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sábado, 22 de março de 2025

Plex aumenta preços e acaba com streaming gratuito

Após uma década sem alterações, a Plex aumenta drasticamente os preços e deixa de permitir o streaming remoto gratuito.

A Plex anunciou as alterações, que passam pelo aumento da subscrição Plex Pass, de $39.99 para $69.99 por ano (ou $4.99 para $6.99 por mês) - um aumento de 75% e 40% respectivamente. Para os que confiam no pagamento vitalício, o valor passa de $119.99 para $249.99 - um aumento de 108%.

As alterações entram em vigor a 29 de Abril, pelo que os actuais clientes e novos interessados ainda têm tempo de aproveitar o preço vitalício antigo; embora seja sempre acompanhado do grau de risco de confiar em qualquer serviço que promete algo "para sempre".
Adicionalmente, embora a Plex tenha removido a taxa de "desbloqueio mobile", que era necessária para ter acesso ao streaming remoto em smartphones e tablets, também aplica novas regras, que incluem o fim do streaming remoto gratuito. Para tal, será preciso subscrever o serviço Plex Pass ou, em alternativa, o novo plano Watch Pass, destinado a quem só quer ter acesso a conteúdos (de amigos ou familiares que não tenham subscrição paga), e que custará $1.99 por mês ou $19.99 por ano.

Sem dúvida que irá haver muitos fãs de longa data do Plex que se sentirão traídos com o fim do streaming remoto gratuito, mas por outro lado há que relembrar que as empresas precisam de sobreviver e ter lucro. Caberá a cada um decidir se a facilidade de acesso aos conteúdos justifica o preço de dois cafés por mês, ou se irá fazer com que surjam novas alternativas gratuitas para ocupar o espaço livre deixado pelo Plex.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

Plex aposta na parte social

O Plex, o serviço de streaming que começou como hub para os conteúdos de cada utilizador, está a reforçar a parte social com perfis públicos e críticas de utilizadores.

Originalmente focado na organização e streaming das colecções dos utilizadores, o Plex cresceu para uma plataforma de descoberta e partilha de conteúdos, incluindo TV e filmes gratuitos com anúncios. Agora, dá novo passo no sentido de se tornar mais social: os utilizadores podem partilhar os seus perfis publicamente, fazer críticas de séries e filmes, e interagir com outros através de comentários.

Não se pode dizer que é algo inesperado, uma vez que o serviço já tinha dado passos nesses sentido. Em 2023 lançou o bem intencionado "Discover Together", que mostrava o que os amigos estavam a ver, mas que acabou por ter efeitos controversos ao revelar que algumas pessoas podiam estar a ver filmes que prefeririam não revelar publicamente.

A nova funcionalidade de perfis públicos permite aos utilizadores partilhar um URL directamente para o seu perfil. Os visitantes de um perfil podem ver o que o utilizador tem estado a ver, a sua lista de desejos, e mais. O Plex sublinha que estas alterações não substituem as definições de privacidade existentes, garantindo que os utilizadores mantêm controlo sobre os seus dados - incluindo a capacidade de se manterem totalmente "privados".
Além dos perfis públicos, o Plex está a lançar definições personalizáveis para a visibilidade das críticas. Os utilizadores podem escolher quem vê as suas classificações e críticas, se ficam públicas, visíveis apenas para utilizadores com sessão iniciada no Plex, restritas a amigos ou amigos de amigos, ou mantidas totalmente privadas. Estas funcionalidades tornam o Plex num potencial concorrente de plataformas sociais dedicadas a entusiastas de TV e cinema, como o Letterboxd e o TV Time.

Paralelamente a isto, o Plex está a também a testar um interface renovado, começando pela versão para Apple TV. O novo interface promete uma navegação melhorada, mais possibiliades de personalização, acesso facilitado a funcionalidades, e uma experiência visualmente mais agradável. Para os subscritores do Plex Pass, a plataforma está também a disponibilizar a codificação HEVC por hardware, que melhora a qualidade de vídeo e reduz o uso de dados.

sábado, 20 de janeiro de 2024

Plex prepara loja para compra e aluguer de filmes e séries

O Plex vai disponibilizar uma loja para compra e aluguer de filmes e séries, que deverá chegar já no próximo mês (Fevereiro 2024).

Depois de vários anos a prometer uma loja, o Plex parece que finalmente vai cumprir, devendo estrear a sua loja de compra e aluguer de vídeos e séries já no próximo mês. Isto é algo que a empresa tem prometido de forma intermitente desde 2020, mas que desta vez parece ser mesmo para concretizar apesar de ter despedido cerca de 20% do seu pessoal o ano passado.

A chegada da loja será acompanhada posteriormente por uma actualização do interface, que promete tornar mais fácil o acesso aos conteúdos próprios e comprados, assim como todos os conteúdos gratuitos via streaming, assim como mais capacidades "sociais" - apesar do recente incidente com a partilha inadvertida de informação que os utilizadores prefeririam manter privada.

De resto, vai ser interessante ver se estes conteúdos "comprados" irão efectivamente ser disponibilizados aos compradores livres de DRM, ou se mais uma vez estamos perante conteúdos "comprados" que inevitavelmente correm o risco de desaparecer quando a empresa encerrar ou decidir mudar acabar com o serviço.

sábado, 2 de dezembro de 2023

Plex revela aos amigos o que se esteve a ver

O Plex está a angustiar alguns utilizadores, com a nova funcionalidade social que revela aquilo que estão a ver a familiares e amigos.

A maioria dos utilizadores do Plex assumiria que tudo aquilo que vêem através do serviço é algo que seria exclusivamente do seu foro privado. Mas o desejo do serviço tornar-se mais "social" está a gerar bastante controvérsia.

O serviço achou que seria boa ideia partilhar os hábitos do que viu, comentou, avaliou, e adicionou à watchlist, enviando um email semanal "week in review" que, inclui aquilo que os amigos têm visto - e que nalguns casos tem revelado que vêm filmes eróticos e pornográficos, situação que certamente não esperariam que fosse divulgada. Aliás, os utilizadores não se lembram de ter dado qualquer permissão para que esta informação pudesse ser partilhada - e o cenário dos filmes pornográficos só não é pior porque a maioria deles não está listada no IMDB e, por isso, não é automaticamente identificada pelo serviço.

Este episódio vem levantar sérias dúvidas sobre a pseudo garantia de privacidade de um serviço que funciona nos computadores dos próprios utilizadores, e sem dúvida que irá penalizar bastante a sua reputação. A empresa ainda não fez qualquer comunicado oficial em resposta a este caso, mas alguns funcionários têm tentado apaziguar os utilizadores nos fóruns dizendo que podem desactivar a partilha de dados. Talvez tivesse sido melhor ideia assumir que ninguém iria querer partilhar esses dados sem dar consentimento expresso para tal.

sábado, 7 de dezembro de 2019

Plex ganha filmes gratuitos (com publicidade)


O Plex, que normalmente está associado à gestão e acesso à nossa própria colecção de filmes, passa agora a disponibilizar também filmes gratuitos, e com isso fazer frente a outras plataformas de streaming.

Há muito considerado uma das melhores formas de manter a colecção pessoal de filmes, e facilitando o seu acesso a partir de qualquer dispositivo, o Plex expande as suas capacidades com a oferta de filmes gratuitos.


Não sendo utilizador Plex (a minha gestão de filmes continua a ser feita "à moda antiga", e nos últimos anos caiu quase completamente em desuso graças à comodidade dos serviços de streaming) foi da maneira que finalmente fui espreitar o que por lá se pode encontrar. Ora bem, embora por lá se possam encontrar alguns filmes recentes, a maior parte do catálogo diz respeito a velhos clássicos com várias décadas de idade.

[Não temos acesso ao Apocalypse Now, como nos EUA (a não ser que se use uma VPN) - mas podemos ver o Convoy: o Comboio dos Duros! :]

A melhor descrição que posso fazer deste serviço do Plex é a de ser equivalente a revisitar um videoclube, e um onde não faltassem muitos filmes de baixo orçamento e de estúdios alternativos. :)

O Plex está disponível para iOS, Android, Smart TVs, Apple TV, consolas, web, etc. pelo que, com esta nova modalidade gratuita, não há desculpas para não o juntar à lista. Começa é a ser necessário um serviço em que se diga que filme se quer ver, e nos diga em quais dos serviços a que temos acesso é que está disponível!

Actualização: afinal já existe: Justwatch.

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