Já estreou finalmente o segundo filme da saga Avatar de James Cameron, desta vez num espectáculo visual que vai maravilhar os espectadores da versão 3D com partes em 48 fps.
O tema dos frames por segundos no cinema é algo quase tabu, com muitos cineastas a arriscarem-se a serem criticados sempre que se aventuram em produções que vão para além dos 24 fps tradicionais. Um tradicionalismo ridículo que procura todo o tipo de justificações para manter uma limitação que nasceu puramente de uma decisão de poupar dinheiro, escolhendo a menor frequência possível que bastava para manter a ilusão de imagem em movimento de forma "minimamente aceitável" - para permitir poupar o máximo de película possível. Nos filmes em película, um maior frame rate reflectia-se directamente no comprimento da película necessária, e consequentemente no seu custo.
Com os filmes digitais, esta questão deixou de ter essa vertente como preocupação, passando a ser apenas uma opção de estilo, dividindo as águas entre os que abominam qualquer filme que não mantenha os 24 fps tradicionais, e aqueles que ano após ano estão cada vez mais fartos de estarem presos a essa relíquia pré-histórica. E agora, pode ser que o Avatar: The Way of Water venha dar uma ajuda.
Para este filme, James Cameron não entrou em exageros de 72 fps ou 120 fps, optando por uns "modestos" 48 fps. Mesmo assim, as diferenças são substanciais, fazendo com que as cenas de acção passem a ser coisas que se conseguem ver, e não apenas uma mistela de imagens desfocadas e esbatidas, e dizendo adeus aos penosos movimentos de câmara horizontais saltitantes.
Por outro lado, James Cameron só é fã dos 48 fps "quando lhe interessa", dizendo que não faz sentido utilizá-lo em todas as cenas, nem tão pouco no filme em versão 2D. Mas pronto, por agora temos que nos dar por contentes por mostrar aos espectadores o que é possível fazer-se com esta tecnologia; e indirectamente poderá fazer com que fiquem mais exigentes, para que mais filmes comecem a chegar aos cinemas em frame rate elevado.
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quinta-feira, 15 de dezembro de 2022
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
The Hobbit a 48fps em Portugal
Estamos com sorte! Parece que Portugal estará na lista de países onde será possível ver o The Hobbit (que estreia já esta semana) na versão de 48fps.
Infelizmente, é só na versão 3D - muito preferiria eu ver o Hobbit a 2D em 96fps ;P - e pelo que pudemos descobrir estará apenas disponível nos cinemas Zon Lusomundo do Norte Shopping, Colombo, Alvaláxia, Cascais Shopping e Vasco da Gama.
Este framerate irá permitir ver as imagens com o dobro da frequência normal (24fps) a que são projectados os filmes - decisão que, relembro, foi escolhida no início da industria cinematográfica por ser a frequência *minima* para criar a ilusão de movimento com algum conforto visual (e assim poupar película).
Claro que a mudança para esta frequência tem causado nalgumas pessoas estranheza, por o resultado se aproximar mais do "vídeo" do que do aspecto de cinema... mas, mesmo sem ainda ter visto, posso garantir desde já que vou adorar (nem que seja por me livrar dos tenebrosos "pans" saltitantes nos filmes a 24fps).
The Hobbit: An Unexpected Journey estreia em Portugal já na próxima quinta, 13 de Dezembro. E depois de o ver a 48fps, cá regressarei para vos confirmar que aquilo é mesmo tão bom como estava à espera. ;)
terça-feira, 1 de maio de 2012
The Hobbit a 48fps
Já seria de esperar... a decisão de Peter Jackson de dar o salto para os 48fps em The Hobbit, já começa a ser causador de reclamações por alguns "velhos do restelo", que dizem que o filme perde todo o seu encanto e "magia" do aspecto "de filme" dado pelos 24fps.
Nem preciso dizer que eu sou completamente a favor que o cinema passe para os 48 ou 96fps, e abandone de uma vez por todos os 24fps que foram utilizados apenas por limitações técnicas e económicas. Com o digital, nada nos impede de finalmente ter uma experiência cinematográfica de maior qualidade - mesmo se para os puristas isso se aproximar demasiado do "vídeo".
Peter Jackson também terá cometido um erro ao mostrar 10 minutos de footage a 48fps, não finalizdo, a uma audiência, que rapidamente estranhou a coisa... não só pelo framerate, mas também por não estar a ver o resultado final "processado" que é responsável pelo aspecto visual que faz com um filme pareça "de cinema" (efeitos, cores, etc.)
Seja como for... que venha o The Hobbit a 48fps, que lá estarei no dia de estreia para o ver (em 2D, claro!).
Actualização: ao menos Douglas Trumbull veio em defesa do framerate superior...
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Peter Jackson a 48fps
Ahh... como eu gosto de ver alguns "pesos-pesados" da Indústria a implementarem aquilo que eu venho a dizer desde que o cinema digital se popularizou.
Depois de James Cameron, é a vez de Peter Jackson que vem confessar que está a filmar The Hobbit, não só em 3D, como a 48fps!
Penso que por aqui o mais antigo rant que tenho sobre isto é de 2007, por altura da estreia do Beowulf.
É que o mais absurdo, é que esta subida de framerate nem sequer é acompanhado de forma directa pelo aumento do tamanho do ficheiro digital: já que com um framerate superior, existem menos variações de frame para frame, permitindo uma compressão superior.
Ou seja, um ficheiro de vídeo digital a 24fps ou a 48fps não implica que o espaço ocupado passe para o dobro.
Venha de lá o cinema a 48fps - ou mais - que os espectadores agradecem (desde que os cinemas não comecem a cobrar uma taxa "48" em cima da taxa "3D" que já cobram!)
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