sábado, 28 de novembro de 2020

Covid-19 acaba com pipocas no cinema

A Direcção Geral de Saúde proibiu a venda de produtos alimentares e refrigerantes nos cinemas, e o uso obrigatório de máscara durante toda a sessão, como forma de minimizar o risco de contágio.

Foi preciso uma tragédia à escala mundial para acabar - ou pelo menos suspender - aquilo que muitos cinéfilos consideram outra grande tragédia: a praga das pipocas e demais produtos comestíveis vendidos nos cinemas. Os cinemas têm-se mantido abertos durante esta segunda vaga de Covid-19, mas todo o sector tem estado em praticamente em colapso, sendo muito poucas as pessoas que, nesta altura, se sentem com vontade de se enfiarem numa sala fechada, durante um par de horas, com potencialmente dezenas de desconhecidos (se bem que, o mais provável será estarem sozinhos na sala).

Por outro lado, mesmo aqueles que têm vontade de ir ao cinema, acabam por não o fazer por falta de filmes para ver, com adiamentos sucessivos dos maiores lançamentos, e onde o Wonder Woman: 1984 funcionará como excepção à regra.

É certo que desde o início que os cinemas implementaram distanciamento entre os lugares marcados e regras reforçadas de higienização. Mas mesmo com a recomendação do uso de máscara, isso desde logo caía por terra assim que começasse o ritual de comer pipocas e ir bebendo qualquer coisa. Algo que levou a esta proibição pela DGS, e que virá complicar ainda mais a vida aos cinemas, que há muito que dizem que já só sobrevivem graças à venda das pipocas e demais produtos.

Nota: esta proibição aplica-se mesmo para o caso de aluguer da sala só para amigos.

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