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sábado, 4 de abril de 2009

Blade Runner: Finais Originais

Blade Runner é um daqueles clássicos cujo final já deu mais voltas que... sei lá quê!


O que provelmente não sabem é que, além das diferentes versões existentes: entre a originalmente exibida, o director's cut, e a versão final cut - existem ainda os finais que foram inicialmente pensados.

Estes sim, são os finais "originais" que nunca chegaram a ser filmados:


July 24, 1980 draft:

Roy Batty dies. (E em vez do seu fabuloso discurso a última coisa que diz é: "Crap.") Deckard arrasta-se até ao seu carro e vai até casa onde encontra Rachael. Ambos entram no veículo e saem da cidade, enquanto um voiceover de Deckard fala sobre o lindo dia que tiveram juntos. Depois Deckard leva-a até à neve e dá-lhe um tiro na cabeça. Se ele não o fizesse, alguém se encarregaria disso, explica o voiceover. Decker não pode voltar para a cidade, e deixa de ter certeza sobre o que é real ou não. Talvez nada seja real. Entrea no carro e conduz em direcção ao infinito. The end.


December 22, 1980 draft:

No dia seguinte a Deckard ter morto Batty, no apartamento com Rachel. Bryant chega e fala com Deckard no videofone. Deckard não deixa Bryant entrar e diz que está sozinho, mas Bryant sabe que ele mente. Bryant avisa Deckard que Gaff é ambicioso. Há longas pausas enquanto Deckard tenta perceber o que Bryant quer dizer, até que por fim entende. Deckard encontra Gaff a vigiar o seu apartamento e quase lhe dá um tiro. Mas Deckard (num voiceover!) diz que está cansado de puxar gatilhos. Em vez disso, foge com Rachel sem ser visto e partem de carro. Rachael pede a Deckard que pare por nunca tinha visto neve antes. Falam sobre Roy Batty, e como ele fez Deckard perceber que cada momento é precioso. Rachael diz que é o dia mais feliz da sua vida, e depois implora a Deckard que a mate. Ele dispara. Depois conduz dali para fora, percebendo que é tarde demais para fugir: "Não me dariam documentos para as colónias mesmo que os quisesse." E interroga-se sobre quem desenha "os que são como eu". Deckar olha para o céu, e a sua narração encerra o filme:

A grande companhia Tyrrell não me concebeu, mas quem quer que tenha sido, fê-lo muito melhor. 'Também estás programado,' ela disse-me, e estava certa. À minha maneira, eu era um modelo de combate, e Roy Batty era o meu falecido irmão.

The end.


February 23, 1981 version:

Deckard e Rachael estão no apartamento. Ele pergunta se ela o ama e se confia nele, ela diz que sim. Ele pega nalgumas coisas e dirigem-se para o elevador,  mas ele vê um pequeno unicórnio feito de papel. Deckard, já no carro, conduz entre os bosques a 160mph. Deckard e Rachael sorriem, mas um ponto luminoso pisca no visor do automóvel. Deckard coloca o unicórnio no painel do veículo, e enquanto conduz a alta velocidade ouve-se a sua voz em narração:

Sabia-o no telhado nessa noite. Éramos irmãos, o Roy Batty e eu! Modelos de combate de elite. Combatemos em guerras nunca antes sonhadas... e em pesadelos ainda sem nome. Éramos a nova gente... Roy e eu e a Rachel! Fomos feitos para este mundo. Este mundo pertence-nos!

E depois a câmara move-se para cima, e vemos o veículo de Gaff sobrevoando o bosque, em sua perseguição. The end.

quinta-feira, 6 de março de 2008

I Am Legend - Final Alternativo

Se já viram, o I Am Legend e ficaram um pouco desiludidos com o final, ou então sentem curiosidade em saber onde andam aquelas cenas que se viram na trailer mas não apareceram no filme, então fiquem com o final alternativo que não chegou às salas de cinema.



[update] Como é óbvio os vídeos foram retirados de quase todos os sites... dass!
Ainda encontrei um que funciona, aqui, vejam enquanto dura!

Senão deixo aqui a descrição do que acontece:

***SPOILER ALERT*** (Recomendado apenas a quem já viu o filme)

Na versão exibida nos cinema, quando Neville fica fechado no laboratório da sua cave, cercado pelos mutantes, Neville resokve o assunto à americana, com uma granada que destrói tudo, morrendo no processo.
Ora, neste final alternativo, o "chefe" dos mutantes começa a bater no vidro, tal como na versão original, no entanto - o que ele quer é a sua amada de volta, a mutante que Neville tem presa no laboratório e que ele conseguir fazer reverter para a forma humana. Neville interrompe o tratamento, ela volta a transformar-se numa das criaturas, e ele abre a porta para entregar a "rapariga" ao respectivo. Ficando no ar um sem número de questões que nos deixam bem mais "satisfeitos" que o final with a bang, e bem mais na "onda" da novela de Matheson em que o filme se inspirou..


Em minha opinião, este fim é muito mais interessante que o "oficial" e não sei o que os terá levado a decidir não usarem este.

Mas Hollywood é assim... veja-se o caso do The Abyss na versão extendida do realizador, que transformou completamente o filme. No caso de I Am Legend, a mudança não é tão grande assim, mas é sem dúvida um final mais coerente com todo o resto do filme.

Mais uns anos, e isto é tudo filmes interactivos, onde cada um vê o início/meio/fim à escolha, dependendo do estado de espírito que tiver no dia.

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