Ex Machina é um filme que nos dá que pensar e é bem apropriado para esta época em que tanto se discute os avanços na inteligência artificial, mas que também merece uma chamada de atenção para os efeitos que o tornaram possível e de uma forma quase natural que não interfere com a história.
Em todas as cenas que vemos a nossa personagem principal Ava, muito trabalho (e pixeis) foram necessários para a transformar na android que podemos ver no filme, e onde nenhum detalhe ficou descurado.
Enquanto fã de todo o tipo de ficção científica, não podia perder este que tem sido considerado um dos mais inteligentes filmes sobre inteligência artificial de sempre: Ex Machina.
Escrito e realizado por Alex Garland, que já nos trouxe histórias como The Beach, 28 Days Later, e Sunshine; Ex Machina não está com rodeios e coloca-nos imediatamente, e sem "batotas", no centro da questão: um jovem e talentoso programador é convidado para passar uma semana no retiro isolado e ultra-secreto do génio fundador da empresa em que trabalha - onde lhe é pedido que avalie se um(a) robot é realmente inteligente.
A questão do teste de Turing (que é usado para avaliar se uma máquina será realmente inteligente - quando conseguir "enganar" um interlocutor humano, que não seja capaz de distinguir a máquina de uma pessoa real) é abordado, mas rapidamente descartada. Como o próprio personagem refere, como ele está a ver que está a falar com um robot, não há o desconhecimento implícito que o teste implicaria.
Estamos realmente perante um filme "inteligente", e por isso não esperem grandes cenas de acção. Entre alguns exageros do tal génio criador, que oscila entre a genialidade e os momentos de bebedeira e situações (muito) estranhas, o ponto central recai sobre a interacção do testador (humano) e testada (robot)... que desde logo também nos faz suspeitar quem é que realmente estará a ser testado (e muito bem revelado na cena em que o próprio testador se interroga se não será também um robot.)
Altamente recomendado a todos os fãs de ficção científica, e particularmente aos que se interessarem pelo tema da inteligência artificial.
SPOILER P.S. - De certa forma, era previsível que uma I.A. realmente avançada tivesse mais tendência para ser sociopata do que ser uma "pessoa" normal. (Também muito bem demonstrado no episódio de Person of Interest que nos mostra as muitas versões que Finch teve que destruir durante o processo de desenvolvimento da sua "machine". :)
Alex Garland, escritor de The Beach, 28 Days Later e Sunshine, está de regresso aos ecrãs com uma nova história que vai fascinar os fãs da ficção científica e abordar o sempre interessante tema da inteligência artificial. Em Ex Machina (escrito e realizado por ele) iremos ver a que limites poderá chegar a inteligência e também a moralidade... artificial e humana.
Alex Garland já nos trouxe histórias como The Beach, 28 Days Later e Sunshine, mas em 2015 vai-se sentar pela primeira na cadeira de realizador para nos trazer o seu novo Ex Machina.
O filme aborda a (sempre) actual questão da inteligência artificial, e se as máquinas poderão ou não pensar e ter consciência própria, e como se pode ver pelo trailer... merece desde já lugar reservado na lista de filmes a ver em 2015. :)
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