sábado, 25 de maio de 2019
Piracy Blockr promete acabar com gravações ilegais nos cinemas
A guerra à pirataria não pára e agora há um novo sistema que promete acabar com as gravações ilegais nos cinemas, também conhecidas por "camming".
Quem se aventurar pelo sites de conteúdos pirata depressa descobrirá que os filmes não são pirateados todos da mesma forma. Existem inúmeras variedades de opções à escolha, normalmente acompanhando as diferentes fases de distribuição: as versões "cam", gravadas directamente nas salas de cinema (muitas vezes vendo-se a cabeça das pessoas, ou obrigado a cortar significativamente a imagem visível) com péssima qualidade de imagem e som; as versões "telecine", convertidas de película mas com maior qualidade; e indo depois até aos rips dos blu-ray, streams directos web-dl, ou conversões das emissões em TV.
Embora tenham a pior qualidade de imagem, as versões cam são das que mais preocupam os estúdios, por normalmente serem as primeiras a surgir na internet, poucas horas após a estreia de um filme. E para o combater, estão a ser convencidas a recorrer ao novo sistema Piracy Blockr.
A ideia é criar um sistema que não interfira com a qualidade de imagem para as pessoas, mas que inviabilize a sua gravação por câmaras, e para isso vão recorrer à projecção de imagens num espectro invisível para os olhos mas não para as câmaras.
O mais simples (e barato) será utilizar o espectro infra-vermelho (IR), o mesmo que permite às câmaras de vigilância ver no escuro em combinação com LEDs IR. Tal como as câmaras dos nossos smartphones são capazes de ver os LEDs IR dos controlos remotos a piscar, a ideia é "estragar" a imagem de câmaras que tentem gravar o filme numa sala de cinema.
A medida está a ser muito aplaudida na China, mas confesso que fico pasmado por estes senhores, que provavelmente terão gasto "milhões" a desenvolverem este sistema, não se lembrarem que tudo isso é algo que é facilmente ultrapassado por um filtro de poucas dezenas de euros (se tanto). Mas pronto, deixem-nos lá ficar com a vitória de terem criado um sistema anti-camming... condenado ao fracasso desde o início.
É assim tão difícil antever que, quando se cria um qualquer sistema anti-pirataria, se pense na dificuldade (neste caso, facilidade) com que o mesmo poderá ser contornado?
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Get Real DVDs
A mais recente campanha para promover a compra de DVDs e Blurays versus descarregar os filmes da Internet...
Não deixa de ser caricato que estas mesmas empresas estejam também muito interessadas em disponibilizar os seus filmes nos serviços de streaming, quer seja o Netflix, YouTube, ou nos seus próprios sites.
Bem sei que a banda larga não chega a todo o lado mas... será que alguém lhes quer dizer que, no tempo em que demora a ver os clips promocionais e avisos que nos são impingidos nos DVDs e Blurays, muita gente conseguirá já ter sacado um filme inteiro em HD? ;P
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Álex de la Iglesia bate o pé à Lei Anti-Pirataria Espanhola
Espanha, país onde a partilha de dados digitais ainda consegue fugir à ilegalidade (desde que não haja lucro envolvido), continua sobre gigantesca pressão de países como os EUA para que mude drasticamente essa posição - e passe a perseguir toda e qualquer pessoa que ouse descarregar uns bytes digitais da internet.
Conhecida como Lei Sinde (nome da ministra da cultura), eis que nos Prémios Goya se pode assistir a um episódio histórico. Álex de la Iglesia, presidente da Academia do Cinema espanhola, disse o que tinha a dizer sobre o assunto na sua noite de despedida, sob o olhar atendo da Ministra Ángeles González-Sinde que estava na audiência.
Aléx começou por ser um apoiante desta lei... até começar a ter discutir o assunto com fãs no Twitter, e mudar radicalmente de posição dizendo que esta lei, efectivamente, "não serve para ninguém"!
O discurso completo, pode ser visto no vídeo em baixo, e lido em castelhano no Público.es. Mas como o meu caro amigo Nelson Cruz indicou no seu post sobre este assunto, aqui ficam alguns pontos chave:
Dizem que provoquei uma crise. Crise, em grego, significa “mudança”. E a mudança é acção. Estamos num ponto de não retorno e é o momento de agir. Não há marcha atrás. [...] As regras do jogo mudaram.Pode ser apenas mais um pequeno grão de areia no processo de evolução de uma sociedade onde corporações insistem em nos tentar convencer que um "bit" de informação deve ser tratado da mesma exacta forma que um bem físico... Mas, acredito que eventualmente mais pessoas - como Álex de la Iglesia - possam compreender que a "mudança", muitas vezes é para melhor (especialmente quando é abraçada em vez de rejeitada!)
[...]
A Internet não é o futuro, como alguns acreditam. A Internet é o presente. A Internet é uma forma de comunicação, de compartilhar informação, entretenimento e cultura, utilizada por centenas de milhões de pessoas. [...] Os internautas não gostam que lhes chamem assim. Eles são cidadãos, são simplesmente pessoas, são o nosso público.
Esse público que perdemos, não vai ao cinema porque está em frente a um ecrã de computador. Quero dizer claramente que não temos medo da internet, por que a internet é, precisamente, a salvação do nosso cinema.
Só ganharemos o futuro se formos nós próprios a mudá-lo, nós que inovamos, adiantamos propostas imaginativas, criativas, trazendo um novo modelo de mercado que tenha em conta todos os implicados: autores, produtores, distribuidores, exibidores, páginas web, servidores, e utilizadores. É necessária uma crise, uma mudança, para poder avançar para uma nova maneira de entender o negócio do cinema.
Temos de pensar nos nossos direitos, claro, mas não esquecer nunca as nossas obrigações. Temos uma responsabilidade moral para com o público. Não podemos esquecer algo essencial: fazemos cinema porque os cidadãos nos permitem fazê-lo, e devemos-lhes respeito, e agradecimento.
[...]
Não há nada melhor que sentir-se livre criando, e partilhar essa alegria com os demais. Somos cineastas, contamos histórias, criamos mundos para que o espectador viva neles. Somos mais de 30.000 pessoas que têm a imensa sorte de viver fabricando sonhos. Temos de estar à altura do privilégio que a sociedade nos oferece.
Eu acredito, com toda a humildade, que se queremos que nos respeitem, há que respeitar primeiro.
Não era tempo de aprender com todos os discursos de desgraça que são repetidos incessantemente, sempre pelas mesmas pessoas, desde os dias da rádio, TV, cassetes, VHS, etc. etc?
[Via PC Manias]
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
terça-feira, 28 de abril de 2009
Ante-Estreia de Star Trek com Segurança Anti-Pirataria
Parece que esta gente não aprende, e uma vez mais, numa ante-estreia de um filme bastante aguardado - Star Trek - as pessoas terão que entregar os seus telemóveis antes de entrarem na sala.
Ou melhor dizendo, todo e qualquer equipamento electrónico que permita a captação de imagens ou sons!
Volto a perguntar: valerá mesmo a pena chatear estas pessoas que adoram cinema, já para não falar no custo extra de todo este aparato?
Com muitos dos telemóveis a custarem muitas centenas de euros, e a conterem valiosos dados pessoais, será admissível estar a pedir-se para que "confiemos" neles - quando está mais que visto que eles não confiam em nós?
E tudo isto para quê? Para evitarem que alguém capte o filme, quando algumas horas depois - no dia seguinte - já toda a gente puder entrar na sala sem estas palhaçadas? Para não falar que, por essa altura, o filme já andará a circular pela internet nas famosas (e horrorosas) cópias screener. (Se é que não irá aparece na internet antes sequer de ser exibido, como frequentemente acontece.)
Concorri a vários passatempos para este filme - mas caso tenha a sorte de obter um convite, não sei até que ponto estarei disposto a aceitar esta situação.
Podem dizer-me que estou a ser "casmurro", mas a verdade é que... se *ninguém* aceitasse estas condições, de certeza que este tipo de situação mudaria logo.
Agradeço a possibilidade de ser convidado para ver um filme em ante-estreia. Mas... se tiver que esperar mais um ou dois dias para o ver, sem ter que ser revistado ou entregar os meus pertences a um qualquer "segurança"... parece-me uma muito melhor opção - mesmo tendo que pagar o preço do bilhete.
Continuo a achar que esta é uma medida desproporcionada e sem qualquer efeito prático, e por isso mesmo: inadmissível!
Seria altura de se organizar um boicote a este tipo de eventos, onde tratam os convidados como potenciais criminosos. Talvez isso os ajudasse a ver que não estamos dispostos a aturar estas coisas.
Não "vendo" as minhas liberdades e direitos... muito menos pelo preço de um bilhete de cinema.
[Actualização]
E para concluir o meu caso, veja-se o caso da estreia de Wolverine - que tanto barulho tem dado, por ter sido distribuído na Internet e o impacto negativo que ia ter na sua exibição - que continua com "casa cheia", com pessoas a madrugar para arranjarem bilhetes. Também será preciso revistá-los?
[Novo update]
Deixo aqui o email que enviei para a Zon Lusomundo, a respeito desta situação:
Gostaria de expressar o meu desagrado face às medidas, que considero abusivas, que se têm tornado mais frequentes nos últimos tempos - neste caso concreto, da ante-estreia do filme Star Trek.
É nos dito que a sessão terá seguranças para assegurar que ninguém entra com equipamento de captura de imagens ou sons; e que teremos que deixar os telemóveis ao seu cuidado.
Desculpem, mas acho isto inadmissível.
As ante-estreias são procuradas pelas pessoas que habitualmente mais frequentam os cinemas (falo por mim, que vou cerca de 2 vezes por semana ao cinema.)
É mais que certo e sabido que este tipo de medidas tem um resultado *nulo*, pois os filmes surgem frequentemente na Internet antes da data de exibição; e, no caso em que tal acontecer após essa data, se nao for no dia de estreia, será no dia seguinte, quando já não houver nenhuma medida de segurança "extra."
Por tudo isto, acho incompreensível estarem a alienar o público que mais gosta de cinema, com estas medidas intrusivas onde nos pedem para "confiar" os nossos telemóveis, no valor de centenas de euros, e com dados potencialmente mais valiosos ainda, ao vosso cuidado.
Confiar-vos o meu telemóvel; quando vocês não confiam em mim por um bilhete no valor de 4 ou 5 euros?
É lamentável... mas não posso pactuar com este tipo de medidas.
Obrigado por tudo - e lembro-me das vezes em que defendi a Zon Lusomundo quando lançou iniciativas como o seu cartão de descontos - mas a partir de hoje derei particular preferência por cinemas que não sejam Lusomundo para poder continuar a disfrutar de um filme no "grande ecrã."
Pode não ter qualquer efeito, mas... se for em número suficiente talvez chegue aos ouvidos de alguém que possa mudar as coisas (para melhor, espera-se.)
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Download de Filmes? Just D.O.I.T.
Pelo menos é que diz Bender, no 3º filme da série Futurama.
‘Futurama: Bender’s Game‘
Ah, como seria bom se todos tivessem o mesmo sentido de humor... ou algum... ou um mínimo que fosse...
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Cinemas Anti-Pirataria ou Anti-Clientes?
Precisam de mais alguma prova de que como as medidas ditas "anti-pirataria" estão a chegar a extremos inadmssíveis? Vejam este caso:
Para evitar gravações ilegais do último filme do Indiana Jones - ou mais propriamente para conseguir determinar a origem dessas eventuais cópias - a Paramount tem introduzido cortes no som dos filmes exibidos nos cinemas.
Mesmo sabendo que esses cortes podem ser incomodativos para os espectadores, o que é certo é que esse "pormenor" não os impede de abusar.
Experimentem fazer o mesmo num filme pelo qual eu tenha pago 5 euros para o ver, que eu digo-vos!
O que virá a seguir? Uma mensagem a passear pelo ecrã durante o filme todo a dizer: "olhar para este filme é ilegal?"
via [boinboing]













