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sábado, 1 de agosto de 2026

Disney+ perde 4K e HDR na Europa [actualizado]

A Disney volta a piorar o serviço para os clientes europeus, agora perdendo a qualidade 4K e HDR10.

Depois de há alguns meses ter removido os conteúdos em Dolby Vision e HDR10+, o serviço de streaming Disney+ voltou a reduzir a qualidade de imagem do seu serviço na Europa de forma ainda mais notória, removendo agora o suporte para 4K e HDR10 em vários países. A decisão surge poucas semanas depois de a plataforma ter retirado também o Dolby Vision e o suporte para conteúdos em 3D, deixando os subscritores do plano Premium sem algumas das funcionalidades pelas quais estão a pagar.

Segundo a Disney, a alteração é temporária e resulta de uma decisão judicial relacionada com a tecnologia utilizada para disponibilizar conteúdos em 4K UHD e HDR. Embora a empresa não tenha revelado muitos detalhes, a remoção anterior do Dolby Vision esteve relacionada com uma decisão do Tribunal Unificado de Patentes (UPC) na Europa, no âmbito de um litígio de patentes com a tecnológica norte-americana InterDigital. Tudo indica que a eliminação do 4K e do HDR10 esteja ligada ao mesmo processo - que agora se tornará bastante mais visível para os clientes: se a maioria não se importaria muito em passar de conteúdos 4K Dolby Vision para 4K com HDR10, a coisa será bem diferente ao passar de qualidade 4K para Full HD e/ou sem HDR.

A Disney diz estar a trabalhar para restaurar estas funcionalidades o mais rapidamente possível, mas não avançou qualquer previsão para o seu regresso. Com esta mudança, os utilizadores afectados ficam limitados à reprodução em resolução inferior, apesar de continuarem a pagar pelo plano Premium. Até ao momento também não há qualquer informação sobre se irá haver algum tipo de compensação aos clientes pela perda destas funcionalidades.


Actualização: A Disney diz que já está a repor a resolução 4K em Portugal.

"Adotámos uma tecnologia alternativa que permite a disponibilização de 4K UHD e HDR, na sequência de uma recente decisão judicial, e já iniciámos a reposição do suporte para 4K UHD no Disney+ em Portugal. Isto poderá fazer com que o 4K UHD não esteja disponível em alguns dispositivos. Reconhecemos o incómodo que esta situação possa causar e estamos a trabalhar para aumentar a compatibilidade de dispositivos com 4K UHD e restabelecer o HDR o mais rapidamente possível."

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Disney+ perdeu Dolby Vision e HDR10+ na Europa

Os clientes europeus do Disney+ perderam os modos Dolby Vision, HDR10+, e 3D no Disney+, ficando prejudicados na qualidade de imagem no plano mais caro.

O Disney+ removeu sem qualquer explicação os modos de qualidade de imagem Dolby Vision e HDR10+ em vários países europeus, incluindo Portugal, deixando os subscritores Premium limitados ao modo HDR10 mais básico, apesar do preço da subscrição se manter inalterado.

O problema surgiu inicialmente na Alemanha no final de 2025, parecendo estar relacionado com um processo judicial relacionado com patentes. O caso envolve a InterDigital, que acusa a Disney de violar patentes ligadas a tecnologias de vídeo. Entretanto, a situação alastrou-se a outros países europeus. Utilizadores em França, Países Baixos, Bélgica, Portugal, Polónia e países nórdicos têm relatado o desaparecimento do Dolby Vision do serviço. A Disney também removeu todas as referências a Dolby Vision das páginas de suporte, e também os filmes em 3D desapareceram do catálogo.

Do lado da Disney a explicação é de que está a enfrentar "desafios técnicos" e diz estar a trabalhar para repor esses modos, sem referir qualquer ligação ao processo judicial. Se o problema estiver relacionado com uma disputa de patentes, as coisas poderão arrastar-se por meses ou anos. E, a não ser que os actuais subscritores do plano Premium comecem a inundar a Disney com reclamações, parece que a empresa não tem qualquer intenção de fazer um "desconto" pela redução da qualidade no serviço.

sábado, 19 de abril de 2025

Samsung com Netflix em HDR10+ nos televisores e monitores de 2025

A Samsung já começou a tirar partido dos conteúdos HDR10+ da Netflix, adicionando esse suporte aos seus televisores e monitores.

A Samsung anunciou que os seus televisores Neo QLED, OLED e Lifestyle de 2025, bem como alguns monitores de 2024 e 2025, vão suportar HDR10+ para conteúdos da Netflix. Esta novidade garante que os futuros televisores da marca também serão compatíveis com o formato HDR melhorado, proporcionando uma experiência visual superior aos assinantes Premium da Netflix.

O HDR10+ é um formato HDR melhorado, capaz de ajustar a luminosidade e contraste cena a cena, melhorando a qualidade da imagem. Ao contrário do HDR10 padrão, que usa os mesmos ajustes ao longo de todo o filme, o HDR10+ adapta-se dinamicamente a cada cena, tal como faz o sistema Dolby Vision. Mas, ao contrário do Dolby Vision, é um formato que não obriga a pagar licenciamento, tendo sido adoptado por plataformas como a Amazon Prime Video, YouTube e Google Play Movies & TV.
A Netflix activou recentemente a transmissão em HDR10+ para os assinantes Premium que utilizam dispositivos compatíveis com o formato e vídeos AV1. Segundo a empresa, o HDR10+ já representa 50% das horas de visualização, e até ao final do ano será disponibilizado para todos os conteúdos HDR. No entanto, a Netflix continua a aceitar apenas masters em Dolby Vision dos estúdios, convertendo-os para HDR10+ quando necessário.

A Samsung também dá indicação de que irá expandir este suporte a mais modelos de TVs, esperando-se que isso signifique que não se irá esquecer das suas Smart TVs dos anos anteriores, mas sem indicar quais serão os modelos e quando é que isso poderá acontecer.

sábado, 8 de março de 2025

Netflix ganha streaming HDR10+

Boas notícias para quem tiver televisores Samsung. A Netflix vai finalmente começar a fazer streaming de conteúdos com HDR10+, a versão melhorada do HDR "normal", e que na prática permite que os televisores Samsung (que representam a maior parte dos televisores que se recusam a pagar a taxa Dolby) tenham acesso a HDR com qualidade equivalente ao Dolby Vision. Mais tecnicamente, o HDR10+ permite que a gama dinâmica do HDR seja ajustada cena a cena, ou até frame a frame, em vez de ter que ter um único mapeamento HDR constante para todo o filme.

Claro que, para além de ter uma Smart TV (ou box) com suporte para HDR10+ e AV-1, também será necessário subscrever a modalidade mais cara da Netflix, pois só essa é que dá acesso aos streams com HDR - o que é uma verdadeira vergonha, já que provavelmente seria bastante mais benéfico, para os consumidores, ter acesso a algo como resolução FHD 1080p com HDR (ou até 720p HDR), do que propriamente dar o salto da resolução para os 4K ou eventualmente 8K.


sábado, 9 de dezembro de 2023

Netflix com HDR optimizado em todos os conteúdos

A Netflix passou a usar um sistema de optimização dinâmico para todos os streams HDR no seu serviço.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

Samsung melhora HDR com HDR10+ Adaptive

A Samsung volta a seguir a "inspiração" da Dolby, melhorando o seu sistema HDR10+ de modo a conseguir adaptar-se às condições de luminosidade ambiente.

Depois do HDR10 ter dado lugar ao HDR10+ com suporte para mudanças de escala de luminosidade ao longo de um filme (tal como o Dolby Vision), a Samsung decidiu terminar o ano replicando o Dolby Vision IQ com este seu novo HDR10+ Adaptive que será disponibilizado em futuros televisores QLED da marca.

Os conteúdos HDR são uma experiência transformadora face aos conteúdos não-HDR, mas nem sempre é fácil garantir que se estará a ter a experiência HDR tal como era suposto. Uma coisa é estar a ver um filme numa sala escurecida; outra completamente diferente é estar a ver a mesma coisa numa sala banhada pela luz do sol ou com todas as luzes ligadas. Este novo modo HDR10+ Adaptive promete ser capaz de dar uso aos sensores de luminosidade nos televisores, para garantir que a experiência HDR será sempre a mais adequada, ajustando-se automaticamente à luminosidade ambiente - e também podendo funcionar em simultâneo com o "Filmmaker mode", que também tenta assegurar que os conteúdos são reproduzidos da forma que os criadores desejam (leia-se: ter que gramar muitos filmes à cadência saltitante dos 24fps, só porque é a "tradição"! ;P)

Já era tempo dos fabricantes chegarem todos a acordo e adoptarem um sistema único de HDR, mas parece que a Samsung não está com vontade de adoptar o Dolby Vision para os seus televisores, e este novo HDR10+ Adaptive que replica o Dolby Vision IQ apenas serve para demonstrar isso mesmo (a não ser que entretanto surjam umas batalhas de patentes que as obriguem a chegar a acordo).

domingo, 1 de dezembro de 2019

The Mandalorian no Disney+ usa HDR falsificado


A Disney fez questão de referir que o seu Disney+ disponibiliza conteúdos 4K em HDR, mas esqueceu-se de dizer que no caso do The Mandalorian, esse HDR é falsificado.

O HDR veio dar toda uma nova dimensão aos filmes e séries, com impacto ainda mais significativo do que a passagem do Full HD para o 4K. Com um filme em HDR real, podemos ver a diferença entre algo que seja "branco" e algo que seja ainda mais brilhante, como o Sol, chamas, ou lasers - e torna-se numa experiência inesquecível quando visto num ecrã que seja capaz de reproduzir esses conteúdos (ao ponto de fazer com que o regresso aos conteúdos não-HDR nos faça suspeitar que há uma qualquer avaria no televisor ou calibração da imagem).

Infelizmente, embora a série The Mandalorian da Disney se apresente como uma série HDR, a verdade é que não tem qualquer conteúdo HDR. A luminosidade máxima dos conteúdos fica-se por uns modestos 200 cd/m2 para nas partes mais brilhantes da imagem (incluindo lasers, chamas, etc.), longe dos 1000 ou 1200 cd/m2 que seriam possíveis de reproduzir nos melhores ecrãs.


E infelizmente, isto não é um erro sem efeitos secundários adversos. Ao sinalizar que se trata de conteúdo HDR, a maioria dos televisores activa imediatamente o modo de maior luminosidade, o que vem acompanhado de maiores consumos e maior desgaste do ecrã - sendo que neste caso, isso é feito sem qualquer necessidade.

Esperemos que, tal como se comprometeu a corrigir o corte das piadas nos Simpsons, a Disney rapidamente reveja esta situação e se certifique que o Mandalorian passe a dar o uso correcto ao HDR.

sábado, 23 de dezembro de 2017

HDR10 vs Dolby Vision vs HDR10+ vs HLG


Depois da tentativa falhada de impingir o 3D aos consumidores, e da chegada acelerada dos televisores 4K, eis que o passo que se segue é o HDR e, como seria de esperar, os fabricantes voltam a complicar-nos a vida com diversos standards.

Há muito que é dito que o HDR é uma tecnologia que resultará em melhorias bem mais notórias para os consumidores do que o salto dado do Full HD para o 4K. O grande problema é que isto é algo que não pode ser demonstrado com imagens, fotos ou vídeos: é algo que tem que ser visto presencialmente, ao vivo.


Muitas pessoas já estarão familiarizadas com um tipo de HDR: o das fotografias que captam com os seus smartphones, e que permite manter maior detalhe tanto nas zonas escuras (que habitualmente ficariam "a preto") como nas zonas claras (que habitualmente ficariam completamente "a branco"). Nos televisores o que se passa é algo um pouco diferente, embora o resultado final possa ser idêntico; num ecrã HDR poderemos ter diferentes níveis de luminosidade, o que nos permite ter - por exemplo - branco "pouco luminoso" ou branco "muito brilhante" (como a luz do sol) sem que isso tenha que ser simulado através de brancos que ficam "cinzentos".


O resultado prático são imagens bastante mais realistas, e que nalguns casos extremos até nos podem levar a cerrar um pouco os olhos, quase como se alguém nos estivesse a apontar uma lanterna para os olhos.


Por esta altura poderíamos imaginar que a indústria já teria aprendido que todos têm a ganhar com a criação de standards que facilitem a adopção de novas tecnologias; mas infelizmente, e mais uma vez, temos é a situação de várias empresas a criarem os seus próprios standards. Por isso, quem se aventurar no mundo do HDR nesta fase terá que lidar com coisas como o HDR10, o Dolby Vision, o HLG e o recém-anunciado HDR10+.

HDR10, HDR10+, Dolby Vision e HLG

O HDR10 foi um dos primeiros formatos HDR, e define uma gama de cores alargada (Rec.2020) e 10-bits de cor. É um formato aberto e que tem o suporte de empresas como a Samsung, LG, Dell, Sharp, Sony, MS, Sony, etc. O seu maior "problema" é que define uma gama de luminosidade estática para cada filme, que se mantém fixa ao longo de todas as cenas - independentemente de se ter uma cena passada à noite seguida de outra no meio de um deserto com sol abrasador.

O Dolby Vision vem resolver esse problema, permitindo que um filme possa ter essa gama de luminosidades dinâmica cena a cena, para além de contar com 12-bits de cor e permitir uma luminosidade máxima de 10000 nit (que na prática são reduzidos a 4000 nit). O problema, neste caso, é que quem o quiser utilizar tem que pagar a licença à Dolby, coisa que marcas como a LG, TCL e Vizio fazem, mas que outras não querem fazer... o que levou à criação do...

O HDR10+, criado pela Samsung e em parceria com a Amazon Video, vem melhorar as prestações do HDR10 adicionando-lhe as capacidades dinâmicas que temos no Dolby Vision (embora mantendo os 10-bits de cor). A vantagem é que continua a ser um formato aberto e gratuito, pelo que facilmente poderá ser adoptado por todos os que já apoiam e utilizam o HDR10.

E como se estes não bastassem, temos ainda o HLG (que não tem nada a ver com a LG mas é simplesmente um acrónimo de Hybrid Log-Gamma). Este formato foi criado para difundir HDR nas transmissões de televisão, e tem a vantagem de poder ser aplicado a conteúdos de baixa definição e de ser compatível com televisores sem HDR - daí o seu interesse para as emissoras. E também temos o SL-HDR1, que também permite combinar um stream de vídeo normal que depois é melhorado com um stream HDR adicional, assim permitindo uma compatibilidade com ambos os tipos de ecrãs.


Isto coloca-nos numa situação em que, por agora, se fica num verdadeiro campo "minado" quanto a que televisores suportam cada um dos formatos (os da LG parecem ser os mais abrangentes) e também poderão fazer com que muitos consumidores optem por aguardar para ver no que tudo isto irá resultar...

Serviços como a Netflix e Amazon Video suportam HDR10 e Dolby Vision (com o Amazon Video a ser por agora um dos poucos fornecedores de conteúdos HDR10+), e nos Blu-ray 4K temos a maioria dos filmes também em HDR10 e um grupo mais reduzido a tirar partido do DolbyVision.

Eventualmente, lá chegaremos a um ponto em que todos os televisores e leitores suportarão os formatos HDR mais populares e o utilizador não terá que se chatear com isso, mas isto apenas se os fabricantes não se lembrarem de irem lançando versões melhoradas estilo HDR10++ e HDR10+++, ou Dolby Vision XPTO Turbo.

... Teria custado assim tanto ter previsto desde logo um formato base que contemplasse o que de melhor se poderia fazer e evitado toda esta multiplicação de standards? Se calhar até não teria sido assim tão complicado... mas poderão haver grupos que até têm interesse que as coisas sejam complicadas, para que os consumidores sejam forçados a comprar novos televisores regularmente, para poderem tirar partido das últimas novidades...

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