozinho". Não sei se li as legendas, se percebi o inglês, se foi um misto de ambos, ou se quis ser apenas teimoso. Sei que vi o filme sem ajuda e estava orgulhoso pelo meu feito. E sei que ele ficou triste porque a partir daquele momento eu poderia ir ao cinema sem ele, como fui inúmeras vezes.
Acho estranho alguém dizer-se "filho do Fantas" quando nasceram antes do festival. Pessoalmente digo que nessa altura o Fantas era o meu irmão mais velho, apenas 2 anos e meio, mas mesmo assim mais velho e como tal tomou conta de mim muitos dias e noites. Acabando as aulas apanhava o autocarro para a Praça da República e corria até ao Carlos Alberto onde ficava até os meus pais quererem ir dormir. Vi os filmes que me deixaram exibindo o livre-trânsito, e os que não me deixavam entrando sorrateiramente. Eduquei gostos diferentes da maioria numa época em que apenas existia a competição de cinema fantástico. Não me recordo de alguma vez ter sofrido pesadelos por causa disso. Vinte anos depois percorro o mundo escolhendo filmes para o meu Fantas, na esperança que volte a causar em alguém o efeito que teve em mim.
Portanto, respondendo a qual foi o filme da minha vida, teria de dizer que foi todo o Fantasporto do Carlos Alberto, só que isso não é totalmente verdade. O primeiro filme foi mais do que os outros. Aquele que vi para nunca mais esquecer e me fez sonhar com aventuras que começavam montado numa bicicleta e terminavam numa caverna escondida, com moedas de ouro pirata a escorrerem-me das mãos. Poços sem fundo! Pianos mortíferos! Lutas de espadas! Voar agarrado às cordas! Derrotar os maus e encontrar o tesouro!
Era "The Goonies". Ainda embrenhado no mundo dos contos infantis e filmes Disney tinha aterrado num paraíso cheio de aventuras e ideias mirabolantes. Desde então quis sempre mais e exigia muito dos filmes que via. Por muito que a técnica e os efeitos digitais tenham progredido e os argumentistas tenham ultrapassado tudo aquilo que a mente humana achasse possível, ainda está por fazer um filme que me cause a mesma injecção de adrenalina. Foi o filme certo no momento certo (ou demasiado cedo) e o interruptor que causou tudo o que descrevi atrás. O meu número um na altura, hoje, sempre.
Olhando para ele nos dias de hoje (vi no dia em que escrevi este texto) já não causa surpresa. Sei as cenas e as falas praticamente de cor. No entanto quando dá na televisão não consigo mudar de canal e quando não dá nada de jeito é dele que me lembro. Já não me devia causar aquelas sensações, mas tenho-as por reflexo. O meu coração acelera nas corridas, assusto-me quando tocam a nota errada, vibro quando chegam ao barco, ralho quando tomam uma má decisão e já muitas vezes chorei quando terminou. Tenho-lhe um carinho incomparável. Aliás, posso dizer que, mais do que o meu primeiro filme, foi o meu primeiro amor.
Inspirado pela nostalgia com que relembrei algumas das memórias mais marcantes que tenho das primeiras idas ao cinema (como contei aqui,) achei que seria interessante desafiar algumas pessoas a que fizessem o mesmo e recordassem o início da sua paixão pelo cinema nesta rubricaO Meu Primeiro Filme.
Pelo que... preparem-se para conhecer um pouco das origens das paixões cinematográficas de vários elementos que mantêm blogs sobre cinema ou que de qualquer outra forma nutrem um especial carinho por esta arte.
Hoje, vamos ficar a conhecer "O Meu Primeiro Filme" do Rui Francisco Pereira responsável pelo Cinema JB.
Para um qualquer cinéfilo, o acto de passar pela primeira vez as portas para o mundo mágico da 7ª Arte, é memorável.
Confesso, antes de mais, aquilo que já referi anteriormente: não sou um exemplo neste campo. Hoje em dia, não só não tenho muitas oportunidades para me dirigir a um Cinema, como não é uma actividade que me nutra especial interesse. Prefiro claramente assistir a um filme no conforto que só o meu lar me pode oferecer.
No entanto, e mesmo tendo a certeza de que esta é uma das fases da minha vida em que menos vou ao Cinema, tal não se verificava na minha infância.
Não consigo, como é óbvio, ter a certeza de quando se deu a minha primeira experiência cinematográfica. No entanto, e comparando as minhas idas ao cinema mais marcantes com a sua ordem cronológica, um filme assume especial destaque. É um facto: não me recordo (ou se recordo, é muito vagamente, tão vagamente que nem sei o que vi- se é que vi alguma coisa) de nenhuma visualização em cinema anterior àquela em que me dirigi ao Arrabida Shoppping, com o meu pai, para assisitir a O Príncipe do Egipto.
Estávamos em 1998 e eu, com os escassos 5 anos de idade, fiquei totalmente abismado com a magnífica obra a que assisti. Naturalmente que não abundam as recordações do filme, no entanto alguns momentos foram viscerais para o despertar do “bichinho” do cinema.
É claro que a épica cena da divisão feita por Moisés ao Mar Morto é verdadeiramente inesquecível, e não podia ser ignorada nesta minha breve dissertação.
Não só a primeira, mas também uma das mais marcantes idas ao cinema, foi a de O Príncipe do Egipto.
Inspirado pela nostalgia com que relembrei algumas das memórias mais marcantes que tenho das primeiras idas ao cinema (como contei aqui,) achei que seria interessante desafiar algumas pessoas a que fizessem o mesmo e recordassem o início da sua paixão pelo cinema nesta rubricaO Meu Primeiro Filme.
Pelo que... preparem-se para conhecer um pouco das origens das paixões cinematográficas de vários elementos que mantêm blogs sobre cinema ou que de qualquer outra forma nutrem um especial carinho por esta arte.
Hoje, vamos ficar a conhecer "O Meu Primeiro Filme" do Paulo Ferreira responsável pelo Ecos Imprevistos.
Um dia dia fui ao cinema... pela primeira vez!
Take 1: a primeira vez numa sala de cinema...
Era mesmo muito pequeno, acho que tinha uns 7 ou 8 anitos. Fui levado pela a minha irmã e deparei-me com uma sala cheia de cadeiras e pessoas (muitas crianças também) e um enorme pano branco na parede.
Depois de passado o frenesim daquele momento que era uma autêntica novidade e algo que me intrigava também (naquela altura uma das respostas que ouvia com frequência à minha questão era um "Vamos ao cinema! Mas porta-te bem que trago-te uma coisa!")
Desta vez estava lá... naquele sítio.
O filme exibido foi divertido e entusiasmante. Mas cantavam também... e bastante! Até demais...
Era o "Musica no Coracão", um musical marcante de outra época, de 1965, que deveria ter sido reposto naquele verão e indicado para crianças.
O que mais me recordo foi a sensação de mistura de sentimentos sobre o filme.
Afinal, seriam os filmes todos assim?
A sala de cinema era para se ouvir cantar nos filmes?
Seriam os filmes todos assim cantarolados e tão diferentes dos que passavam na TV?
Mesmo assim foi uma bela duma experiência e, sem o saber, entrei por uma das portas grandes pois afinal este é um grande clássico do cinema e uma obra incontornável. Um filme que deslumbrou-me no momento mas não tanto quando mais tarde o apreciei numa daquelas milhentas vezes que já passou na TV.
Um belo romance musical... mas mesmo assim não me encheu exactamente a expectativa que tinha do tal local mítico que me parecia ser a sala de cinema, que na altura exibia belos e gigantes posters na fachada do edifício. Eram os posters que me faziam detectar que ali estaria um cinema, uma pratica normal (ainda hoje) como faziam as grandes casa da cidade (do Porto) como o "Batalha", o "Águia D'Ouro", o "Coliseu", o estreante "Foco" e tantos outros... e os posters eram ainda daqueles pintados á mão!
Na altura, já era um seguidor de alguma BD da Marvel, da DC Comics e outras (era o que me arranjavam por ter o Super-Homem, o Homem-Aranha, o Mandrake, o Fantasma, o Tarzan e outros semelhantes) e como tal, eu queria era mesmo ver o fantástico a desfilar naquele enorme pano branco da sala. Isso é que era...
O mais próximo que estive do cinema fantástico que pretendia ver, veio com o filme seguinte.
Take 2: o maravilhamento...
Quando me levaram novamente ao cinema, já tinha os meus 10 anos e foi para ver o acabadinho de estrear:
"Back To The Future" / "Regresso ao Futuro" (de 1985)
Vi um filme que ainda os spots davam na TV, com aquela voz marcante da altura, com algo que acho que era assim: "O regresso à aventura, o regresso da magia, o regresso da acção... o Regresso ao Futuro!"
Foi um estrondo enorme e causou um tal impacto, que admito ainda hoje os meus gostos "live-act" serem vitimas disto. Desde então que os filmes mais sci-fi e de género fantástico ficaram mesmo colados às minhas principais preferências!
Na preparatória lembro-me de ter perguntado ao professor de inglês o que queria dizer "Back to the Future" uma vez que me parecia uma frase estranha e o termo "back" era ainda estranho naquela fase da aprendizagem.
O professor percebeu de imediato o que queria saber e não só explicou o termo "americanizado" como falou também do filme perante o contexto da pergunta. Foi um momento super animador para a turma. Em parte era um daqueles momentos de armanço e para dar nas vistas a dar a entender que já tinha visto o filme do momento.
No intervalo entre aulas, a conversa foi descrever aos amiguinhos do costume as imensas peripécias vistas no filme. Falar de skates, o cientista maluco e principalmente daquele estranho super-carro que até voava e deixava fogo no chão... um espectáculo!
Nesta fase na escola chegou a haver exibições de cinema ambulante. Recordo-me do "Charlot" e do "Bucha & Estica" principalmente.
Ainda hoje sorrio quando passa o "Música no coração" mas foi com o "Regresso ao Futuro" que encontrei o que queria ver em filme. Este foi o grande filme que marcou a associação que passei a fazer ao cinema: os filmes que me despoletavam a imaginação e mostravam os impossíveis.
Take 3 - e por engano...
A terceira vez que fui ao cinema, era para ter sido, salvo erro com o "The karate Kid 2" mas nesse dia não quis ir. Não sabia bem o que era e não me interessou realmente a ideia que me transmitiam. Mais tarde vi-o em video (que já era a sensação da altura, por trazer o cinema a casa) e fiquei arrependido completamente. Que pena!
Mas como dizia, a terceira vez a ir ao cinema foi caricata pois aconteceu de vermos um filme por engano: foi o "Aliens - o Reencontro Final" (de 1986).
Ainda me indagaram depois do inicio do filme se queria ir embora devido à natureza do filme mas até estava a ser tão fixe que disse querer ver o resto. Apesar dos monstros horríveis fazerem tremer na cadeira (cada susto!)... este já tinha naves, tecnologia, armaduras e clones como na BD -uau!
Parecia-se com aquelas séries que já iam passando na TV mas este tinha muito mais impacto. Ninguém gostou e acabei por ser o único que apreciou o filme... ainda hoje!
E sabia lá eu que este era um filme do James Cameron...
Inspirado pela nostalgia com que relembrei algumas das memórias mais marcantes que tenho das primeiras idas ao cinema (como contei aqui,) achei que seria interessante pegar neste conceito e desafiar algumas pessoas a que fizessem o mesmo e recordassem o início da sua atracção pelo cinema nesta rubricaO Meu Primeiro Filme.
Pelo que... preparem-se para conhecer um pouco das origens das paixões cinematográficas de vários elementos que mantêm blogs sobre cinema ou que de qualquer outra forma nutrem um especial carinho por esta arte.
Hoje, vamos ficar a conhecer "O Meu Primeiro Filme" do David Martins responsável pelo CINE31.
Comecei a ir ao cinema de forma regular apenas na adolescência. O primeiro filme que me recordo de ter assistido numa sala de cinema foi "Tartarugas Ninja 2", em 1991 ou 1992, portanto tinha eu doze ou treze anos. Como não tinha leitor de VHS, os únicos filmes que tinha assistido antes eram na TV.
Mas o filme que começou a minha paixão pelos filmes, só vi em 1993 e marcou-me para a vida. O seu título é "Jurassic Park" e lançou-me em duas obsessões: dinossauros e cinema! A dos dinossauros passou (e eu sabia de cor o nome de dezenas de espécies de dinossauros) mas a do cinema ficou, manifestando-se finalmente em 2005 no blog CINE31.
O filme continua a ser um dos meus preferidos, um clássico do cinema de aventura, quase perfeito tanto a nível da harmoniosa integração de efeitos computorizados, mecânicos e seres humanos, num patamar ainda difícil de ultrapassar ainda hoje. Tem uma série de personagens carismáticos, bem interpretados e dirigidos por Steven Spielberg no seu melhor. As sequências de acção estão extremamente bem planeadas, num crescente de tensão e adrenalina, juntando ainda elementos de humor. A cena do filme que me conquistou foi aquela em os arqueólogos vêm pela primeira vez o gigantesco braquiossauro; os efeitos fotorealistas, a reacção dos actores e a música do mestre John Williams proporcionam um efeito de deslumbramento que me acompanha até hoje. Um filme que continuo a ver regularmente!
Voltando na máquina do tempo ao dia em que vi Jurassic Park, recordo que fui assisti-lo acompanhado pela família à única sala de cinema de Olhão, o Cinalgarve, com cerca de 400 lugares, no centro da cidade, perto do antigo Cinema-Teatro (que nessa altura já não passava filmes, e hoje está em ruínas na principal avenida da terra) e da Sociedade Recreativa Olhanense (soube anos mais tarde - para inveja minha - que alguns colegas meus, anos antes, iam lá assistir a projecções de filmes ao ar-livre num esplanada interior). Uma sala que depois de Jurassic Park, visitei muito mais vezes, até á sua relocalização recente num centro comercial. Entretanto, meses depois de ter visto o filme de Spielberg, consegui convencer a minha mãe a comprar uma revista (custou 750$, bastante para uma revista!) sobre os bastidores do Parque Jurássico. Li-a vezes sem conta e ainda a tenho religiosamente guardada. Além das reportagens sobre efeitos especiais, animatronics e CGI, um dos artigos falava precisamente da evolução do cinema e dos primeiros filmes com dinossauros. E pronto, estava despoletada a minha paixão pelos filmes!
Inspirado pela nostalgia com que relembrei algumas das memórias mais marcantes que tenho das primeiras idas ao cinema (como contei aqui,) achei que seria interessante pegar neste conceito e desafiar algumas pessoas a que fizessem o mesmo e recordassem o início da sua atracção pelo cinema nesta rubricaO Meu Primeiro Filme.
Pelo que... preparem-se para conhecer um pouco das origens das paixões cinematográficas de vários elementos que mantêm blogs sobre cinema ou que de qualquer outra forma nutrem um especial carinho por esta arte.
Hoje, vamos ficar a conhecer "O Meu Primeiro Filme" do Nuno Pereira (mais conhecido nestas andanças como 'Nasp') responsável pelo Cria o Teu Avatar.
As minhas memorias não me dizem qual foi realmente o primeiro filme que vi.......certamente algum filme na minha TV a preto e branco ainda antes de colocar o acrílico colorido por cima do ecrã :)
No cinema ou tela comecei cedo demais porque vi filmes que a minha idade não permitia, claro que sempre acompanhado pelo meu Pai que foi quem me inicializou e pegou este vicio de ver filmes. Explicando melhor e dizendo que sou natural de Arraiolos uma vila perto de Évora, esses filmes que vi inicialmente e lembro-me hoje que eram sobretudo westerns, filmes de Hong Kong, e filmes do Charles Bronson (gostos do meu Pai) eram vistos numa sala dos Bombeiros Voluntários aqui da Vila sempre ao Sábado à Noite! A tela estava sempre montada de semana para semana e tinhamos cerca de 100 a 200 cadeiras de madeira que enchiam sempre, e o homem do cinema trazia sempre o projector e as bobines todas as semanas debaixo do braço, na outra mão trazia a caixa dos trocos, e eu sempre a espera da sua chegada; é disto que me lembro. No Verão as sessões passavam para a varanda :)
Isto estou a falar no longínquos anos de 1981 a 85, não sei bem porque a minha memoria era muito jovem (nasci em 1975). No meio destes anos lembro-me também mais a serio de um filme que vi em Lisboa no cinema Império. Nesse tempo as ferias do Verão eram em Lisboa com as minhas primas, e foi num dia desses que o meu Pai me levou pela primeira vez a um cinema a sério na capital... sei perfeitamente que o filme em exibição era o Super-Homem 3 e lembro-me de sair do cinema só a falar do combate entre os dois Super-Homens; isto no Verão de 1983 ou 84 - tinha visto o meu primeiro filme de verdade!!
Recordo negativamente que antes de ver o Super-Homem 3 tive que “papar” com um filme-documentário de bastante tempo sobre a Antárctica e sobre barcos no gelo... :( que dava antes das sessões do Super-Homem... foi a parte chata :)
Em jeito de conclusão e para completar a historia, já nos anos de 1986/87 com um cinema novo criado em Arraiolos, foi lá que todos os fim-semana até aos anos de 1993/94 passei a ver tudo o que era filmes, claro que com atrasos de 4 e 5 meses após a estreia, mas era bom, e hoje cerca de metade dos meus alltime movies são deste período.
Quando comecei a ver os filmes estreados na hora foi depois nos cinemas Alfa Duplex em Évora (já tinha carro e scooter), isto a partir dos anos de 1994/95 até 2008 ano em que infelizmente este cinema fechou as portas :(
Hoje em dia tenho que me deslocar cerca de 90 a 100kms para ir a uma boa sala de cinema (Montijo).... é uma tristeza.... salva-se só as tardadas de 2 ou 3 filmes que vejo sempre que lá vou :)
Obrigado ao Carlos pelo convite que me fez para relatar o meu primeiro filme.
Hoje vou estrear uma nova rubrica que espero ser do vosso agrado, entitulada: O Meu Primeiro Filme.
Inspirado de certa forma pela nostalgia com que relembrei algumas das memórias mais marcantes que tenho das primeiras idas ao cinema, como contei aqui, achei que seria interessante pegar neste conceito e desafiar algumas pessoas a que fizessem o mesmo.
Pelo que... preparem-se para conhecer um pouco das origens das paixões cinematográficas de vários elementos que mantêm blogs sobre cinema ou que de qualquer outra forma nutrem um especial carinho por esta arte.
Para estrear a rubrica, temos "O Meu Primeiro Filme" do Francisco, responsável pelo My One Thousand Movies, blog que se teve início em 2008 e que tem mantido uma activade sempre crescente desde então.
Vamos recuar um pouco no tempo, até finais dos anos 80. Eu não me recordo bem do ano, mas devia rondar 1988, quando eu tinha 14 anos.
Eu cresci numa aldeia, perto de Sobral de Monte Agraço (esse mesmo, do parque infantil), e naquela altura da minha vida não tinha muita divulgação de cinema, a não ser no primeiro e segundo canal da RTP.
Na altura, havia um pequeno cinema em Sobral de Monte Agraço. Passava filmes não muito recentes, mas era sempre um prazer ver um filme na tela grande. A única sessão que havia, era ao Domingo pelas 21 e 30.
Eu era o mais novo da minha geração, e os meus amigos de infância, pelo menos os mais velhos, todos os Domingos se deslocavam ao cinema para verem o filme em exibição. Era 1 km e meio a pé.
A minha mãe não me deixava ir, porque eu era mais novo, e todas as semanas eu ficava amuado em casa. Tinha que me contentar com o Domingo Desportivo, e já não era mau.
Como era costume, eu fui perguntar à minha mãe se podia ir ao cinema, embora soubesse de antemão que a resposta ía ser não. Daquela vez não foi. Não sei se a minha mãe estava de bom humor, ou se eu tinha feito alguma coisa boa, o certo é que daquela vez eu podia ir.
Pelas 8 da noite juntei-me com o pessoal lá no largo da aldeia e lá fomos.
Lembro-me como se fosse hoje do primeiro filme que vi ali. Nunca me esquecerei daquelas cadeiras duras, e do pessoal a gritar como se não houvesse amanhã durante a exibição do filme.
O meu primeiro filme, foi "Rambo - A Fúria do Herói".
Quanto ao filme, não vale a pena comentar. O certo é que foi o meu primeiro filme :)
Pois é... embora tenha ido ao cinema antes, ver filmes da Disney dos quais só tenho umas vagas e difusas memórias (mas lembro-me de um qualquer filme tipo a "Branca de Neve e os 7 anões" - ainda em brasileiro - no cinema Foco), um dos primeiros filmes que me lembro a sério, foi o Firefox.
Estavamos no distante ano de 1982 (muitos de vocês ainda nem eram vivos - ou andavam de fraldas :P :)
Este filme marcou-me porque, tendo eu 10 anos, foi dos primeiros filmes que fui ver à noite, acompanhado dos meus primos (mais velhos) e ficando a dormir em casa deles.
(Os meus primos... isso dava por si só outra longa metragem: sao 6 (ou serão 7?) irmãos; e naquela altura tinham um fantástico quarto (minúsculo) com - imagine-se beliches triplos em parede opostos, os quais se trepavam alternadamente com uma perna de cada lado - o local ideal para um puto de 10 anos! :)
Eu sabia lá quem era o Clint Eastwood na altura - o que sabia era que o filme metia um avião todo futurista; o resto era conversa!
Quantas cenas não ficarão para a história do cinema: o aviao a baixa altitude, deixando um rasto sobre a água... e já naquela altura o avião reagia aos pensamentos (desde que se pensasse em russo! ehehe)
Só quatro anos mais tarde chegaria o Topgun, voltando a trazer os aviões à baila... e mais recentemente o Stealth - mas já sem aquela mística da Guerra fria, nem o fabuloso Mig 31 Firefox - que actualmente é sinónimo de browser da internet. :)
E fui vê-lo, sabem onde? No BATALHA! :)
Ah... bons tempos... bons tempos...
Naquela altura todos os cinemas do Porto ficavam "à mão" ali na baixa.
Era o Batalha e a sua sala Bébé, o Coliseu com o seu Passos Manuel, o S.João, o Águia de Ouro, Trindade, Lumiére - ai! que alguns já me escapam da memória, tenho que ir aos arquivos (sim, que tenho milhares de "bilhetes" que guardava dessa época... qualquer dia ponho-os à venda no Ebay e fico rico! :)
Com tudo isto... fiquei com apetite... acho que vou mas é rever o Firefox agora mesmo!
Até breve.
P.S. Já que se está em onda de remakes, que tal um novo Firefox, hein? Não ia? Ou um Firefox 2.0? :)
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