Ao longo das últimas semanas múltiplas pessoas queixaram-se que o YouTube começou a apresentar publicidade forçada (sem opção de "skip") de 90 segundos. Uma duração que, associada à frequência de apresentação dos mesmos (por vezes a cada 10 minutos), começa a fazer com que o YouTube pareça uma réplica dos canais de TV tradicionais.
Os relatos rapidamente se multiplicaram, com vários utilizadores a partilharem capturas de ecrã semelhantes que indicavam que só se podia avançar após "90+ segundos". Mas o YouTube começou por dizer que isso não era possível, pois não tinham anúncios de 90 segundos nem estavam a fazer testes disso (por agora), e só mais tarde avançou nova explicação, dizendo que era um "bug" que apresentava um contador de tempo errado em anúncios com duração inferior.
We’ve determined this was a result of a bug, which resulted in higher, inaccurate timers being shown for shorter ads. We’re rolling out a fix now. As we’ve said, we don’t have a 90 second non-skippable ad format and this was not a test.
— TeamYouTube (@TeamYouTube) April 10, 2026
O problema é que a explicação não coincide com os relatos dos utilizadores, que dizem que efectivamente os anúncios os obrigaram a esperar 90 segundos, com a publicidade a durar o tempo indicado.
Veremos se o YouTube virá a público com nova explicação que esclareça esta discrepância, mas o que fica demonstrado é que a tentativa de testar os limites da paciência dos utilizadores gratuitos parece começar a aproximar-se perigosamente do ponto de decisão em que, ou estes sucumbem à vontade do YouTube e passam a pagar por um plano pago (plano esse que vai aumentar de preço, uma vez mais, nos próximos meses), ou começam a investigar o uso de browsers e adblockers que ainda permitam ir ver o YouTube da forma como se deseja.










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