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sábado, 8 de março de 2008

Fantasporto - 10º Dia

Cecilie – Hans Fabian Wullenweber – DINAMARCA

"Cecilie vê e sente coisas que ninguém pode ver ou sentir. Com a ajuda de um médico, a mulher descobre uma ligação arrepiante entre a sua experiência e um assassinato brutal, cometido há trinta anos."
Ora cá está mais um filme Dinamarquês a dar cartas bem fortes. A história é bem original e mexe com algo mais do que pessoas possuídas por um espírito... Está bem pensado, e muito bem contado este filme. Algumas cenas de suspensa bem executadas, e só início é que estava a demorar a arrancar e já estava a prometer ser uma seca, mas depressa mudou de tom, e fica-se bem agarradinho à cadeira a acompanhar Cecilie numa viagem em que não se percebe bem se está louca, e em que ninguém acredita nela, a não ser um médico que tenta ver para além dos 5 dedos que temos na mão (referência Patch Adams).


You, the Living – Roy Andersson – SUÉCIA
"Um filme sobre a humanidade, a sua grandeza e sua baixeza, a alegria e a tristeza, a sua autoconfiança e a sua ansiedade, o seu desejo de amar e ser amado. Uma trágicomédia ou um drama trágico sobre todos nós, seres humanos.Vencedor do Festival de Chicago."
Este filme arrancou-me logo umas valentes gargalhadas no início. Assim numa onda Monty Python em algumas cenas completamente nonsense, tem um humor negro bem ao gosto do meu dente. Algumas situações do dia-a-dia retiradas das leis de Murphy, e de resto surreal quanto baste. Um bom filme, para gente marada! ;)


Shuteye Hotel – Bill Plympton – EUA
"“Shuteye Hotel” vai aterrorizar o seu sono, como “Tubarão” nos fez temer a água.
O mais recente trabalho de Bill Plympton é um “film noir” sobre um assassinato misterioso num hotel de segunda."
Bill Plympton é Bill Plympton, e esta curta vem mesmo à medida para este festival. Uma curta animada de terror, com todos ingredientes que se pede para o Fantasporto, terror, suspense, um mistério a ser resolvido, sexo, sangue, e muitos berros!!! :D


Occupations – Lars Von Trier – DINAMARCA
"Um crítico de cinema francês (Lars von Trier) e um homem de negócios vêm um filme durante o Festival de Cinema de Cannes. O homem de negócios não consegue estar calado. O filme faz parte do colectivo “Chancun son Cinema”, curtas metragens de 3 minutos encomendadas a realizadores famosos para comemorar os 60 anos do Festival de Cannes."
Ahaahaha muitos aplausos e gargalhada nos valeu esta curta de Lars Von Trier, em que é ele próprio o personagem principal. Aqui se passa aquilo que muitas vezes nos dá vontade, e nada fazemos, quando as pessoas sentadas ao nosso lado numa sala de cinema, simplesmente não fecham a matraca.... e mais não digo! ;D


Wolfhound – Nikolay Lebedev – RÚSSIA
"Um grande guerreiro, Wolfhound, é o último homem da tribo dos Grey Dogs. Após ter escapado de morte certa, Wolfhound tem um desejo só– vingança. Aceita servir de protector de Elen, a princesa de Galirad e numa viagem perigosa, cheia de mistérios. Na linha de “Lord of the Rings” com a habitual espectacularidade russa."
Ahhh caraças, soube-me bem. O filme transportou-me direitinho para dentro da aventura e só saí de lá mesmo no fim, quando passavam os créditos já há algum tempo. Não tenho nada a apontar de mau neste filme. Para quem gosta de filmes de heróis, e neste caso da Rússia, que é coisa rara, é alugar, sacar, comprar, whatever. Bom filme, longo, mas bem aproveitadinho do início ao fim, raros foram os momentos de seca, se é que houve. :)

quinta-feira, 6 de março de 2008

Wolfhound no Fantas

Infelizmente falhei este:

Los Cronocrimenes – Nacho Vigalondo – Esp – 88 min - CF/MELIÈS - v. o. leg. port.
Depois de agredido por um estranho armado com um par de tesouras e o rosto coberto com uma compressa cor-de-rosa, um homem entra acidentalmente numa máquina de tempo e viaja até uma hora atrás. Encontrar-se a ele próprio vai ser o primeiro de uma série de desastres com consequências imprevisíveis.
A estória parece engraçada, e agora não vou saber se o filme "concretiza" as expectativas ou não... mas, adiante que filmes não faltam!

E começamos o fim de tarde com
Cecilie – Hans Fabian Wullenweber – Din – 93 min - CF/MELIÈS - v. o. leg. port.
Cecilie vê e sente coisas que ninguém pode ver ou sentir. Com a ajuda de um médico, a mulher descobre uma ligação arrepiante entre a sua experiência e um assassinato brutal, cometido há trinta anos.



O filme está bem conseguido, e oferece uma nova perspectiva aos filmes de "espíritos" que voltam para ajudar a resolver um crime passado. Mais um prova de que o cinema Dinamarquês tem tudo o que é preciso para ganhar mais protagonismo no panorama do cinema Europeu.

De seguida tivemos
You, the Living – Roy Andersson – Sue – 95 min SR v. o. leg. port.
Um filme sobre a humanidade, a sua grandeza e sua baixeza, a alegria e a tristeza, a sua autoconfiança e a sua ansiedade, o seu desejo de amar e ser amado. Uma trágicomédia ou um drama trágico sobre todos nós, seres humanos.Vencedor do Festival de Chicago.
Bem, este é daqueles filmes que sinceramente não "encaixei". Admito que teve alguns momentos fabulosos, mas... não é o género de filme que eu aprecie. Mesmo com alguns momentos surreais e de nonsense a lembrar inspiração Monty Pitoniana (esses sim, adoro) no global não apreciei.

E rapidamente chegamos ao épico da noite, antecedido por duas curtas:
Shut-eye Hotel – Bill Plympton – EUA – 7 min -CF- v. o. leg. ingl
“Shut-eye Hotel” vai aterrorizar o seu sono, como “Tubarão” nos fez temer a água.
O mais recente trabalho de Bill Plympton é um “film noir” sobre um assassinato misterioso num hotel de segunda.
Occupations – Lars Von Trier – Din – 3 min -CF/MELIÈS- v. o. leg. ingl.
Um crítico de cinema francês (Lars von Trier) e um homem de negócios vêm um filme durante o Festival de Cinema de Cannes. O homem de negócios não consegue estar calado. O filme faz parte do colectivo “Chancun son Cinema”, curtas metragens de 3 minutos encomendadas a realizadores famosos para comemorar os 60 anos do Festival de Cannes.

O primeiro apresenta-nos mais uma obra de Bill Plympton. E oferece-nos toda uma estória de filme de terror em meros 7 minutos. Imperdível para todos os fãs de cinema de animação e do fantástico.

O segundo, uma curta ultra curta de Lars von Trier, que devia ser exibida antes de TODAS as sessões, para relembrar ao pessoal que passa não se cala durante a exibição de um filme que, às vezes, isso pode ter consequências nefastas!
Eu sugiro à organização que passe esta curta em vez do secante spot publicitário da SIC. :)
(eu sei, eu sei, patrocínios... não se pode evitá-los!)


E chegou a altura da estrela da noite:
Wolfhound – Nikolay Lebedev – Rus – 136 min - CF - v. o. leg. port.
Um grande guerreiro, Wolfhound, é o último homem da tribo dos Grey Dogs. Após ter escapado de morte certa, Wolfhound tem um desejo só– vingança. Aceita servir de protector de Elen, a princesa de Galirad e numa viagem perigosa, cheia de mistérios. Na linha de “Lord of the Rings” com a habitual espectacularidade russa.



Uma super épica mega produção russa, onde a comparação com o Lord of the Rings é inevitável. Ao longo de mais de 2h de filme acompanhamos a aventura de um guerreiro que procura vingança. Muita acção e magia à mistura, não faltando sequer os excelentes efeitos especiais (embora, por uma ou outra vez estes deixassem um pouco a desejar - mas isso é algo que afecta quase todos os filmes, incluindo as mega produções de Hollywood.)

Altamente recomendado para todos os fãs de filmes do género.

Estranhamente, e por muito improvável que possa parecer, até se conseguem ver algumas (bastantes?) influências de Star Wars! Vejam se descobrem o "R2D2" companheiro do herói, um Obiwan versão Nª Srª de Fátima, e ainda... quando chegarem à batalha final, então... aí nem disfarçam nada! :)

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