O Goonies é um daqueles clássicos que dispensa apresentações, mas há um detalhe curioso quando começou a ser promovido nos anos 80. O pequeno "teaser" que foi utilizado para apresentar o filme fazia referência a uma série de clássicos da época.
Os mais atentos poderiam reparar que as letras utilizadas para criar o nome Goonies vinham de filmes como:
Gremlins
The Omen
Raiders of the Lost Ark
Close Encounters of the Second Kind
Indiana Jones and the Temple of Doom
E.T.
Superman
E agora digam-me se não ficaram com vontade de rever alguns destes filmes?
Eu ainda recentemente revi os Indiana Jones todos, o Encontros Imediatos e o E.T. - um destes dias será tempo de apresentar ao meu pequenito o Goonies e os demais. :)
Cinemas digitais também estão chateados com estreia em película de Interstellar
Os cinemas IMAX fizeram boicote ao próximo filme do Crouching Tiger Hidden Dragon por este estrear em simultâneo no Netflix, mas agora é a vez de também os cinemas "normais" fazerem birra com os IMAX (os de 70mm e não os digitais) e cinemas com projectores de película (35 e 70mm), por estes terem direito a estrear o Interstellar com dois dias de antecedência.
Christopher Nolan estará no seu direito de preferir a película (embora por mim, achasse que seria melhor ele preocupar-se em filmar em digital e a 120fps), mas o que aqui interessa é ver o quanto os cinemas andam completamente perdidos quanto à forma de manterem os espectadores. E uma coisa é certa... não é com birrices como estas que o conseguirão.
Sony prepara serviço de TV por internet... por $80/mês
Acho que alguém no Japão não terá percebido a actual tendência dos espectadores fugirem aos serviços de TV por cabo, onde pagam fortunas por centenas de canais que não vêem, quando o que desejam é ver apenas aquilo que querem a preços mais competitivos - como o que têm com o Netflix. É que a Sony acha que vai ter sucesso com um serviço de televisão por internet que irá custar $80/mês.
Não... não me parece.
Barco pirata dos Goonies em LEGO
E para celebrar o 30º aniversário de Goonies que se aproxima, que tal fazê-lo combinando com algo que também nos fascinou na década, e continua a fascinar miúdos e graúdos, independentemente da idade ou década em que se está? Sim, refiro-me aos LEGO, e há neste momento uma campanha para que a LEGO torne realidade este barco pirata dos Goonies e os respectivas minifis a preceito.
As cenas de sexo no cinema
Em muitos filmes surgem as escaldantes cenas de sexo entre os personagens, e que transportarão os espectadores para o reino da fantasia... Só que, já imaginaram como é que essas cenas são filmadas? A realidade é bem menos apaixonante e sensual do que depois vemos no ecrã; não só pelo facto de terem uma grande câmara colada ali ao lado (e dezenas de pessoas em redor), como até pessoas que tratam dos pormenores como dar umas esguichadelas de água para simular a transpiração.
Ser actor não é assim tão fácil como se poderá pensar... :)
Sean Astin é um actor cujo nome poderão não identificar imediatamente, mas cujo rosto não deixa margens para dúvidas. Trata-se do inconfundível Samwise 'Sam' Gamgee, o fiel amigo de Frodo. O que poderão não saber é que a sua carreira se estende por várias décadas, tendo entrado num dos mais icónicos filmes dos 80 (e de sempre)... os Goonies.
Sim, se revirem os Goonies (e é sempre recomendável rever os Goonies pelo menos uma vez por ano), vão reparar que um dos míticos Goonies é o nosso popular hobbit (que mais recentemente podemos ver também em The Strain).
Também não se admirem se a sua voz vos parecer familiar... já que Sean Astin dá muitas vezes a voz a personagens em filmes e séries de animação (era o Raphael na mais recente série das Ninja Turtles), e também em jogos de computador.
Enfim... um goonie que se tem safado bastante bem. :)
Inspirado pela nostalgia com que relembrei algumas das memórias mais marcantes que tenho das primeiras idas ao cinema (como contei aqui,) achei que seria interessante desafiar algumas pessoas a que fizessem o mesmo e recordassem o início da sua paixão pelo cinema nesta rubricaO Meu Primeiro Filme.
Pelo que... preparem-se para conhecer um pouco das origens das paixões cinematográficas de vários elementos que mantêm blogs sobre cinema ou que de qualquer outra forma nutrem um especial carinho por esta arte.
Hoje, vamos ficar a conhecer "O Meu Primeiro Filme" do Nuno Reis do blog Antestreia.
Não posso dizer que tenha crescido longe do cinema. Uma das minhas recordações mais antigas é andar de ferry em Tróia, a caminho do festival. Ainda não tinha 4 anos, não vi nenhum filme, mas estive lá com os meus pais que se revezavam entre mim e o cinema. No Porto lembro-me de ir a muitas antestreias infantis no Nun'Álvares - especialmente os "Duck Tales" - e de percorrer as passagens secretas do Carlos Alberto nas semanas de Fantasporto.
Lembro-me especialmente da sessão de "Who Framed Roger Rabbit?". Robert Zemeckis depressa se tornaria um dos meus realizadores de eleição, mas na altura ainda não o conhecia e, dos filmes dele, este era o apropriado para crianças. Fui mais uma vez com o meu pai. Quando o filme começa ele estava a sussurrar-me as falas traduzidas a que respondi "eu percebo o filme sozinho". Não sei se li as legendas, se percebi o inglês, se foi um misto de ambos, ou se quis ser apenas teimoso. Sei que vi o filme sem ajuda e estava orgulhoso pelo meu feito. E sei que ele ficou triste porque a partir daquele momento eu poderia ir ao cinema sem ele, como fui inúmeras vezes.
Acho estranho alguém dizer-se "filho do Fantas" quando nasceram antes do festival. Pessoalmente digo que nessa altura o Fantas era o meu irmão mais velho, apenas 2 anos e meio, mas mesmo assim mais velho e como tal tomou conta de mim muitos dias e noites. Acabando as aulas apanhava o autocarro para a Praça da República e corria até ao Carlos Alberto onde ficava até os meus pais quererem ir dormir. Vi os filmes que me deixaram exibindo o livre-trânsito, e os que não me deixavam entrando sorrateiramente. Eduquei gostos diferentes da maioria numa época em que apenas existia a competição de cinema fantástico. Não me recordo de alguma vez ter sofrido pesadelos por causa disso. Vinte anos depois percorro o mundo escolhendo filmes para o meu Fantas, na esperança que volte a causar em alguém o efeito que teve em mim.
Portanto, respondendo a qual foi o filme da minha vida, teria de dizer que foi todo o Fantasporto do Carlos Alberto, só que isso não é totalmente verdade. O primeiro filme foi mais do que os outros. Aquele que vi para nunca mais esquecer e me fez sonhar com aventuras que começavam montado numa bicicleta e terminavam numa caverna escondida, com moedas de ouro pirata a escorrerem-me das mãos. Poços sem fundo! Pianos mortíferos! Lutas de espadas! Voar agarrado às cordas! Derrotar os maus e encontrar o tesouro!
Era "The Goonies". Ainda embrenhado no mundo dos contos infantis e filmes Disney tinha aterrado num paraíso cheio de aventuras e ideias mirabolantes. Desde então quis sempre mais e exigia muito dos filmes que via. Por muito que a técnica e os efeitos digitais tenham progredido e os argumentistas tenham ultrapassado tudo aquilo que a mente humana achasse possível, ainda está por fazer um filme que me cause a mesma injecção de adrenalina. Foi o filme certo no momento certo (ou demasiado cedo) e o interruptor que causou tudo o que descrevi atrás. O meu número um na altura, hoje, sempre.
Olhando para ele nos dias de hoje (vi no dia em que escrevi este texto) já não causa surpresa. Sei as cenas e as falas praticamente de cor. No entanto quando dá na televisão não consigo mudar de canal e quando não dá nada de jeito é dele que me lembro. Já não me devia causar aquelas sensações, mas tenho-as por reflexo. O meu coração acelera nas corridas, assusto-me quando tocam a nota errada, vibro quando chegam ao barco, ralho quando tomam uma má decisão e já muitas vezes chorei quando terminou. Tenho-lhe um carinho incomparável. Aliás, posso dizer que, mais do que o meu primeiro filme, foi o meu primeiro amor.
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