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sábado, 25 de abril de 2026

YouTube diz que anúncios de 90s eram um bug

O YouTube está a desvalorizar os relatos dos anúncios forçados de 90s relatados por utilizadores, dizendo que foi um mero bug.

Ao longo das últimas semanas múltiplas pessoas queixaram-se que o YouTube começou a apresentar publicidade forçada (sem opção de "skip") de 90 segundos. Uma duração que, associada à frequência de apresentação dos mesmos (por vezes a cada 10 minutos), começa a fazer com que o YouTube pareça uma réplica dos canais de TV tradicionais.

Os relatos rapidamente se multiplicaram, com vários utilizadores a partilharem capturas de ecrã semelhantes que indicavam que só se podia avançar após "90+ segundos". Mas o YouTube começou por dizer que isso não era possível, pois não tinham anúncios de 90 segundos nem estavam a fazer testes disso (por agora), e só mais tarde avançou nova explicação, dizendo que era um "bug" que apresentava um contador de tempo errado em anúncios com duração inferior.




O problema é que a explicação não coincide com os relatos dos utilizadores, que dizem que efectivamente os anúncios os obrigaram a esperar 90 segundos, com a publicidade a durar o tempo indicado.

Veremos se o YouTube virá a público com nova explicação que esclareça esta discrepância, mas o que fica demonstrado é que a tentativa de testar os limites da paciência dos utilizadores gratuitos parece começar a aproximar-se perigosamente do ponto de decisão em que, ou estes sucumbem à vontade do YouTube e passam a pagar por um plano pago (plano esse que vai aumentar de preço, uma vez mais, nos próximos meses), ou começam a investigar o uso de browsers e adblockers que ainda permitam ir ver o YouTube da forma como se deseja.

sábado, 28 de março de 2026

YouTube nas TVs com 30s de publicidade

O YouTube está a começar a apresentar 30s de publicidade - que não se pode passar à frente - nas TVs.

O YouTube está a promover novo formato de publicidade que pode tornar a experiência na televisão bastante mais frustrante para quem não paga pelo serviço Premium: anúncios de 30 segundos que não podem ser ignorados quando o YouTube é utilizado em televisões ou dispositivos de streaming.

Este formato está a ser implementado em TVs ligadas à internet (CTV - Connected TVs). Segundo a Google, o sistema utiliza inteligência artificial para escolher automaticamente entre diferentes tipos de anúncios - 6 segundos, 15 segundos ou os novos anúncios de 30 segundos - dependendo da campanha publicitária e do público-alvo. Este novo formato surge numa altura em que o YouTube tem intensificado as suas estratégias para combater adblockers e incentivar as subscrições pagas.

Esta "ameaça" não é propriamente recente, tendo já sido implementado "intermitentemente" nos últimos anos. Falta ver se, ao estilo do que aconteceu no passado, daqui por um tempo o YouTube reconsidera e abandona este formato, como fez em 2017, ou se desta vez é para durar.

Embora não seja difícil antever que alguns dos utilizadores, confrontados com esta nova "irritação", sucumbam à vontade do YouTube e passem a subscrever o YouTube Premium, facilmente também se pode antecipar que muitos outros decidam que é a "gota de água" que os fará perder tempo a pesquisar formas não oficiais de bloquear a publicidade - ao estilo das mensalidades crescentes dos serviços de streaming levarem os clientes a regressarem aos "velhos hábitos" das piratarias.

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Babylon 5 chega ao YouTube

Uma das mais icónicas séries de ficção científica de sempre - o Babylon 5 - está a ser disponibilizada no YouTube.

A clássica série de ficção científica Babylon 5 está agora disponível gratuitamente no YouTube, após ter sido removida da plataforma Tubi. A iniciativa partiu da Warner Bros. Discovery, que começou a disponibilizar episódios completos no seu canal oficial, numa estratégia que parece apostar na revitalização da marca.

A publicação arrancou com o episódio piloto "The Gathering", seguido dos primeiros capítulos da temporada inicial. A empresa está a a optar por um modelo de lançamento semanal, replicando o ritmo da transmissão original nos anos 90. A abordagem promove envolvimento contínuo do público e incentiva discussões online, ao mesmo tempo que inclui ligações para compra digital da série completa.



Criada por J. Michael Straczynski, Babylon 5 estreou em 1993 e destacou-se por apresentar uma narrativa contínua ao longo de cinco temporadas, algo pouco comum na época. A história decorre entre 2258 e 2262 e acompanha os acontecimentos numa estação espacial diplomática no centro de conflitos políticos e cósmicos envolvendo várias civilizações alienígenas e a Terra. A série foi pioneira na utilização extensiva de CGI (gerado em Commodores Amiga!) e influenciou produções posteriores como The Expanse ao apostar num visual e física espacial mais correcto do que a maioria das outras séries sci-fi.

A chegada ao YouTube pode ser apenas uma reedição nostálgica, mas também pode abrir caminho a novos projectos no universo da série Babylon 5 (bem que fazia falta uma versão remasterizada 4K) - ainda para mais numa altura em que também está em curso um projecto para fazer regressar a igualmente mítica série Stargate. Para já, é uma oportunidade para revisitar, ou descobrir, um dos grandes clássicos da ficção científica televisiva.

sábado, 20 de dezembro de 2025

YouTube encerra canais de trailers falsos

O YouTube encerrou dois dos maiores canais de trailers falsos, o Screen Culture e KH Studio.

O YouTube baniu dois canais populares de trailers, Screen Culture e KH Studio, por publicarem trailers de filmes criados com AI que eram apresentados como se fossem reais. Em conjunto, os dois canais somavam mais de dois milhões de subscritores e tornaram-se conhecidos por divulgar trailers convincentes de filmes e séries que, na prática, nunca existiram.

No início de 2025, a Google já tinha suspendido a sua monetização, obrigando-os a indicar claramente que se tratavam de trailers conceptuais e feitos por fãs. Mas mais tarde voltou a reactivar a monetização apesar dos canais continuarem a não dar indicações claras de que se tratavam de trailers "falsos". Agora, o YouTube parece ter decidido cortar o mal pela raiz, removendo completamente os canais por violarem as regras contra spam e títulos enganadores.
Embora tradicionalmente esteja contra os encerramentos aleatórios do YouTube, desta vez não fico com pena nenhuma. Estes canais eram uma autêntica praga para quem procura por trailers de filmes, sendo que por algumas vezes fui enganado a pensar que eram trailers a sério (até ter aprendido a ignorar tudo o que fosse desses canais). Também não ajuda que o YouTube não disponibilize qualquer mecanismo fácil para bloquear totalmente canais indesejados (podemos dizer que não queremos certos canais nas sugestões, mas os mesmos continuam a aparecer nos resultados de pesquisas).

Dito isto, a decisão surge num momento delicado para o YouTube e também para os conteúdo gerado por AI que se vão popularizando cada vez mais. Neste caso, parece ser claro que o YouTube permitirá conteúdos AI, mas apenas se estes forem claramente marcados como tal. O problema é que, ao abrir o precedente de encerrar o Screen Culture e KH Studio, existem muitos outros canais mais pequenos a que seguem exactamente a mesma fórmula (que até ao momento estava demonstrada que dava bons resultados - e lucro - acumulando milhões de visualizações). Veremos se estes encerramentos sercem de incentivo para que passem a usar descrições e títulos claros.

Por mim, bem que apreciaria uma forma de pesquisar trailers que só mostrasse trailers oficiais - e já agora, com opção de não mostrar filmes de Bollywood (contra os quais não tenho nada contra, mas que não são aquilo que estou a procurar).

sábado, 1 de novembro de 2025

YouTube ganha upscale AI e thumbnails até 50MB

O YouTube vai melhorar a qualidade de vídeos antigos com upscaling AI, e thumbnails que agora podem ter até 50 MB.

O YouTube está a lançar novas funcionalidades para melhorar a experiência de visualização em televisões, incluindo upscaling AI para vídeos de baixa resolução, códigos QR para facilitar as compras, e thumbnails com qualidade praticamente ilimitada.

A plataforma vai começar a melhorar automaticamente os vídeos com resolução inferior a 1080p, convertendo-os para qualidade Full HD através de inteligência artificial, com upscaling para 4K prometido para breve. Tanto os criadores como os espectadores poderão, no entanto, desactivar esta opção - que surge com a indicação de "Super resolution" nos modos de selecção da qualidade, para que possa ser facilmente identificada (e evite as polémicas anteriores).
De acordo com o YouTube, os criadores manterão controlo total sobre os seus conteúdos, com os ficheiros originais e resoluções preservados. Os espectadores poderão continuar a ver os vídeos na resolução original, e importa relembrar que esta melhoria AI apenas de aplica a vídeos com resoluções entre 240p e 720p, deixando de fora aqueles que já são disponibilizados em 1080p.

Além disso, a plataforma está a aumentar substancialmente o limite de tamanho dos thumbnails, que passa de 2MB para 50MB. Um valor que parece excessivo mas que permite criar thumbnails de alta qualidade que poderão tornar-se mais atractivos ao serem apresentados em full-screen nos televisores. E, não se esquecendo da parte monetárias, o YouTube promete um novo sistema com códigos QR que facilitará comprar produtos directamente dos vídeos.

Outras melhorias incluem pré-visualizações mais imersivas na página inicial da app de TV e uma pesquisa melhorada, que dá prioridade a vídeos do canal em que o utilizador está a navegar.

sábado, 20 de setembro de 2025

YouTube está a fazer upscaling AI em segredo

O YouTube está a aplicar upscaling AI a vídeos, sem informar nem dar opção para que tal não seja feito.

O YouTube tem estado a testar secretamente função de melhoria de vídeo com AI, sem informar os criadores e utilizadores. Há meses que alguns utilizadores notavam que os seus vídeos pareciam estranhamente alterados, com nitidez artificial e artefactos visuais. Agora, a Google admitiu que estava a realizar testes para "melhorar a qualidade de vídeo", mas nunca deu aos criadores a possibilidade de recusar.

A experiência começou nos YouTube Shorts, onde vários utilizadores relataram problemas como distorções nos contornos e um efeito de suavização exagerado, quase como uma pintura digital. Segundo um responsável da plataforma, esta tecnologia não é "AI generativa", mas sim "machine learning tradicional" usada para reduzir ruído e desfocagem. Para os criadores, no entanto, a diferença é mínima: continua a ser tecnologia AI a modificar os conteúdos sem autorização - e com resultados que já foram criticados no passado, como aconteceu quando a Netflix aplicou tecnologia idêntica para "melhorar" séries antigas.



O músico e criador Rhett Shull foi um dos primeiros a investigar o caso e concluiu que o YouTube estava a aplicar uma espécie de upscaling AI. A Google rejeita esse termo, mas confirmou que os vídeos estavam de facto a ser alterados automaticamente durante os testes. O que ainda não se sabe é se esta função fará parte definitiva da plataforma, ou se será opcional.

No centro da questão está a falta de transparência. Em produtos como o Pixel 10, a Google faz questão de deixar bem claro quando uma fotografia é editada com AI, mas no YouTube parece ter um conceito completamente diferente, ao ponto de não indicar o que está a fazer aos vídeos. Isto deixa os criadores expostos a críticas ou até a perda de credibilidade, caso o público pense que recorreram a AI sem o admitir - quando na realidade podem nem ter controlo sobre o que o YouTube decidiu fazer.

sábado, 6 de setembro de 2025

YouTube combate partilha de contas de "família"

O YouTube começou a suspender contas partilhadas no plano Família quando usadas por pessoas que não residem na mesma casa.

O YouTube é a mais recente plataforma a perseguir as subscrições partilhadas. A empresa começou a aplicar as regras de uso do plano Premium Family, que obriga todos os membros a viver na mesma casa. Quem estiver a usar a conta a partir de outro local arrisca-se a receber alertas de que está a fazer uso ilegal do serviço e que a conta será suspensa num prazo de 14 dias.

Embora a regra não seja nova (sempre esteve nos termos de serviço do YouTube) esta é a primeira vez que a plataforma a faz cumprir de forma activa. A decisão segue o exemplo de outros serviços de streaming, como a Netflix e da Disney+, e tudo indica que o objectivo é exactamente o mesmo: forçar os utilizadores a aderirem a planos individuais.
Por agora, o YouTube não tem uma opção intermédia como a da Netflix, que permite adicionar membros externos por um valor mais baixo. Aqui, as alternativas são apenas duas: ou subscrever o Premium individual ou deixar de usar o serviço.

A mudança deverá irritar famílias e amigos que partilhavam o plano a partir de diferentes moradas. Ainda assim, a fórmula deu bons resultados nas outras plataformas, levando a um aumento do número de subscritores, pelo que o YouTube estará confiante de que conseguirá um resultado idêntico.

sábado, 8 de fevereiro de 2025

Warner Bros lança filmes gratuitos no YouTube

Numa medida inesperada, a Warner Bros. está a disponibilizar filmes completos, gratuitos, no seu canal Warner Bros. Entertainment no YouTube.

Claro que não se poderão ver por lá os mais recentes lançamentos, mas temos clássicos que vão da década de 80 e 90 ao início dos anos 2000, incluindo filmes como Michael Collins (1996), Waiting for Guffman (1996), The Mission (1986), Deathtrap (1982), Mr. Nice Guy (1997), Dungeons & Dragons (2000), e The Adventures of Pluto Nash (2002), entre muitos outros.

Uma boa selecção - com "boa" a ser um termo relativo consoante o nível de apreço que se tenha por pérolas do século passado. :)

terça-feira, 1 de outubro de 2024

YouTube com publicidade na pausa dos vídeos

Não se admirem se começarem a ver publicidade no YouTube, não só quando estão a ver vídeos, como também quando os param. O serviço diz que o seu novo sistema de apresentar publicidade quando se faz pausa dos vídeos teve excelentes resultados, e está a expandir a sua utilização.

O YouTube diz até que este novo sistema se torna menos intrusivo para os utilizadores - o que é verdade - mas não refere se isso é acompanhado pela redução da publicidade habitual que já apresenta durante os vídeos.


sábado, 21 de setembro de 2024

YouTube ganha seasons

O YouTube vai disponibilizar novas formas de organização nos canais, que replicam aquilo a que as pessoas estão habituadas a ter nos serviços de streaming como a Netflix, Disney+, Max. Em vez de um lista interminável de vídeos, os canais poderão organizar conteúdos em temporadas e episódios, facilitando o processo dos utilizadores darem o devido seguimento.
Embora seja uma medida positiva, há no entanto que ter em conta que a forma de utilização do YouTube e dos serviços de streaming acaba por ser diferente. Nem sempre aquilo que resulta numa plataforma resulta obrigatoriamente na outra, mas tendo em conta que isto é algo que fica à disposição dos YouTubers, resta apenas esperar que saibam utilizar esta capacidade para aquilo que for apropriado.


quarta-feira, 17 de abril de 2024

YouTube vai bloquear apps alternativas que removem publicidade

Vai ser mais difícil encontrar apps alternativas do YouTube que removam a publicidade do serviço.

Depois de ter começado a bloquear o acesso ao YouTube a quem utiliza adblockers, a Google prepara-se para expandir o combate às apps alternativas.

O YouTube anunciou que irá começar a cortar o acesso a todas as apps que violam os seus termos de serviço, mais concretamente as apps com adblockers que exibem os vídeos sem apresentar os clips publicitários que se têm tornado cada vez mais frequentes. Uma medida que na verdade não é nova, bastando recordar que em 2022 a Google até tinha marcado o Vanced como malware na Play Store.

Ainda está por esclarecer se estas restrições do YouTube poderão ser feitas da forma que estão a ser feitas, já que bloquear o acesso ao YouTube por quem usa adblockers até poderá violar as leis de privacidade na UE. Mas isso será algo que certamente poderá demorar anos até ficar devidamente esclarecido.

Até lá, a recomendação do YouTube é a que se conhece: quem não quiser ver publicidade deverá pagar pelo YouTube Premium (sendo desde já previsível que seja uma questão de tempo até que até no YouTube Premium comece a ser apresentada "publicidade cuidadosamente seleccionada", como de resto também começa a acontecer nos serviços pagos de streaming).

sábado, 16 de dezembro de 2023

YouTube com menos anúncios mas mais prolongados

O YouTube está a reduzir o número de anúncios a interromper um vídeo, mas aumentando a duração dos mesmos.

Estamos perante mais um caso de boas e más notícias. A boa notícia é que o YouTube vai causar menos frustrações com interrupções publicitárias nos vídeos, particularmente nos vídeos mais longos onde as interrupções podiam surgir a cada dezena de minutos. Mas, essa boa notícia não vem só, já que apesar de menos cortes publicitários, estes passarão a ter duração substancialmente superior.

Se por agora os intervalos publicitários costumavam poder ser ultrapassados ao fim de uma dezena de segundos, com este novo sistema podemos deparar-nos com publicidade que terá que ser vista durante cerca de um minuto antes de poder ser ultrapassada.
Pelo menos, os espectadores poderão saber com o que contam, pois teremos um contador decrescente no canto do ecrã que indica o tempo até se poder passar à frente da publicidade.

Por outro lado, claro que isto não deverá afectar aqueles que usam sistemas de adblocker que ainda vão funcionando no YouTube apesar do serviço ter começado a combatê-los.

sábado, 5 de novembro de 2022

YouTube agrega outros serviços de streaming com canais Primetime

O YouTube vai começar a disponibilizar a subscrição de canais adicionais através do seu Primetime Channels.

Os serviços de streaming vieram libertar-nos dos constrangimentos dos canais tradicionais, mas agora estamos prestes a encerrar o círculo e a entrar numa era em que se tenta a agregação de conteúdos. No caso do YouTube isso é feito com o Primetime Channels, que permite aos utilizadores subscreverem uma série de canais e conteúdos de outros serviços de streaming: como Showtime, StarZ, Paramount+, AMC+, Shudder, Sundance Now, e muitos outros.
A ideia é boa, considerando que estamos numa altura em que começa a ser complicado lidar com tantos serviços de streaming concorrentes, algumas vezes com conteúdos que são partilhados entre diferentes serviços, outras vezes com séries que têm umas temporadas num serviço e outras noutro, e até casos em que séries que estão num serviço num país estão noutro serviço de streaming noutros países. É uma total salgalhada que beneficiaria de um serviço agregador, mas falta ver se será o YouTube a conseguir fazê-lo. Isto, porque, ao estilo do que aconteceu com o Stadia, a grande questão é que isto está a ser feito à custa de mais uma subscrição adicional para cada serviço, independentemente de se já se estar a pagar por essa subscrição de forma independente ou integrada noutro serviço.

É um passo no bom sentido, de nos permitir ter o acesso a todos os conteúdos de "todos" os serviços de streaming a partir de um único sítio, não me parece que a maioria das pessoas esteja disposta a pagar repetidamente para ter a mesma coisa, e o caso não ficará resolvido enquanto houver plataformas que se manterão exclusivas e dificilmente permitirão que os seus conteúdos cheguem a plataformas concorrentes (não será provável vermos a Netflix, Apple TV+, Amazon Prime Video acessível através do YouTube).

terça-feira, 29 de março de 2022

Google Play perde filmes e séries

Baralhando um pouco mais os consumidores, a Google deixa de vender filmes e séries na Google Play Store.

De loja de conteúdos digitais onde se podiam encontrar todo o tipo de conteúdos, a Google Play Store vai ficando cada vez mais desfalcada, e agora passará a conter apenas apps e livros - já que os filmes e séries de TV desaparecem de lá.

A secção Movies & TV irá desaparecer da Play Store em Maio, e esses conteúdos passarão a estar disponíveis através da Google TV app, Google Play Movies & TV app, ou YouTube, dependendo das plataformas - sendo que no Google TV (antigamente conhecido por Android TV) continuará a estar disponível integrado directamente no sistema. Parecendo ser provável que as apps Play Movies & TV estejam também condenadas, e a coisa fique centralizada no YouTube (que até passou a ter filmes e séries gratuitas).

Não é a primeira vez que a Google tem transferido conteúdos que estavam na Play Store para outras secções, como o Play Music que passou para o YouTube Music, e o Google Play Newsstand que passou para o Google News; mas agora começam a restar poucas coisas que possam ser removidas, já que restam apenas as apps e os livros. E a verdade é que, segundo esta nova lógica, também deixa de fazer muito sentido que os livros permaneçam por lá.

sexta-feira, 25 de março de 2022

YouTube com séries de TV gratuitas - mas não em Portugal

O YouTube está a disponibilizar séries de TV gratuitas, com apresentação de publicidade, mas que por cá só ficarão disponíveis com acesso via VPN.

terça-feira, 21 de dezembro de 2021

YouTube TV perde canais Disney nos EUA

O YouTube e a Disney não chegaram a acordo para a renovação do seu acordo, levando ao desaparecimento de quase 20 canais do serviço da Google.

Os subscritores do YouTube TV tiveram um rude golpe que reflecte a volatilidade dos serviços de streaming, ao descobrirem que ficaram sem acesso a canais como o Disney Channel, Disney Junior, ABC, ESPN, FX, National Geographic e outros.

Já é suficientemente mau quando um serviço de streaming perde alguns filmes ou séries (como já aconteceu na Netflix, ficando sem os filmes Star Wars - e outros que regularmente vão desaparecendo), mas perder canais inteiros é ainda pior, e demonstra como neste mundo digital nada se pode dar por garantido; especialmente quando um dos maiores produtores de conteúdos, como a Disney, também tem interesse em promover o seu próprio serviço de streaming, o Disney+. Foi o tipo de coisa para o qual a Netflix já se começou a preparar há anos, através da aposta nas produções próprias, mas que a Google / YouTube nunca chegou a fazer com verdadeiro interesse: séries como o Cobra Kai já transitaram para a Netflix, por exemplo.

Infelizmente, da situação em que os serviços de streaming contribuíram para uma forte quebra no recurso à pirataria, oferecendo o acesso aos conteúdos de forma fácil e a preço "aceitável"; estamos a passar para a fase em que todos querem o seu pedaço, com uma overdose de serviços de streaming, que obviamente leva à saturação dos consumidores e os faz reconsiderar o regresso às formas alternativas de verem o que querem. Especialmente quando temos situações em que a ganância dos produtores é de tal ordem que até causa a remoção de séries de serviços existentes, antes sequer de estarem acessíveis no serviço oficial que desejam promover, como aconteceu recentemente com o Star Trek Discovery.

Com todos a quererem ganhar mais que os outros, vão acabar por descobrir que afinal ficam todos a perder.

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Troma de regresso ao YouTube


A Troma, uma das mais icónicas produtoras de filmes independentes com estilo peculiar (criadores do Toxic Avenger, por exemplo) está de regresso ao YouTube.

No final de Agosto o YouTube decidiu remover o canal da Troma por violar aquelas regras não especificadas que nem o próprio YouTube consegue detalhar, e com isso levando não só os filmes da Troma como também masterclasses e incontáveis videos de fãs, que passaram a ser disponibilizados no canal Troma Movies. Mas a pressão feitas pelos fãs parece ter surtido efeito, e a Troma Entertainment está de regresso ao YouTube.

... Era o que faltava, poderem estar no YouTube milhares de vídeos a tentarem convencer-nos que a Terra é plana, e lá não poderem estar os filmes da Troma....

sábado, 6 de junho de 2020

Vê filmes clássicos no YouTube


Graças ao meu amigo J.B. Martins, fiquei a conhecer mais uma pérola do YouTube. O canal Cult Cinema Classics disponibiliza centenas de filmes clássicos de culto, que percorrem praticamente um século de cinema.

Não faltam por lá muitos dos fantásticos filmes de ficção científica da década de 50 e 60, com a habitual dose de monstros à mistura, e muitos clássicos de Roger Corman, incluindo este The Terror de 1963, co-realizado por Francis Ford Coppola e contando com um jovem Jack Nicholson contracenando ao lado do icónico Boris Karloff.


Filmes e mais filmes sem fim, que poderão auxiliar a passar o tempo de confinamento do Covid-19. :)

terça-feira, 21 de abril de 2020

Netflix lança séries educativas e documentários com acesso livre no YouTube


Como forma de contribuir também para o esforço do ensino remoto provocado pela pandemia do Covid-19, a Netflix disponibilizou algumas das suas séries educativas e documentários, com acesso gratuito, no YouTube.

Estes conteúdos visam dar resposta às necessidades dos professores para manter os alunos motivados e empenhados, mesmo sem a presença física nas salas de aula, e incluem séries como Our Planet, Babies, Abstract, Explained, e documentários variados, como 13th, Chasing Coral, e Knock Down the House.

Esta playlist educativa pode ser encontrada no canal de YouTube da Netflix, e conta com material adicional para auxílio dos professores.


Caso ainda não tenham visto, vale a pena espreitar. A série Our Planet, por si só, vale todos os minutos que lhe puderem dedicar (mesmo aqui estando "apenas" disponível em Full HD e não em 4K HDR.)

domingo, 5 de abril de 2020

Diário de Anne Frank em vídeo no YouTube

A Casa de Anne Frank em Amesterdão, em conjunto com a Every Media, iniciou uma série no YouTube que conta a história de Anne Frank através de diários em vídeo. A vida de Anne Frank decorreu durante a segunda guerra mundial tendo ficado famosa pelo seu diário que foi depois encontrado e traduzido internacionalmente.

O Diário de Anne Frank em vídeo é composto por 15 episódios que irão sendo disponibilizados no YouTube em youtube.com/annefrank

Todos os vídeos têm legendas em Alemão, Inglês, Português e Espanhol. O último episódio estará disponível no dia 4 de Maio, dia em que se assinala o Dia da Lembrança na Holanda



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