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domingo, 2 de novembro de 2008

My Dream no Coliseu do Porto

Depois de ter visto excertos no Youtube, e o filme/documentário no Fantas, finalmente pude ver ao vivo este excelente espectáculo.

My Dream
Um espantoso espectáculo visual e baseado na performance da China Disabled People’s Performing Art Troupe. Actores com deficiências visuais e auditivas e incapacidades físicas louvam as grandes qualidades do espírito humano – Verdade, Honestidade e Virtude.

Para começar, fiquei supreendido pela "casa cheia".


Não estava à espera que este tipo de espectáculo atraísse tanta gente - mas ainda bem que assim foi. :)

A abertura foi o número que bem se conhece, e talvez o mais icónico de todo o espectáculo:



E que depois prossegui com número que já tinha tido a oportunidade de ver em filme, embora tivesse tido pena de não ter sido apresentado o "solo" de violino chinês (ou lá como se chama aquele instrumento "maluco.")
O músico estava lá, e deu show - mas a tocar em conjunto com outros músicos (também eles excelentes.)


Mas mal sabia eu que ele tinham uns truques na manga...

Quando um dos cantores, um rapaz cego e com um "vozeirão" do caraças, acaba o seu primeiro número e começa a cantar Um Grande, Grande Amor de José Cid... em Português, tal e qual uma gravação do original... o público delirou!

Situação que se repetiu mais tarde, quando uma cantora em cadeira de rodas anuncia que vai cantar a Canção do Mar - e em que ficou toda a gente estupefacta: "Mas... ela vai cantar mesmo a nossa Canção do Mar; a da Dulce Pontes???"

E novamente... lá estava, a rapariga a cantar num Português melhor que o falado por muitos Portugueses e com uma voz que em nada ficou atrás do original.
Simplesmente FABULOSO!

Espero bem que o espectácula tenha sido gravado em vídeo, e que em breve seja posto à venda para quem quiser rever o que viu e ouviu, e para todos os outros que não puderam assistir.

E no final, o público aplaudiu em peso todos os artistas.



My Dream, um espectáculo a ver e rever sempre que tiverem oportunidade.

sábado, 1 de novembro de 2008

My Dream no Coliseu do Porto

E relembro os potenciais interessados que logo têm a última oportunidade de ver ao vivo o My Dream no Coliseu do Porto (que tive a oportunidade de ver em filme no último Fantasporto - e que me deixou de boca aberta.)

Um espantoso espectáculo visual e baseado na performance da China Disabled People’s Performing Art Troupe. Actores com deficiências visuais e auditivas e incapacidades físicas louvam as grandes qualidades do espírito humano – Verdade, Honestidade e Virtude.

Eu lá estarei! :)

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Fantasporto - 1º, 2º e 3º dia

Isto de sair do trabalho, ir a correr para o Fantas, chegar de madrugada a casa, dormir alguma coisa, voltar para o trabalho, sair do trabalho, ir a correr para o Fantas, chegar de madrugada a casa, dormir alguma coisa, voltar para o trabalho, sair do trabalho, ir a correr para o Fantas....

...não deixa tempo para muita coisa!

Mas o meu esforço continua, e por isso cá estou eu a deixar mais uma palavrinha ou duas sobre o que se tem passado nesta 28ª edição do Fantasporto.

Não vi ainda nenhum filme que fosse espectacular e me deixasse com os queixos no chão (tipo Oldboy há 2 anos), mas vai andando bem, e tirando a conspiração do "não há microfone para o Max Von Sydow nem que chovam sapos a beber redbull" (sim, o coitado do homem ficou por 2 vezes sem microfone), tem corrido tudo bem.

Ora então os filmes que já entraram para a massa cinzenta, e outros que eu gentilmente fiz bypass, porque há coisas que é melhor nem reter na memória, são estes:


No Country for Old Men (Este País Não É Para Velhos)– Ethan, Joel Coen – EUA

palavras pra quê? Irmãos Cohen no seu melhor. Dei umas valentes gargalhadas, porque pronto, eu sou sádico e rio-me com violência gratuita de 30 em 30 segundos, adoro psicopatas do gabarito do Javier Bardem, o homem está magnífico neste papel. Recomendo assim muitas paletes disto, com direito a repetições, maratonas de filmes dos Cohen e pronto e tal e coiso.. é isso.


Emotional Arithmetic – Paolo Barzman – CANADÁ

o filme que passou no dia da homenagem a Max Von Sydow, com o próprio, a Susan Sarandon, Gabriel Byrne e Cristopher Plummer. A hora era tardia, mas se o Sr. Max lá estava até às 2h30 para ver a película, nós também estavamos caraças! O filme tem umas paisagens muito bonitas no Canadá, e conta-nos a história de 3 pessoas que se conheceram num campo de concentração (ou campo de passagem para depois irem para Auschwitz, etc..), Max, Gabriel e Susan, e se reencontram 35 anos mais tarde, e lá se começa o remexer do passado que os marcou aos 3. Muito bonito.


Daddy’s Girl - David J. Evans – GB

aaahhhh uma gaja que gosta de sangue, há poucas assim, digo eu.. mnham mnham... a personagem principal tem mesmo ar de vampira.. é perfeita para esse papel, noutro filme, que este não mete a família do drácula ao barulho... Um psicólogo vai tentar perceber o que se passa com a jovem perturbada, mas só tarde demais é que vai entender que o problema dela não é psicológico, é mesmo físico, ela gosta de sangue, ponto final.. agarra-te ao corrimão e não caias nas escadas... já foste! Quem gostar de animais é melhor ficar longe, porque temos direito a batido de caniche neste filme.. quem quiser saber mais, que veja o filme ;D


Dark Corners – Ray Gower – GB, EUA

brrrr... o filme com a Thora Birch... oh míuda... mas que é isto pah? a história até tinha a sua piada... a Thora loira e a sua vida cor-de-rosa adormecia e acordava noutra vida como Thora morena, num ambiente escuro, como se de um pesadelo se tratasse... e vice-versa.. adormece de um lado, acorda do outro, blablabla... tudo muito bonito, não fosse este filme assim um bocadinho para o mal realizado/montado.. e os actores estavam bem longe do seu melhor... às tantas estavam mesmo no seu pior... não recomendo a ninguém.


Undead or Alive: A Zombedy – Glasgow Phillips – EUA

Zombies cowboys!!!! iiiiyyyaaaahhhh!!!! ora nem mais, zombies cowboys, zombies índios, zombies infantaria americana, zombies cães, sigaaaa!!! :D O Jerónimo antes de bater a bota (o exército americano tratou-lhe da saúde) lançou um feitiço sobre o homem branco, ou sobre a terra, whatever... Todos irão virar zombies se forem mordidos... e a cura do estado de zombie é morderem o feiticeiro que lançou o feitiço.. ora bem.. como esse já está morto, pode-se pôr isso de lado e curtir o filme... é uma comédia bem divertida com o Will Ferrell (queriam ahaha), ok, é com aquele actor marado (Chirs Kattan) que entra no "A night at the roxbury" com o Will Ferrell, e com um actor das "Donas de Casa desesperadas". É o clássico filme do Fantas :D


The Magnetist’s Fifth Winter – Morten Heriksen – DINAMARCA

Ora cá está um filme bem realizado pah. Gostei muito disto. Em pleno século 19, numa aldeia remota no norte da Suécia, um estranho recém-chegado, que se diz médico e magnetista promete fazer uns quantos milagres, para os quais a medicina não encontra resposta. Deixa-nos bem agarradinhos do início ao fim. Bom filme. Gostei bastante da Drew Barrimore em versão Dinamarca (mas com muito melhor aspecto e alguns anos mais nova).


My Dream – Wang Honghai – CHINA

Fantástico! Aqui está algo que eu não iria ter oportunidade de ver concerteza, se não fosse aqui no Fantas. Não tem a ver com o espírito do festival, mas é muito bonito. Um espectáculo visual e musical incrível. Deixei cair o queixo na sala do Rivoli, e acho que ainda está por lá..

a sinopse no site do Fantasporto:

Um espantoso espectáculo visual e baseado na performance da China Disabled People’s Performing Art Troupe. Actores com deficiências visuais e auditivas e incapacidades físicas louvam as grandes qualidades do espírito humano – Verdade, Honestidade e Virtude.

E o solo de violino chinês (não sei o nome do instrumento) ??? Até me faltou o ar, ouvir aquele Ywngie Malmsteen cego a dar-lhe com tanto power naquelas cordas (que eram só 2 parece-me) :D

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Fantasporto Magnético

Mais um dia, mais uma ronda....

The Magnetist's Fifth Winter (Magnetisörens femte vinter)

Um filme Dinamarquês/Sueco/Norueguês de 1999 que acompanha a vida de uma pacata aldeia sueca nos idos anos de 1820. O respeitado médico da comunidade vê-se confrontado com um recém-chegado curandeiro magnetista que promete curar e a sua filha cega.

Apesar de ser um filme longo (123min) nunca chega a chatear, sendo a estória contada a um bom ritmo. Boa realização, boas interpretações, boa fotografia, boa banda sonora... tudo de bom.

Pelo meio, as perguntas sobre as verdades e as mentiras, os métodos e os resultados, e acima de tudo: sobre a natureza humana.
Um filme que espelha bem a "máxima" de Fox Mulder nos X-Files: I want to believe.
(mas não esperem ver extra-terrestres no filme! :)

Ainda bem que o Fantas trouxe este filme até cá, porque de outro modo seria um filme que dificilmente teria oportunidade de ver.


My Dream

Para o fim da noite ficou My Dream, uma crónica que nos apresenta vários números interpretados por grupos de deficientes chineses na sua preparação para os jogos Para-Olímpicos de Beijing 2008. Um espectáculo visual de luz, cor, movimento e som.

Melhor que palavras, fiquem com o vídeo do número de abertura.


[YouTube video]

E se gostam de música, só vos digo... não percam a inacreditável interpretação de um deles num daqueles "violinos" chineses esquisitos... foi mesmo de ficar pasmado e de boca aberta.


Pena é ainda existirem pessoas que vão para o cinema para porem a conversa em dia, e neste caso em concreto o maior deficiente estava na fila anterior à minha, e poucas vezes se calou durante o filme todo! Fica o aviso, que da próxima vez não vão ser apenas uns olhares e uns "shiuss" a voarem na sua direcção...

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