sábado, 30 de janeiro de 2016
Cineasta faz filme de 10h de uma parede só para chatear comissão de classificações britânica
As comissões de classificação de filmes são uma das mais perversas "máfias" que continuam a ter poderes de censura, e foi para alertar para essa situação que um cineasta britânico decidiu fazer um filme com mais de 10h que se limita a filmar uma parede com tinta a secar.
A British Board of Film Classification (BBFC) já tem mais de um século de existência, e o seu nome original não engana quanto às suas funções British Board of Film Censors. O seu objectivo era precisamente o de evitar que fossem feitos filmes com conteúdos "indecentes", incluindo não só as óbvias "cenas com homens e mulheres na cama", como também "danças inapropriadas", e "referências indevidas a políticos ou individualidades".
Actualmente o nome tenta disfarçar as suas funções, mas a realidade é que se continua a estar perante uma comissão que tem poderes para cortar as cenas que considera inaceitáveis num filme. E considerando que para um filme ser exibido publicamente no Reino Unido tem que ter a classificação da BBFC (e pagar por isso), já percebe como um pequeno grupo de pessoas fica com o poder de decidir aquilo que acha aceitável que todos os outros vejam ou não.
Este Paint Drying foi um projecto nascido graças ao crowdfunding para chamar a atenção para esta situação, com o objectivo de fazer o filme mais chato possível só para dar trabalho aos "visionadores" da comissão. Todas as contribuições serviam para prolongar a duração do filme (uma vez que a comissão cobra um valor fixo + um valor por cada minuto de duração) e com um valor angariado de £5,936 resultou um filme com 609 minutos, de tinta a secar numa parede. São mais de 10h de filme que agora irá ser classificado pela BBFC, o que implica que dois dos seus membros tenham que ficar 10h a olhar para o ecrã, para no final darem a sua avaliação.
Embora se pudesse imaginar que os "censores" simplesmente saltassem o filme para o fim, a comissão diz que tudo será feito como a regras mandam, vendo o filme integralmente (alguns dos apoiantes até sugeriram inserir alguns frames indecentes distribuídos ao longo das várias horas de filme, para comprovar se o filme ia mesmo ser visto - mas parece que o cineasta não quis estragar a sua obra prima.)
Indirectamente, isto faz também com que o filme "Paint Drying" possa ser um dos mais pirateados de sempre, pois embora seja um filme com mais de 10h de duração... poderão descarregá-lo simplesmente gravando a seguinte imagem para o vosso computador. Depois é só ficarem a olhar para ela durante 609 minutos, e pronto, já viram o filme. :)
P.S. Se se interessam por estes temas, recomendo que vejam o documentário This Film Is Not Yet Rated, que nos mostra o papel da vergonhosa MPAA nos EUA.
terça-feira, 1 de março de 2011
Dailies
Durante uma sessão de Black Swan num cinema na Letónia, um cinéfilo fervoroso não esteve com meias-medidas, e depois de ter advertido outro espectador por este estar a comer pipocas de forma demasiado ruidosa, matou-o com vários tiros.Não é que eu seja apologista da violência, e muito menos de se matar alguém por causa de comer pipocas no cinema... mas que às vezes bem dá vontade perante a falta de civismo das pessoas... lá isso dá!
Apple, a marca mais vista no Cinema e TV
Já ninguém escapa à publicidade nos filmes e séries, quer seja explícita ou não. E no primeiro lugar do pódio temos a... Apple!
A Apple surgiu em 30% dos filmes mais bem sucedidos de 2010.
E basta vermos séries como o Criminal Minds, para frequentemente vermos iPads com tempo de antena... (e então se formos contar os iPhones que aparecem na TV... nunca mais daqui saíamos.)
... E depois temos os outros casos, como aquelas publicidades descaradamente obtusas do Windows Phone 7 no Hawai-FiveO! ;P
Os Filmes não Prestam
O site Moki decidiu criar um gráfico interactivo que demostra de forma visual aquilo que há muito "vamos sentindo"... que os filmes estão cada vez piores.
Analisando os 20 filmes mais populares por ano, dos últimos 20 anos, depressa se revela a tendência de que os bons filmes estão a diminuir, e os maus filmes a aumentar.
As causas? A táctica das produtoras optarem pelo simples cinema "fast-food" com continuações atrás de continuações... que já começa a fazer com que nas grandes estreias, praticamente todos os filmes tenham um "número" no nome...
Cinema Batalha sem Apoios da Câmara do Porto
Bem sei que não é fácil manter um cinema tradicional nos dias que correm... mas é possível - o Cinema Nun'Álvares é disso exemplo.
No entando, no caso do Batalha, as coisas parecem estar complicadas, e a Câmara do Porto já descartou a hipótese de se meter ao barulho, dizendo que o Batalha é privado.
Considerando que até o pessoal do Rivoli já foi todo "despachado"... já se vê o peso que a cultura tem tido no orçamento da cidade...
... Restam-me as boas memórias dos filmes que vi ali naquela praça, no Batalha, Sala Bébé, Águia D'Ouro, e S.João.
Efeitos da Pirataria no Cinema
A MPAA bem se pode queixar que a pirataria é o "fim do mundo"... mas depois também revela que contrariamente ao que ela própria apregoa, os lucros do cinema continuam a subir!
E isto sabendo-se, como referi em cima, que os filmes estão cada vez piores... Portanto... a pergunta que se coloca mesmo é: qual a justificação para que exista uma MPAA tão obtusa?
Ajuda a trazer o Firefly de Volta
Na sequência da intenção de Nathan Fillon comprar os direitos de Firefly caso tivesse dinheiro suficiente, está já em curso uma página do Facebook que visa angariar o dinheiro necessário: Help Nathan Buy Firefly.De que estás à espera? :)
Em poucos dias, são já mais de 50 mil seguidores... Ora agora é fazer as contas...
se fossemos 300 milhões bastava $1 cada um...
Séries em Regresso
E por falar em séries que se querem ver de novo nos ecrãs, esta semana marca o regresso de Stargate Universe e The Event.
Vamos lá ver que tal se aguentam depois do interregno...
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
domingo, 17 de fevereiro de 2008
Trailer de Indiana Jones Censurada nos EUA
A Ain't It Cool News noticiou que a versão americana do trailer de Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull difere das versões internacionais.
Ao segundo 0:40 Indy (Harrison Ford) e o seu parceiro estão cercados por homens de uniforme, alguns deles com armas.
Mas na versão internacional existem mais homens e mais armas.
Se bem se lembram, Steven Spielberg já usou truques semelhantes anteriormente, quando removeu s armas da edição remasterizada de E.T.
Especula-se que a alteração à trailer tenha sido sugerida pela "célebre" Motion Picture Association of America (MPAA) para que fosse mais do agrado das famílias.
Num país onde se podem comprar armas em todas as esquinas, depois é isto que se vê, a culpar os jogos de computador e as "trailers" pela violência!
Serei só eu a achar isto anormal?















