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sábado, 10 de janeiro de 2026
MoviePass mudava passwords dos clientes para não conseguirem cancelar serviço
O serviço MoviePass recorria a tácticas bastante criativas para manter a subscrição dos clientes, alterando-lhes a password para não conseguirem usar ou cancelar o serviço.
Recentemente falamos das tácticas abusivas que as empresas actuais podem usar. Mesmo se num desses casos as tácticas não tenham sido devidamente comprovadas, há muitos outros casos que o foram.
O MoviePass era um serviço que prometia idas ao cinema mediante o pagamento de uma subscrição - inicialmente prometendo idas ilimitadas, que mais tarde foram limitadas a 3 ou 4 vezes por mês. Era um daqueles serviços que parecia bom demais para ser verdade e que desde logo levantou dúvidas quanto à sua sustentabilidade, dúvidas essas que acabaram por se revelar acertadas, com o serviço a ter encerrado - mas não sem que tenha dado origem a toda uma "tragédia" a nível dos abusos cometidos.
O serviço desde sempre recebeu críticas devido às tácticas que utilizava. Foram muitas as queixas de que o serviço apresentava inúmeras sessões disponíveis, para criar ilusão de que os clientes tinham muitos filmes e sessões à disposição, mas que essas sessões acabavam por ficar "indisponíveis" quando se tentava obter bilhetes para as sessões nos horários mais desejados. Também se descobriu que a app fazia o tracking da localização dos utilizadores, antes e após irem ao cinema, apesar de na política de privacidade dizerem que não o faziam. Mas tudo isso são meros detalhes quando comparados com uma das tácticas mais criativas que utilizavam.
O serviço alterava a password das contas dos clientes, de forma a que estes não conseguissem entrar na sua conta, impedindo-os de usar o serviço para conseguirem os bilhetes, e também de cancelarem a conta - assegurando que continuavam a pagar a mensalidade sem darem qualquer despesa!
O mais assustador é que, seria extremamente fácil para o serviço justificar esta medida, podendo alegar que isso tinha sido feito por "motivos de segurança" - dizendo, por exemplo, que tinham sido detectadas tentativas excessivas de entrar na conta, ou uso suspeito da mesma.
Neste caso, trata-se de um capítulo encerrado de um serviço que fica para a história como um grande falhanço fraudulento. Existe um documentário, "MoviePass, MovieCrash" da HBO, que relata tudo o que se passou (infelizmente, graças às fantásticas políticas geográficas que regem estes serviços, não está disponível na nossa HBO). No entanto, é extremamente provável que seja o tipo de coisa que inevitavelmente vá ter continuação, sendo apenas uma questão de tempo até se apanhar o próximo serviço/empresa a utilizar o mesmo tipo de tácticas fraudulentas para espremer o máximo dos clientes.
Recentemente falamos das tácticas abusivas que as empresas actuais podem usar. Mesmo se num desses casos as tácticas não tenham sido devidamente comprovadas, há muitos outros casos que o foram.
O MoviePass era um serviço que prometia idas ao cinema mediante o pagamento de uma subscrição - inicialmente prometendo idas ilimitadas, que mais tarde foram limitadas a 3 ou 4 vezes por mês. Era um daqueles serviços que parecia bom demais para ser verdade e que desde logo levantou dúvidas quanto à sua sustentabilidade, dúvidas essas que acabaram por se revelar acertadas, com o serviço a ter encerrado - mas não sem que tenha dado origem a toda uma "tragédia" a nível dos abusos cometidos.
O serviço desde sempre recebeu críticas devido às tácticas que utilizava. Foram muitas as queixas de que o serviço apresentava inúmeras sessões disponíveis, para criar ilusão de que os clientes tinham muitos filmes e sessões à disposição, mas que essas sessões acabavam por ficar "indisponíveis" quando se tentava obter bilhetes para as sessões nos horários mais desejados. Também se descobriu que a app fazia o tracking da localização dos utilizadores, antes e após irem ao cinema, apesar de na política de privacidade dizerem que não o faziam. Mas tudo isso são meros detalhes quando comparados com uma das tácticas mais criativas que utilizavam.
O serviço alterava a password das contas dos clientes, de forma a que estes não conseguissem entrar na sua conta, impedindo-os de usar o serviço para conseguirem os bilhetes, e também de cancelarem a conta - assegurando que continuavam a pagar a mensalidade sem darem qualquer despesa!
O mais assustador é que, seria extremamente fácil para o serviço justificar esta medida, podendo alegar que isso tinha sido feito por "motivos de segurança" - dizendo, por exemplo, que tinham sido detectadas tentativas excessivas de entrar na conta, ou uso suspeito da mesma.
Neste caso, trata-se de um capítulo encerrado de um serviço que fica para a história como um grande falhanço fraudulento. Existe um documentário, "MoviePass, MovieCrash" da HBO, que relata tudo o que se passou (infelizmente, graças às fantásticas políticas geográficas que regem estes serviços, não está disponível na nossa HBO). No entanto, é extremamente provável que seja o tipo de coisa que inevitavelmente vá ter continuação, sendo apenas uma questão de tempo até se apanhar o próximo serviço/empresa a utilizar o mesmo tipo de tácticas fraudulentas para espremer o máximo dos clientes.
sábado, 19 de julho de 2025
Cinemas AMC nos EUA aumentam para 30 minutos de publicidade antes do filme
Nos EUA, a cadeia de cinemas AMC passou a informar os espectadores que podem ter que suportar até 30 minutos de publicidade antes do filme se iniciar.
A AMC Theatres está finalmente a deixar claro aos seus clientes que os filmes não começam na hora indicada no bilhete. Agora, ao comprar um bilhete online, surge uma mensagem a avisar que "os filmes começam 25-30 minutos depois do horário marcado", sendo uma simples constatação daquilo que os espectadores já sabiam, levando com uma dose sempre crescente de anúncios e trailers.
Esta duração já correspondia ao tempo médio dos conteúdos exibidos antes dos filmes, mas só agora a cadeia de cinemas decidiu indicar isso de forma oficial. Curiosamente, a AMC tinha recusado este tipo de anúncios em 2019, por receio de desagradar o público. Mas, com a queda nas receitas e na afluência às salas de cinema, a empresa acabou por ceder, afirmando que as cadeias concorrentes usam este formato há anos sem que isso tivesse impacto nas audiências.
Em resultado deste tipo de alterações, também os hábitos dos frequentadores de cinemas se têm alterado em conformidade. Começam a ser cada vez menos as pessoas que entram na sala do cinema na hora indicada. Segundo dados recentes, nos EUA, menos de metade dos espectadores está na sala à hora de início da sessão, e esse número tem vindo a decrescer de ano para ano. Afinal, 30 minutos de "seca" já se podem considerar substanciais, representando entre 25-30% do tempo do próprio filme para a maioria das sessões.
A AMC Theatres está finalmente a deixar claro aos seus clientes que os filmes não começam na hora indicada no bilhete. Agora, ao comprar um bilhete online, surge uma mensagem a avisar que "os filmes começam 25-30 minutos depois do horário marcado", sendo uma simples constatação daquilo que os espectadores já sabiam, levando com uma dose sempre crescente de anúncios e trailers.
Esta duração já correspondia ao tempo médio dos conteúdos exibidos antes dos filmes, mas só agora a cadeia de cinemas decidiu indicar isso de forma oficial. Curiosamente, a AMC tinha recusado este tipo de anúncios em 2019, por receio de desagradar o público. Mas, com a queda nas receitas e na afluência às salas de cinema, a empresa acabou por ceder, afirmando que as cadeias concorrentes usam este formato há anos sem que isso tivesse impacto nas audiências.
Em resultado deste tipo de alterações, também os hábitos dos frequentadores de cinemas se têm alterado em conformidade. Começam a ser cada vez menos as pessoas que entram na sala do cinema na hora indicada. Segundo dados recentes, nos EUA, menos de metade dos espectadores está na sala à hora de início da sessão, e esse número tem vindo a decrescer de ano para ano. Afinal, 30 minutos de "seca" já se podem considerar substanciais, representando entre 25-30% do tempo do próprio filme para a maioria das sessões.
quarta-feira, 9 de agosto de 2023
Julho bate recordes nos cinemas portugueses
A tripla de filmes - Barbie, Oppenheimer e Mission: Impossible - Dead Reckoning Part One - tornaram-se numa combinação inigualável de blockbusters para este Verão nos cinemas portugueses. As salas nacionais registaram uma afluência de 1.7 milhões de espectadores, a maior afluência desde Agosto de 2019, e o melhor mês de sempre em receitas desde que há registos.
São notícias muito bem vindas depois da período de calamidade que as salas de cinema atravessaram durante a fase Covid-19; e que demonstram que a fórmula dos blockbusters se mantém viva e de boa saúde, e aplicando-se aos mais variados géneros, como os três filmes acima mencionados.
São notícias muito bem vindas depois da período de calamidade que as salas de cinema atravessaram durante a fase Covid-19; e que demonstram que a fórmula dos blockbusters se mantém viva e de boa saúde, e aplicando-se aos mais variados géneros, como os três filmes acima mencionados.
terça-feira, 26 de julho de 2022
NOS dá cinema ilimitado este Verão
Perfeito para intercalar com as dias à praia, a NOS lança um passe de acesso ilimitado para ver cinema este Verão.
Mesmo tendo em conta as restrições de horário, é algo que vale a pena considerar - e é uma excelente forma de promover a ida ao cinema durante uma época que, tradicionalmente, os portugueses preferem passar nas praias.
Podia era manter este passe permanentemente durante o resto do ano... :)
Em agosto, a NOS Cinemas lança um passe ilimitado no valor de 20€, para que os espectadores possam ver os filmes que quiserem. O passe é válido para todas as sessões até às 19h em dias úteis e até às 16h ao fim de semana, em todos os Cinemas NOS do País.
Com o mote ‘evita o escaldão, vai à próxima sessão’, a campanha de verão começa a 1 de agosto e é válida até ao final do mês, podendo o passe ser adquirido nos balcões dos Cinemas NOS e em www.cinemas.nos.pt, a partir de 28 julho.
Com o objetivo de continuar a incentivar as pessoas a aproveitar o melhor do cinema durante o verão, o passaporte permite acesso ilimitado a todos os filmes em exibição nas salas de cinema da NOS.
- Passaporte de acesso ilimitado por apenas 20€
- Durante o mês de agosto – sessões até às 19h em dias úteis e até às 16h ao fim de semana
- Exclui feriados
- Limitado a um bilhete por sessão/dia
Mesmo tendo em conta as restrições de horário, é algo que vale a pena considerar - e é uma excelente forma de promover a ida ao cinema durante uma época que, tradicionalmente, os portugueses preferem passar nas praias.
Podia era manter este passe permanentemente durante o resto do ano... :)
sábado, 11 de junho de 2022
Cinemas NOS e bilhetes para o email errado
O problema da falta de validação dos emails também se faz sentir no envio dos bilhetes de cinema NOS comprados online.
Esta semana fui surpreendido ao receber no meu email bilhetes de cinema para uma sessão do Top Gun Maverick num cinema NOS, bilhetes que não comprei. Depois de um período de surpresa inicial, por ter ido ver o filme alguns dias antes também num cinema NOS, e pensar se seria algum lapso que estaria a reenviar os bilhetes antigos - a conclusão é que foi apenas mais um caso do lapso habitual de alguém ter preenchido o endereço de email errado (o meu) ao fazer a compra online.
Antes de mais, quero referir que sou cliente frequente dos cinemas NOS, usando semanalmente o processo de compra de bilhetes online ou via app, processo que recomendo pela sua facilidade, e até à data nunca tive problemas. No entanto, na compra online há este pormenor onde um pequeno lapso pode dar azo ao envio dos bilhetes para a pessoa errada.
No processo de compra online, e para que não haja necessidade de criar novas contas ou registos, tudo o que uma pessoa tem que fazer - depois de escolher o cinema, filme e lugares - e concluir o processo, introduindo o nome, telefone, e endereço de email. A NOS até pede a confirmação do email num segundo campo, mas que não evita que quem fizer o "copy-paste" de um endereço errado replique o erro.
No meu caso, terá sido um outro Carlos Martins, que por distracção escreveu o seu endereço de email usando o serviço errado (outlook, gmail, sapo, etc.) e que inadvertidamente me fez receber os seus bilhetes. O problema é que não há qualquer forma fácil de reportar este tipo de erro, nem tão pouco me parece haver forma fácil do legítimo comprador reportar que não recebeu os bilhetes. No caso de ter encerrado a página web depois do pagamento efectuado, nem terá forma fácil de recordar quais os lugares que tinha escolhido - e nem vamos falar da potencial confusão que se geraria, se quem recebeu os bilhetes erradamente no email decidir dar-lhes uso e aparecer no cinema.
No meu caso, não irei (re)ver o Top Gun Maverick e espero que o legítimo comprador consiga esclarecer a situação quando chegar ao cinema; mas, apesar de ter sido um erro da responsabilidade de quem preenche o formulário, é algo que deveria estar contemplado no processo de compra de bilhetes, disponibilizando um processo de resolução deste tipo de eventualidades.
Actualização: Tornando a situação ainda mais caricata, a pessoa em questão parece estar a querer contactar os cinemas NOS, mas continua a enviar os pedidos usando o meu email.
Esta semana fui surpreendido ao receber no meu email bilhetes de cinema para uma sessão do Top Gun Maverick num cinema NOS, bilhetes que não comprei. Depois de um período de surpresa inicial, por ter ido ver o filme alguns dias antes também num cinema NOS, e pensar se seria algum lapso que estaria a reenviar os bilhetes antigos - a conclusão é que foi apenas mais um caso do lapso habitual de alguém ter preenchido o endereço de email errado (o meu) ao fazer a compra online.
Antes de mais, quero referir que sou cliente frequente dos cinemas NOS, usando semanalmente o processo de compra de bilhetes online ou via app, processo que recomendo pela sua facilidade, e até à data nunca tive problemas. No entanto, na compra online há este pormenor onde um pequeno lapso pode dar azo ao envio dos bilhetes para a pessoa errada.
No processo de compra online, e para que não haja necessidade de criar novas contas ou registos, tudo o que uma pessoa tem que fazer - depois de escolher o cinema, filme e lugares - e concluir o processo, introduindo o nome, telefone, e endereço de email. A NOS até pede a confirmação do email num segundo campo, mas que não evita que quem fizer o "copy-paste" de um endereço errado replique o erro.
No meu caso, terá sido um outro Carlos Martins, que por distracção escreveu o seu endereço de email usando o serviço errado (outlook, gmail, sapo, etc.) e que inadvertidamente me fez receber os seus bilhetes. O problema é que não há qualquer forma fácil de reportar este tipo de erro, nem tão pouco me parece haver forma fácil do legítimo comprador reportar que não recebeu os bilhetes. No caso de ter encerrado a página web depois do pagamento efectuado, nem terá forma fácil de recordar quais os lugares que tinha escolhido - e nem vamos falar da potencial confusão que se geraria, se quem recebeu os bilhetes erradamente no email decidir dar-lhes uso e aparecer no cinema.
No meu caso, não irei (re)ver o Top Gun Maverick e espero que o legítimo comprador consiga esclarecer a situação quando chegar ao cinema; mas, apesar de ter sido um erro da responsabilidade de quem preenche o formulário, é algo que deveria estar contemplado no processo de compra de bilhetes, disponibilizando um processo de resolução deste tipo de eventualidades.
Actualização: Tornando a situação ainda mais caricata, a pessoa em questão parece estar a querer contactar os cinemas NOS, mas continua a enviar os pedidos usando o meu email.
sábado, 12 de março de 2022
NOS lança cartão Pipoca Lovers para pipocas durante 1 ano
Para celebrar o Dia da Pipoca, a NOS lança o cartão Pipoca Lovers para os fãs que não dispensam pipocas quando vão ao cinema.
Odiadas por uns, imprescindíveis para outros, as pipocas tornaram-se numa presença habitual para quem não dispensa as idas ao cinema. E para celebrar o Dia da Pipoca este 13 de Março, a NOS lança uma iniciativa que será mesmo ao gosto dos que são seus apreciadores.
A NOS Cinemas vai lançar o Cartão Pipoca Lovers. Com um custo unitário de €20, quem tiver este cartão tem acesso a um pacote de pipocas, durante um ano, sempre que for ver um filme a um cinema NOS. O Cartão Pipoca Lovers poderá ser adquirido em todas as bilheteiras dos cinemas NOS em exclusivo dia 13 de Março, com validade de um ano.
Odiadas por uns, imprescindíveis para outros, as pipocas tornaram-se numa presença habitual para quem não dispensa as idas ao cinema. E para celebrar o Dia da Pipoca este 13 de Março, a NOS lança uma iniciativa que será mesmo ao gosto dos que são seus apreciadores.
A NOS Cinemas vai lançar o Cartão Pipoca Lovers. Com um custo unitário de €20, quem tiver este cartão tem acesso a um pacote de pipocas, durante um ano, sempre que for ver um filme a um cinema NOS. O Cartão Pipoca Lovers poderá ser adquirido em todas as bilheteiras dos cinemas NOS em exclusivo dia 13 de Março, com validade de um ano.
Ainda no âmbito da celebração deste dia, a NOS Cinemas está a oferecer pipocas a todas as crianças das casas residentes da Acreditar (Lisboa, Porto e Coimbra) e Aldeias de Crianças SOS (Bicesse, Gulpilhares e Guarda). Mais de 150 pacotes de pipocas grandes serão entregues a estas associações para proporcionar um momento de alegria às suas crianças.Tendo em conta o preço das pipocas avulso, pode ser uma proposta tentadora para quem visita regularmente os cinemas NOS.
terça-feira, 14 de setembro de 2021
Disney regressa às estreias exclusivas nos cinemas
Depois de ter arreliado cinemas e actrizes com as estreias no Disney+, a Disney volta a focar-se nas mais lucrativas estreias exclusivas nos cinemas.
Depois de parecer que a Disney estava prestes a marcar uma revolução com estreias simultâneas no cinema e no seu serviço de streaming Disney+, eis que vem dar um passo atrás, cedendo às pressões dos cinemas, e também - e seguramente com maior peso - dos euros. Depois das estreias bem sucedidas de "Shang-Chi and the Legend of the Ten Rings" e "Free Guy" nos cinemas, a Disney diz que todos os seus restantes filmes para 2021 irão ter estreia exclusiva nos cinemas durante 45 dias, antes de serem disponibilizados no Disney+.
Veremos se estes planos serão para manter, ou se também eles irão ser modificados em função da evolução das variantes de Covid-19 que continuam a gerar preocupações, fazendo com que o regresso aos locais de trabalho de muitas empresas nos EUA, que estava planeado para este mês ou o próximo, fossem adiadas para 2022 - e com algumas delas, como a Microsoft, a nem sequer arriscarem avançar com nova data, dizendo que o trabalho remoto se manterá por tempo indefinido, até que as condições permitam indicar uma data (uma melhor opção do que andar com previsões que depois são adiadas repetidamente).
Por esta altura os estúdios e cinemas já deveriam ter percebido que quem quer ver um filme no cinema o vai ver ao cinema; e que quem o quer ver em casa no streaming o irá ver em casa no streaming; da mesma forma que há quem esteja disposto a ver filmes pirateados gravados em salas de cinema, com qualidade péssima. Resta esperar que no futuro essa janela de exclusividade, se não puder ser eliminada, que ao menos seja reduzida para algo como uma ou duas semanas.
Depois de parecer que a Disney estava prestes a marcar uma revolução com estreias simultâneas no cinema e no seu serviço de streaming Disney+, eis que vem dar um passo atrás, cedendo às pressões dos cinemas, e também - e seguramente com maior peso - dos euros. Depois das estreias bem sucedidas de "Shang-Chi and the Legend of the Ten Rings" e "Free Guy" nos cinemas, a Disney diz que todos os seus restantes filmes para 2021 irão ter estreia exclusiva nos cinemas durante 45 dias, antes de serem disponibilizados no Disney+.
Veremos se estes planos serão para manter, ou se também eles irão ser modificados em função da evolução das variantes de Covid-19 que continuam a gerar preocupações, fazendo com que o regresso aos locais de trabalho de muitas empresas nos EUA, que estava planeado para este mês ou o próximo, fossem adiadas para 2022 - e com algumas delas, como a Microsoft, a nem sequer arriscarem avançar com nova data, dizendo que o trabalho remoto se manterá por tempo indefinido, até que as condições permitam indicar uma data (uma melhor opção do que andar com previsões que depois são adiadas repetidamente).
Por esta altura os estúdios e cinemas já deveriam ter percebido que quem quer ver um filme no cinema o vai ver ao cinema; e que quem o quer ver em casa no streaming o irá ver em casa no streaming; da mesma forma que há quem esteja disposto a ver filmes pirateados gravados em salas de cinema, com qualidade péssima. Resta esperar que no futuro essa janela de exclusividade, se não puder ser eliminada, que ao menos seja reduzida para algo como uma ou duas semanas.
sexta-feira, 21 de maio de 2021
Mar Shopping com oferta de bilhetes até 4 de Junho
Para acelerar o regresso aos cinemas nesta era pós-Covid-19, os centros comerciais Mar Shopping (Matosinhos e Algarve) estão a oferecer mais de mil bilhetes por dia.
As portas estão abertas para assistir aos melhores filmes do ano e às últimas novidades da sétima arte. Para apoiar o cinema e promover a cultura, os dois centros comerciais da Ingka Centres vão oferecer 1.300 bilhetes de cinema por dia no MAR Shopping Algarve e no MAR Shopping Matosinhos, numa campanha que decorre de 24 de maio a 4 de junho.
O cinema é uma das atividades cujo regresso era mais ansiado. Através desta iniciativa será possível promover a cultura junto de todos os visitantes com a possibilidade de assistir aos filmes em cartaz nos Cinemas NOS. De 24 de maio a 4 de junho e de segunda a sexta-feira (fins de semana excluídos), o MAR Shopping Algarve vai disponibilizar 500 bilhetes por dia e o MAR Shopping Matosinhos 800 bilhetes por dia.
Para levantar o bilhete os visitantes de cada centro comercial necessitam apenas de apresentar o Cartão de Cidadão ou Bilhete de Identidade junto das bilheteiras dos cinemas no MAR Shopping Algarve e no MAR Shopping Matosinhos. Poderá ser levantado um limite máximo de 1 bilhete por dia por pessoa, e de 10 bilhetes por grupo. Os bilhetes serão atribuídos de acordo com a ordem de chegada até ser atingido o limite diário da oferta de entradas disponíveis em cada um dos centros comerciais.
Com estes bilhetes os apreciadores de cinema podem assistir a qualquer um dos filmes em cartaz, com exceção das sessões com tecnologia IMAX, antestreias ou sessões privadas. A campanha, que pretende chamar de novo as pessoas ao mundo fantástico do grande ecrã, também não inclui o upgrade para 3D, óculos 3D, lugares VIP ou "Love Seats".
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021
Visita guiada virtual ao Cinema São Jorge
O Cinema São Jorge ainda é um daqueles cinemas "à moda antiga" (e digo no tom mais carinhoso possível de todos os que cresceram a ir aos cinemas tradicionais, onde ainda nos podíamos cruzar com o projeccionista e ser convidados a ir ver a cabine de projecção e apaixonarmos-nos ainda mais pelos bastidores destas fábricas de criar sonhos), e que agora - mesmo em tempo de confinamento - dá continuidade a esta tradição, registando para a posteridade uma visita guiada virtual.
sábado, 23 de janeiro de 2021
Hollywood volta a adiar 007 e outras mega-produções
A pandemia Covid-19 continua a causar o caos no cinema, e os estúdios de Hollywood continuam a prolongar o adiamento das estreias das suas mega-produções, como os próximos filmes do 007, Fast and Furious, e outros.
terça-feira, 8 de dezembro de 2020
Warner Bros com estreias de cinema em streaming em 2021
Depois do Wonder Woman 1984 a Warner Bros anuncia que todas as estreias de cinema em 2021 serão feitas em simultâneo em streaming na HBO Max.
O impacto do Covid-19 nas salas de cinema parece estar para durar e, no caso da Warner Bros, significa que vai aplicar a mesma táctica aplicada ao Wonder Woman 1984 a todos os filmes que irão estrear nos cinemas em 2021. Ou seja, a par da estreia no cinema o filme será também disponibilizado no HBO Max durante 30 dias.
Esta medida engloba alguns dos filmes mais aguardados do ano, como Dune, The Matrix 4, Sherlock Holmes 3, e muitos outros:
As salas de cinema vão ter muito mais com que se preocupar do que apenas com o fim das pipocas. E se esta táctica da Warner Bros se revelar viável para os estúdios, é bem provável que passe a ser a nova forma preferida de lançamento de novos filmes - servindo como incentivo para que os subscritores do serviço se mantenham por lá ao longo do ano, em vez de andarem a saltar as mensalidades.
O impacto do Covid-19 nas salas de cinema parece estar para durar e, no caso da Warner Bros, significa que vai aplicar a mesma táctica aplicada ao Wonder Woman 1984 a todos os filmes que irão estrear nos cinemas em 2021. Ou seja, a par da estreia no cinema o filme será também disponibilizado no HBO Max durante 30 dias.
Esta medida engloba alguns dos filmes mais aguardados do ano, como Dune, The Matrix 4, Sherlock Holmes 3, e muitos outros:
- The Little Things (January 29, 2021)
- Tom & Jerry (March 5, 2021)
- The Many Saints of Newark (March 12, 2021)
- Reminiscence (April 16, 2021)
- Godzilla vs. Kong (May 21, 2021)
- The Conjuring: The Devil Made Me Do It (June 4, 2021)
- In the Heights (June 18, 2021)
- Space Jam: A New Legacy (July 16, 2021)
- The Suicide Squad (August 6, 2021)
- Dune (October 1, 2021)
- Elvis (November 5, 2021)
- King Richard (November 19, 2021)
- The Matrix 4 (December 22, 2021)
- Sherlock Holmes 3 (December 22, 2021)
- Judas and the Black Messiah (TBA 2021)
- MACRO (TBA 2021)
- Malignant (TBA 2021)
- Mortal Kombat (TBA 2021)
I got you something ✨nice✨ this year:
— HBO Max (@hbomax) December 3, 2020
🎁 The biggest movie premieres
🎁 In theaters and on HBO Max the exact same day
🎁 Beginning December 25 with #WonderWoman1984#HBOMax #WBPictures https://t.co/BZgFFRrrg2 pic.twitter.com/J2KBdWd9Tf
As salas de cinema vão ter muito mais com que se preocupar do que apenas com o fim das pipocas. E se esta táctica da Warner Bros se revelar viável para os estúdios, é bem provável que passe a ser a nova forma preferida de lançamento de novos filmes - servindo como incentivo para que os subscritores do serviço se mantenham por lá ao longo do ano, em vez de andarem a saltar as mensalidades.
sábado, 28 de novembro de 2020
Covid-19 acaba com pipocas no cinema
A Direcção Geral de Saúde proibiu a venda de produtos alimentares e refrigerantes nos cinemas, e o uso obrigatório de máscara durante toda a sessão, como forma de minimizar o risco de contágio.
Foi preciso uma tragédia à escala mundial para acabar - ou pelo menos suspender - aquilo que muitos cinéfilos consideram outra grande tragédia: a praga das pipocas e demais produtos comestíveis vendidos nos cinemas. Os cinemas têm-se mantido abertos durante esta segunda vaga de Covid-19, mas todo o sector tem estado em praticamente em colapso, sendo muito poucas as pessoas que, nesta altura, se sentem com vontade de se enfiarem numa sala fechada, durante um par de horas, com potencialmente dezenas de desconhecidos (se bem que, o mais provável será estarem sozinhos na sala).
Por outro lado, mesmo aqueles que têm vontade de ir ao cinema, acabam por não o fazer por falta de filmes para ver, com adiamentos sucessivos dos maiores lançamentos, e onde o Wonder Woman: 1984 funcionará como excepção à regra.
É certo que desde o início que os cinemas implementaram distanciamento entre os lugares marcados e regras reforçadas de higienização. Mas mesmo com a recomendação do uso de máscara, isso desde logo caía por terra assim que começasse o ritual de comer pipocas e ir bebendo qualquer coisa. Algo que levou a esta proibição pela DGS, e que virá complicar ainda mais a vida aos cinemas, que há muito que dizem que já só sobrevivem graças à venda das pipocas e demais produtos.
Nota: esta proibição aplica-se mesmo para o caso de aluguer da sala só para amigos.
Foi preciso uma tragédia à escala mundial para acabar - ou pelo menos suspender - aquilo que muitos cinéfilos consideram outra grande tragédia: a praga das pipocas e demais produtos comestíveis vendidos nos cinemas. Os cinemas têm-se mantido abertos durante esta segunda vaga de Covid-19, mas todo o sector tem estado em praticamente em colapso, sendo muito poucas as pessoas que, nesta altura, se sentem com vontade de se enfiarem numa sala fechada, durante um par de horas, com potencialmente dezenas de desconhecidos (se bem que, o mais provável será estarem sozinhos na sala).
Por outro lado, mesmo aqueles que têm vontade de ir ao cinema, acabam por não o fazer por falta de filmes para ver, com adiamentos sucessivos dos maiores lançamentos, e onde o Wonder Woman: 1984 funcionará como excepção à regra.
É certo que desde o início que os cinemas implementaram distanciamento entre os lugares marcados e regras reforçadas de higienização. Mas mesmo com a recomendação do uso de máscara, isso desde logo caía por terra assim que começasse o ritual de comer pipocas e ir bebendo qualquer coisa. Algo que levou a esta proibição pela DGS, e que virá complicar ainda mais a vida aos cinemas, que há muito que dizem que já só sobrevivem graças à venda das pipocas e demais produtos.
Nota: esta proibição aplica-se mesmo para o caso de aluguer da sala só para amigos.
terça-feira, 10 de novembro de 2020
NOS aluga salas de cinema por €120
Para combater o colapso dos cinemas durante a Covid-19, a NOS avança com o aluguer de salas por 120 euros para 20 pessoas.
A Covid-19 tem causado o caos em inúmeros sectores, com os cinemas a serem um dos mais afectados, com perda quase total de espectadores - num ciclo vicioso que alimenta o adiamento de estreias que faz com que haja ainda menos coisas que justifiquem a ida ao cinema. Perante este cenário, a NOS segue o exemplo já feito noutros países, e passa a disponibilizar o aluguer de salas.
Esta iniciativa chamada "Uma sala de cinema só para ti" permite que qualquer fã da 7ª arte possa alugar uma sala de cinema por 120 euros, para um máximo de 20 pessoas, englobando todas as salas de cinema NOS e para todos os filmes em cartaz. As reservas podem ser feitas diretamente nos complexos de Cinema NOS com um mínimo de 72 horas de antecedência ou através do número 16996.
Uma medida que tenta impedir o colapso total das salas de cinema, e que por cá também afectará a NOS num dos piores momentos possíveis, já que ainda recentemente tinha investido na modernização das suas salas.
Dentro do cenário apocalíptico, por cá a NOS ainda tem a sorte de ser um grupo vasto e não depender unicamente ou exclusivamente dos cinemas. Em piores situação estarão todas as salas que não terão um operador de telecomunicações e canais de TV por cabo que ajude a equilibrar as contas, durante este período negro para os cinemas.
Infelizmente, as medidas de confinamento actuais, com recolher obrigatório às 23h à semana e 13h aos fins-de-semana, também dificultam que se possa tirar partido desta medida, para não falar que o simples agrupamento de 20 pessoas, para que a proposta se torne minimamente atractiva em termos monetários (e mesmo assim, não muito, pois resulta num custo por pessoa de €6) poderá desde logo ser factor eliminatório. Além do mais, ir ao cinema numa sessão "normal" acaba quase sempre por dar direito a ter a sala praticamente vazia, pelo que em termos práticos acaba por se ficar com a sala só para si, ou 3 ou 4 pessoas, por um valor bastante mais em conta.
A Covid-19 tem causado o caos em inúmeros sectores, com os cinemas a serem um dos mais afectados, com perda quase total de espectadores - num ciclo vicioso que alimenta o adiamento de estreias que faz com que haja ainda menos coisas que justifiquem a ida ao cinema. Perante este cenário, a NOS segue o exemplo já feito noutros países, e passa a disponibilizar o aluguer de salas.
Esta iniciativa chamada "Uma sala de cinema só para ti" permite que qualquer fã da 7ª arte possa alugar uma sala de cinema por 120 euros, para um máximo de 20 pessoas, englobando todas as salas de cinema NOS e para todos os filmes em cartaz. As reservas podem ser feitas diretamente nos complexos de Cinema NOS com um mínimo de 72 horas de antecedência ou através do número 16996.
Uma medida que tenta impedir o colapso total das salas de cinema, e que por cá também afectará a NOS num dos piores momentos possíveis, já que ainda recentemente tinha investido na modernização das suas salas.
Dentro do cenário apocalíptico, por cá a NOS ainda tem a sorte de ser um grupo vasto e não depender unicamente ou exclusivamente dos cinemas. Em piores situação estarão todas as salas que não terão um operador de telecomunicações e canais de TV por cabo que ajude a equilibrar as contas, durante este período negro para os cinemas.
Infelizmente, as medidas de confinamento actuais, com recolher obrigatório às 23h à semana e 13h aos fins-de-semana, também dificultam que se possa tirar partido desta medida, para não falar que o simples agrupamento de 20 pessoas, para que a proposta se torne minimamente atractiva em termos monetários (e mesmo assim, não muito, pois resulta num custo por pessoa de €6) poderá desde logo ser factor eliminatório. Além do mais, ir ao cinema numa sessão "normal" acaba quase sempre por dar direito a ter a sala praticamente vazia, pelo que em termos práticos acaba por se ficar com a sala só para si, ou 3 ou 4 pessoas, por um valor bastante mais em conta.
quarta-feira, 21 de outubro de 2020
Cinemas nos EUA tentam resistir ao Covid-19 com sessões privadas
Para fazer face à falta de espectadores e de estreias, os cinemas AMC estão a facilitar o aluguer das salas para sessões privadas por apenas $99.
O ano de 2020 vai ficar para a história como um ano negro para os cinemas por conta do Covid-19, sendo que a falta de espectadores, complementada pela falta de estreias, já vai fazendo temer o pior: com várias cadeias de cinemas a anunciarem que poderão encerrar definitivamente as portas.
Perante este cenário apocalíptico, há aqueles que tentam adaptar-se. Nos EUA, os cinemas AMC estão a disponibilizar o aluguer das salas para visionamentos privados, com até 20 pessoas, com preços que começam nos 99 dólares.
Claro que esse é o valor para filmes mais antigos, e filmes mais recentes poderão ter preços entre os $149 e os $349 - valores que penso que já irão contra o propósito inicial de atrair clientela que, ao longo deste ano, tem tido a oportunidade de resdescobrir a experiência de ver cinema em casa, com mais comodidade, e em muitos casos com melhor qualidade.
Mais preocupante é que não só não há ainda um possível final à vista para este período de pandemia, como os últimos números sempre crescentes fazem temer que se possa ser obrigado a recorrer a novos períodos de confinamento. Quando todas as grandes estreias que têm sido adiadas quiserem chegar ao público, se calhar ja não terão salas de cinema para o fazerem.
O ano de 2020 vai ficar para a história como um ano negro para os cinemas por conta do Covid-19, sendo que a falta de espectadores, complementada pela falta de estreias, já vai fazendo temer o pior: com várias cadeias de cinemas a anunciarem que poderão encerrar definitivamente as portas.
Perante este cenário apocalíptico, há aqueles que tentam adaptar-se. Nos EUA, os cinemas AMC estão a disponibilizar o aluguer das salas para visionamentos privados, com até 20 pessoas, com preços que começam nos 99 dólares.
Claro que esse é o valor para filmes mais antigos, e filmes mais recentes poderão ter preços entre os $149 e os $349 - valores que penso que já irão contra o propósito inicial de atrair clientela que, ao longo deste ano, tem tido a oportunidade de resdescobrir a experiência de ver cinema em casa, com mais comodidade, e em muitos casos com melhor qualidade.
Mais preocupante é que não só não há ainda um possível final à vista para este período de pandemia, como os últimos números sempre crescentes fazem temer que se possa ser obrigado a recorrer a novos períodos de confinamento. Quando todas as grandes estreias que têm sido adiadas quiserem chegar ao público, se calhar ja não terão salas de cinema para o fazerem.
terça-feira, 6 de outubro de 2020
Cinemas no Reino Unido e EUA ameaçam encerrar devido a adiamento do 007
A Cineworld, detentora da Regal Cinema, a maior cadeia de cinemas no Reino Unido e Irlanda e segunda maior nos EUA, ameaçou encerrar as suas salas de cinema em resposta ao anúncio de que o mais recente filme do James Bond 007 voltará a ter estreia adiada.
O Covid-19 tem tido um impacto significativo em praticamente todos os sectores da sociedade, mas os cinemas são dos mais afectados. E para além da falta de espectadores, estão também numa situação mais complicada, devido à falta de filmes para exibir, que por sua vez impede o regresso dos espectadores, ao ponto de se chegarem a estas medidas extremas de serem encerradas milhares de salas.
A Cineworld, depois de ter registado prejuízos de 1.6 mil milhões de dólares no primeiro semestre deste ano, diz que está a considerar encerrar os seus 543 cinemas nos EUA e 128 no Reino Unido e Irlanda, representando mais de 7000 salas, por culpa do novo adiamento da estreia do mais recente filme do James Bond, No Time to Die. Um filme que já tinha sido adiado por conta do Covid-19, mas que era esperado para o final deste ano, mas que agora voltou a ser adiado para Abril de 2021.
E o maior problema é que, se se criar este incerteza sobre os cinemas estarem abertos, é bastante provável que muitos outros lançamentos aguardados para este final de ano venham a ser também adiados, incluindo filmes muito aguardados como Wonder Woman 1984 e Dune, o que seria mais um rude golpe para os cinemas que se mantiverem abertos. Estaremos a assistir ao fim dos cinemas tal como os conhecíamos, tal como se assistiu ao fim dos cinemas tradicionais face aos multiplexes nos centros comerciais? Bastará apenas mais uns poucos apostarem no lançamento nos serviços de streaming... e parece-me que ficará o caso arrumado.
quarta-feira, 29 de julho de 2020
Cinemas aceitam chegada dos filmes ao streaming mais cedo
O apocalipse cinematográfico causado pelo Covid-19 está a forçar os cinemas a encarar a nova realidade, e nos EUA a Universal e a AMC Theaters chegaram a acordo para a redução substancial do período de chegada das estreias aos serviços de streaming, que passa a ser de apenas 17 dias.
Até agora os cinemas exigiam que um filme permanecesse exclusivamente nos cinemas por um período que ia dos 70 aos 90 dias, significando que na maioria dos casos só poderiam chegar ao streaming passados 3 meses após a data de estreia. Com este novo acordo, a única exigência é que os filmes passem pelo menos três fins-de-semana nos cinemas, e a partir daí podem seguir para o streaming.
Parece-me bem mais lógico, já que a maioria das pessoas que vai ver um filme ao cinema quer vê-lo quando ele estreia.
sábado, 25 de julho de 2020
Star Wars e Avatar adiados para 2022
O impacto do Covid-19 nos cinemas está a ser mais prolongado do que se esperava, e são cada vez mais os filmes que vão adiando as suas estreias por tempo indeterminado, e até filmes agendados para 2021 como os novos Star Wars e Avatar já estão a ser remarcados para o final de 2022.
Depois de terem passado meses encerrados por conta do Covid-19, a reabertura dos cinemas está a deparar-se com outro problema: a ausência de estreias dos grandes filmes que estavam prometidos para esta altura. Filmes que tinham data de estreia marcada para este Verão, como o muito aguardado Tennet, a par de outros como A Quiet Place 2, Mulan e muitos outros, têm sofrido adiamentos sucessivos que, para evitar frustrações nos fãs, agora até deixaram de ter data anunciada e passaram a ter "data indeterminada". Mas para piorar as coisas, parece que nem no próximo ano o cenário será melhor.
Todos os próximos filmes do Star Wars e Avatar, que estavam planeados recomeçar no final de 2021, são também alvo de ajustamento, passando um ano para a frente (2022). E nem vamos imaginar o que será se um qualquer ressurgimento da pandemia voltar a forçar os cinemas a encerrar, repetindo-se o ciclo.
Adiar indefinidamente as grandes estreias não será a melhor forma de tentar fazer com que um público que quebrou o hábito de ir ao cinema regresse às salas; especialmente quando do outro lado temos os serviços de streaming a fazer valer as suas vantagens: o Greyhound de Tom Hanks, estreado directamente no Apple TV+, bateu recordes que supostamente rivalizam com o que teria facturado se tivesse estreado nos cinemas. E isso, por si só, deveria ser mais que suficiente para fazer com que os grandes estúdios começassem a considerar os serviços de streaming como canal preferencial também para as estreias.
Tudo isto está mesmo a pedir que, um destes dias, um destes filmes que vai sendo adiado sucessivamente apareça na internet em versão pirata, e arruíne mesmo as expectativas de ter uma estreia proveitosa nas salas de cinema - que por este andar, parece que nunca virá a acontecer. :P
quinta-feira, 2 de julho de 2020
Cinemas NOS reabrem hoje
Depois de terem estado encerrados devido ao Covid-19, as salas de cinema NOS reabrem hoje as portas (2 de Julho) para acolherem todos aqueles que estão com saudades de voltar a ver um filme "em grande".
Nesta fase continuarão a existir medidas especiais para prevenção de contágio: é obrigatório o uso de máscara (imagino que abram excepção para quem quiser comer pipocas), as salas terão lotação reduzida com espaço de segurança entre lugares (marcados), havendo ainda higienização das salas e assentos após cada sessão.
Até dia 22 de Julho teremos ainda direito a bilhetes a preço reduzido: 5 euros para as sessões normais, 7 euros para as sessões IMAX, 4DX, ScreenX e XVision. Preços que bem poderiam ser mantidos indefinidamente. ;P
Só falta mesmo regressarem as estreias dos "blockbusters" para este Verão - que infelizmente têm sido repetidamente adiadas.
Nesta fase continuarão a existir medidas especiais para prevenção de contágio: é obrigatório o uso de máscara (imagino que abram excepção para quem quiser comer pipocas), as salas terão lotação reduzida com espaço de segurança entre lugares (marcados), havendo ainda higienização das salas e assentos após cada sessão.
Até dia 22 de Julho teremos ainda direito a bilhetes a preço reduzido: 5 euros para as sessões normais, 7 euros para as sessões IMAX, 4DX, ScreenX e XVision. Preços que bem poderiam ser mantidos indefinidamente. ;P
Só falta mesmo regressarem as estreias dos "blockbusters" para este Verão - que infelizmente têm sido repetidamente adiadas.
sexta-feira, 10 de abril de 2020
Google Maps deduz que filmes vimos nos cinemas
Quem tiver activado o histórico da localização da Google, poderá ser surpreendido ao descobrir que o Google Maps agora tem a capacidade de deduzir que filmes vimos nos cinemas.
O histórico da localização da Google é bastante útil para quem quiser manter um registo de onde andou e quando, mas temos mais um exemplo de como essa informação pode ser usada para fins que podiam nem nos passar pela cabeça. Depois de ter usado esses dados para os mapas de mobilidade do coronavirus, o Google Maps passa a ser capaz de analisar se estivemos num cinema para, através do tempo que lá estivemos, determinar o filme que vimos com base nos horários.
Infelizmente, é uma funcionalidade da qual não poderemos usufruir por agora, uma vez que todas as salas de cinema se encontram encerradas devido ao coronavirus. Mas, quando as coisas regressarem à normalidade, será algo que poderá ser apreciado por todos os cinéfilos que quiserem manter mais um registo dos filmes vistos no cinema.
... Depois já ficam a perceber a "magia" da Google vos começar a apresentar publicidade relacionada com determinado filme, ou filmes do mesmo estilo... Sem necessidade de andar a espiar microfones ou câmaras, como por vezes se suspeita. :)
quarta-feira, 18 de março de 2020
Universal estreia filmes no cinema e em streaming para fazer face ao coronavirus
Foi necessária uma pandemia (do coronavirus) para que os estúdios de Hollywood finalmente fizessem aquilo que há muito se pede: estrear os novos filmes simultaneamente nas salas de cinema e nos serviços de streaming.
O encerramento das salas de cinema em muitos países assolados pelo coronavirus, incluindo o nosso, tem feito com que muitos estúdios tentem adiar os seus lançamentos para datas que melhor possam servir para obter os níveis de bilheteira que tanto desejam. Mas, uma vez que não podem deixar de lançar novos filmes a cada semana... parecem estar dispostos a quebrar um tabu, disponibilizando os filmes que estreiam simultaneamente em serviços de streaming.
Isto é algo que tem sido pedido desde sempre, já que faz cada vez menos sentido atrasar deliberadamente a disponibilização de um filme durante vários meses, só para assegurar a exclusividade às salas de cinema. É certo e sabido que quem quiser ver um filme no cinema o continuará a fazer; e que aqueles que o preferem ver em casa, não será por terem que esperar "o que for preciso" que deixarão de o fazer.
Com muitas salas de cinema encerradas, os estúdios têm a desculpa para estrear os filmes simultaneamente em serviços de streaming, sendo que filmes como The Hunt, Invisible Man e Emma deverão ficar disponíveis já esta semana; em diferentes plataformas dependendo dos países, com um preço de referência de $19.99 com um prazo de 48 horas para visualização.
A medida não agrada às cadeias de cinema, que receiam que, depois de se abrir esta porta, a mesma permanecerá aberta mesmo depois do coronavirus ter passado. Mas, esperemos que fique demonstrado que este grande receio das salas de cinema não passa de um mito infundado... e que não há motivos para continuar a combater o lançamento simultâneo de filmes no cinema e nas plataformas de streaming online.
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