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terça-feira, 23 de maio de 2017

Dailies

Zack Snyder cede realização do Justice League a Joss Whedon devido a tragédia familiar


Há tragédias que obrigam a repensar as prioridades, e infelizmente foi isso que aconteceu com Jack Snyder, que decidiu não estar em condições para continuar na cadeira de realizador do muito aguardado Justice League devido ao suicídio da sua filha de 20 anos. A tarefa passará agora para Joss Whedon, que apenas terá que dar os ajustes finais no filme (algumas cenas extra).

Não haverá palavras de apoio suficientes para quem esteja a passar por tal situação, mas cá fica uma palavra de apoio para toda a família Snyder. :(



Mel Brooks quer fazer Spaceballs 2


O regresso em força de Star Wars parece estar a ajudar a relançar outro filme que ficou associado à saga por motivos mais cómicos. Spaceballs é mais um dos exemplos dos loucos anos 80, parodiando os filmes de ficção científica - mais concretamente, o Star Wars. E agora, parece estar o caminho aberto para que finalmente se concretize um Spaceballs 2.

É certo que os filmes de paródias têm estado longe dos clássicos dos anos 80 (não é fácil fazer filmes com humor "estúpido" do bom)... mas esperemos que Mel Brooks o consiga voltar a fazer.


Resident Evil vai ter mais 6 filmes


O "último" filme do Resident Evil não será afinal o último. Há negociações para que a saga tenha direito a reboot e conte com mais 6 filmes adicionais; que poderão apresentar uma perspectiva completamente diferente destes - mas provavelmente não muito diferente, considerando que renderem mais de 1.2 mil milhões de dólares e se tornaram na adaptação de videojogos mais rentável de sempre no cinema.

... Enquanto for dando dinheiro, é de esperar que os filmes continuem... Mas desta vez, e muito provavelmente, sem Milla Jovovich.



The Mist [trailer]

A popular história de Stephen King vai ter mais uma adaptação, desta vez para a TV, e focando-se na parte de como o "nevoeiro" afectará a vida de uma comunidade.


quarta-feira, 12 de abril de 2017

Dailies

Final de Lost ia ter um vulcão mas não havia dinheiro


O final de Lost não agradou a todos, mas as intenções dos criadores da série era que o episódio final fosse um pouco mais literal e consistisse numa luta entre Jack e Locke num vulcão, que simbolizaria a "rolha" que impedia que todos os males da ilha se escapassem para o mundo.

Só que para tornar isso realidade seria necessário dinheiro adicional, para os cenários, filmagens em novos locais, etc. coisa que os produtores não apreciaram (ainda mais quando alguns dos cenários já tinham ultrapassado o orçamento). Portanto... ficamos com um Lost sem vulcão.



Gillian Anderson e David Duchovny voltam a juntar-se para um X-Files... em audiobook

Os fãs de X-Files vão poder ficar a conhecer informações adicionais sobre o que aconteceu a Mulder e Scully com um novo audiobook que contará com as vozes originais dos protagonistas e de vários outros actores da série.

Este X-Files: Cold posiciona-se logo a seguir aos acontecimentos de The X-Files: I Want to Believe, e em que um grupo desconhecido consegue entrar na base de dados do FBI e aceder a inúmeros casos do X-Files que ficaram por resolver, e onde a nossa dupla não poderá deixar de estar envolvida... com muitas conspirações à mistura, pois claro.




The Mist vai ter série

O clássico de Stephen King vai ter nova adaptação, mas desta vez para série de TV, com 10 episódios. Ao que parece, apresentará uma perspectiva nova, diferentes daquelas que já foram trazidas para o cinema.





Orange Is The New Black – Season 5 - trailer

O motim originado pela morte de Poussey rapidamente aumenta quando as reclusas assumem o controlo da prisão. Assim que sentem o poder, o caos rapidamente irrompe pelos corredores de Litchfield.

Esta temporada decorre em tempo real ao longo de apenas três dias, e altera drasticamente a vida das reclusas à medida que lutam pela redenção, resolução e o respeito que merecem. A quinta season de Orange is the New Black estreia na Netflix a 9 de junho.

domingo, 9 de março de 2008

Fantasporto - Encerramento

The Mirror – Stephen Eckelberry – EUA

"Uma rapariga pensa que tem uma vida perfeitamente normal e feliz com a sua mãe, actriz, e um pai que a adora. Quanto os pais estão para fora, descobre que a sua casa guarda segredos obscuros. "
Como disse o próprio realizador (Stephen Eckelberry, que se fazia acompanhar da mulher, a famosa Kelly Le Brock e a lindíssima Erin Cahill, actrizes neste filme), o filme foi feito com paus e fios e muita fita-cola. E de facto fica essa impressão. Está uma história engraçada, mas muito amadora. A prestação de Erin Cahill é fenomenal e ela é concerteza a fita-cola a que Stephen se referia. Esperamos grandes coisas desta actriz para o futuro, oh yeah! :)


Reefer Madness, The Movie Musical – Andy Flickman
"Este filme conta a história do jovem Jimmy Harper cuja vida promissora se transforma numa vida de depravação e assassinato, graças à nova ameaça – a marijuana."
Que loucura, o que eu me diverti com este filme. Um musical absolutamente MAD, marijuana para trás e para a frente, Jesus Cristo à mistura, muito humor, boa disposição, gore e terror nonsense, tudo cantado... Que mais podemos pedir? Com prestações de algumas grandes estrelas de hollywood, como Kristen Bell, Alan Cumming e Christian Campbell (irmão de Neve Campbell, que também aparece nesta película).



The Mist – Frank Darabont – EUA
"Uma tempestade descomunal liberta uma névoa cheia de criaturas sedentas de sangue numa pequena cidade. Um grupo de cidadãos, fechado no supermercado, tem de lutar para sobreviver. Do realizador de “The Shawshank Redemption” e “The Green Mile”."
Grande Stephen King, ainda não li o conto no qual se baseou este filme, mas dizem-me que é fantástico. Bom, eu do filme gostei bastante. Estava à espera que fosse tipo "Storm of the century", e que não mostrasse quase nada das criaturas, mas não, ele mostra e bem. Dá para arrepiar bastante com a bicharada que aparece por lá. Foi engraçado ver o público a viver as emoções à flôr-da-pele, como se estivesse enfiado naquele supermercado com aquela gente toda, quando se começam a formar grupos, especialmente um formado por crentes a deus, e que começam a disparatar e fazer asneiras daquelas que se faziam nos tempos da inquisição. E depois um final dramático quanto baste, para nos deixar a todos derreados. Eu gostei muito disto :D

sábado, 8 de março de 2008

Fantasporto Ganzado e com Nevoeiro

E deixo aqui as últimas "reviews" aos filmes de sexta e sábado.

Visitante de Invierno – Sérgio Esquenazi – 95 min - SOP - v. o. leg. port.
Ariel começa a ver coisas estranhas na casa ao lado, há muito tempo abandonada. Crianças vão para dentro da casa, mas nenhuma delas sai. Será que isso está realmente a acontecer? Ou é apenas um produto da mente perturbada de Ariel?
Até começou bem, e ia bem encaminhado... até que depois entrou numa de cenas editadas à pressa e coisas sem sentido e... pfff... deu para rir. Moral da história: se estás a fugir de um assassino, guia até Buenos Aires.


Room 205 – Martin Barnewitz – Din – 91 min - SOP - v. o. leg. port.
Katrine acabou de se mudar para a cidade para estudar. Na sua residência, acidentalmente, liberta um fantasma ressentido que quer vingar-se.
Mais um bom exemplo do cinema Dinamarquês que retorna ao tema dos fantasmas/espíritos/espelhos. Embora não traga nada de inovador ou original, concretiza bem aquilo a que se propôs.

One Missed Call – Eric Vallete – EUA, Jap, Ale – 87 min - SOP - v. o. leg. port.
Nesta nova versão americana do filme de horror japonês “Chakushin Ari” (2003), várias pessoas começam a receber voice-mails sobre o seu futuro – mensagens que incluem a data, hora e alguns dos pormenores sobre as suas mortes.
Uiiii!!! Novamente, o perfeito exemplo do que não se deve fazer num remake. É daqueles remakes que vai dar mau nome ao filme original: "Eh pá, já viste aquele filme foleiro 'One Missed Call'? - Não, que tal, vale a pena ver? - Não." Nem perdendo tempo com o original que vale bem a pena.
O One Missed Call (original) é um filme inovador e assustador, este remake americano é uma pálida representação que não assusta ninguém e que falha completamente.
Cada vez que um telemóvel tocava, era motivo de arrepios; no novo, é motivo de gargalhadas...

De início nem lhes perdoei terem mudado o famoso toque do telemóvel, mas no fim do filme até fiquei contente em não terem associado o "toque" a este filme tão fatela... Poupem uns euros e umas horas de vida, e vejam antes o original!


Já no sábado foi vez de:

The Mirror – Stephen Eckelberry – EUA – 90 min - SOP - v. o. leg. port.
Uma rapariga pensa que tem uma vida perfeitamente normal e feliz com a sua mãe, actriz, e um pai que a adora. Quanto os pais estão para fora, descobre que a sua casa guarda segredos obscuros.
O filme que trouxe o realizador, Kelly le Brock e Erin Cahill até ao Fantas. Infelizmente chegou tarde demais para ser incluido na competição. Um filme feito sem grande produção, e que vive essencialmente à custa dos actores - como deve ser.
Destaque para Erin Cahill, bastante simpática e que demonstra porque é uma das estrelas em ascenção no cinema norte-americano.


Reefer Madness, The Movie Musical – Andy Flickman – 112 min - SOP - v. o. leg. port.
Este filme conta a história do jovem Jimmy Harper cuja vida promissora se transforma numa vida de depravação e assassinato, graças à nova ameaça – a marijuana.




Uma paródia aos filmes de propaganda norte-americanos contra o consumo da marijuana. Absolutamente fabuloso e delirante, com a presença da Kristen Bell (a célebre Veronica Mars) a demonstrar os seus dotes vocais ao lado de Christian Campbell (irmão de Neve Campbell, que também entra neste filme) que ganhou um prémio pela sua interpretação neste filme. Também de mencionar o sempre excelente Alan Cumming.


Depois foi a vez do filme baseado na obra de Stephen King:

The Mist – Frank Darabont – EUA – 127 min -SOP - v. o. leg. port.
Uma tempestade descomunal liberta uma névoa cheia de criaturas sedentas de sangue numa pequena cidade. Um grupo de cidadãos, fechado no supermercado, tem de lutar para sobreviver. Do realizador de “The Shawshank Redemption” e “The Green Mile”.




Mais uma excelente adaptação das obras de Stephen King ao cinema - o que era de esperar de Frank Darabont, que já está bem familiarizado com o escritor. Embora não se possa dizer que esteja ao nível cinematográfico de um Shawshank ou Green Mile (são géneros completamente diferentes) leva-nos até ao Universo de King com as recorrentes personagens religiosas, e uma deconstrução da "racionalidade" humana quando confrontada com o inexplicável. Uma viagem de duas horas em luta pela sobrevivência, contra criaturas estranhas e o próprio medo humano.
Quando muito, peca por mostrar demasiado, cedo demais. Algo que retira algum do suspanse que se esperava de um filme deste género.
O fim, era previsível, mas não deixa de ter o impacto esperado.
É daqueles filmes que nos faz querer ler o livro, e está tudo dito. :)

Relembro ainda que Darabont está agora a tratar do remake de um dos mais icónicos filmes de sempre: o fantástico Fahrenheit 451 de François Truffaut baseado na novela de Ray Bradbury.

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