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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
The Hobbit: An Unexpected Journey a 48fps
Bem a tempo de satisfazer as necessidades cinematográficas para este Natal, chega ao nosso país o mais recente trabalho de Peter Jackson que nos faz regressar à Middle-earth de J.R.R. Tolkien. Nesta primeira parte de The Hobbit: The Unexpected Journey (a que se seguirão outros dois filmes The Hobbit: The Desolation of Smaug, e The Hobbit: There and Back Again) podemos encontrar bastantes paralelos com o primeiro filme do Lord of the Rings.
Aliás, a fórmula parece ser a mesma: um jovem hobbit que sai do conforto da sua terra (um pouco contrariado) para se meter em aventuras inesperadas e de escala bem superior à sua pequena estatura - e as semelhanças vão-se repetindo ao longo do filme, desde a passagem pela cidade dos elfos, os ataques dos inimigos, e até a um quase "final" ao estilo do primeiro filme. (Embora, aqui não sei até que ponto se possa atribuir a culpa a Peter Jackson, ou se será devido a Tolkien.)
Neste The Hobbit estamos perante uma história que se passa antes dos acontecimentos do Lord of the Rings - mas com certos aspectos "sobrepostos" e a servirem de prenúncio ao que estava para vir. Bilbo Baggins vai ser "arrastado" para uma aventura com um 13 anões que pretendem reclamar o seu reino que foi ocupado por um dragão - mas isso será algo que apenas veremos a sério nos próximos filmes.
No entanto, para além do filme épico que é... este filme estreia também algumas novidade tecnológicas que vão mudar o panorama do cinema digital (e ainda bem).
Os 48fps e o shutter a 270º
Felizmente cá em Portugal temos a possibilidade de ver o The Hobbit na sua versão 3D a 48fps, tal como Peter Jackson quis que fosse visto. Contrariamente aos filmes tradicionais - que têm estado presos nos 24fps por culpa da "tradição", que vem dos tempos em que se teve que arranjar um framerate que criasse a ilusão de uma imagem em movimento com o mínimo de qualidade visual... mas sem gastar demasiada da preciosa película cinematográfica - neste The Hobbit podemos ver um filme gravado ao dobro da frequência.
Quer isto dizer que temos o "dobro" da informação visual... duas imagens que proporcionam uma experiência visual de outro nível (embora, algumas pessoas digam que com isso também se perde o "look" do cinema).
No entanto, ainda fica por determinar até que ponto este look diferente - que em muitos casos se aproxima do aspecto "vídeo" - será devido ao framerate duplicado, ao à utilização de uma velocidade de shutter também diferente: a 270º em vez dos 180º.
Tecnologia à parte, o que posso dizer é que senti as diferenças logo a partir dos primeiros segundos. Poderei não ser o caso normal, já que tenho sido um forte crítico dos 24fps há bastante tempo, e sempre me senti particularmente irritado pelas imagens "saltitantes" do cinema tradicional (mas também sou das pessoas que se queixa do "rainbow effect" dos projectores DLP).
Portanto, entrei na sala já com a predisposição de que os 48fps eram algo de que iria gostar - e não, como outros poderão fazer, de irem ver o filme já predispostos a falar mal por "arruinar" o aspecto tradicional do filme em película.
As imagens são bastante mais fluidas (o dobro!), e nem que fosse só por isso - já me daria por contente. Não vou negar que há algumas cenas onde as coisas parecem um pouco estranhas, por terem "realismo a mais". Mas, sinceramente, penso que isso se deve apenas a uma questão de habituação - por estarmos habituados a ver os filmes sem tal definição ou realismo (à semelhança da habituação necessária na passagem do cinema mudo para o falado, e do preto e branco para as cores).
Senti também um efeito curioso de, se por um lado as imagens em 3D se tornam menos cansativas a 48fps, por outro lado houve alturas em que senti um "cansaço" estranho nos olhos, como se estivessemos a ver "definição a mais". É difícil explicar... e não foi algo que se possa dizer que é desconfortável, mas... é "estranho". Mas o que mais preocupava, era saber que depois do final do filme teria que voltar a ver outros filmes em 24fps! :)
Mas por outro lado, interrogo-me sobre o que acharão as pessoas que simplesmente vão ver o filme, sem "conhecimento" dos 24/48fps - e se repararão nas diferenças. Se forem com amigos que não liguem a este tipo de coisas, perguntem-lhes a opinião e se notaram diferenças (e deixem também as vossas opiniões nos comentários. :)
Aliás, a fórmula parece ser a mesma: um jovem hobbit que sai do conforto da sua terra (um pouco contrariado) para se meter em aventuras inesperadas e de escala bem superior à sua pequena estatura - e as semelhanças vão-se repetindo ao longo do filme, desde a passagem pela cidade dos elfos, os ataques dos inimigos, e até a um quase "final" ao estilo do primeiro filme. (Embora, aqui não sei até que ponto se possa atribuir a culpa a Peter Jackson, ou se será devido a Tolkien.)
Neste The Hobbit estamos perante uma história que se passa antes dos acontecimentos do Lord of the Rings - mas com certos aspectos "sobrepostos" e a servirem de prenúncio ao que estava para vir. Bilbo Baggins vai ser "arrastado" para uma aventura com um 13 anões que pretendem reclamar o seu reino que foi ocupado por um dragão - mas isso será algo que apenas veremos a sério nos próximos filmes.
No entanto, para além do filme épico que é... este filme estreia também algumas novidade tecnológicas que vão mudar o panorama do cinema digital (e ainda bem).
Os 48fps e o shutter a 270º
Felizmente cá em Portugal temos a possibilidade de ver o The Hobbit na sua versão 3D a 48fps, tal como Peter Jackson quis que fosse visto. Contrariamente aos filmes tradicionais - que têm estado presos nos 24fps por culpa da "tradição", que vem dos tempos em que se teve que arranjar um framerate que criasse a ilusão de uma imagem em movimento com o mínimo de qualidade visual... mas sem gastar demasiada da preciosa película cinematográfica - neste The Hobbit podemos ver um filme gravado ao dobro da frequência.
Quer isto dizer que temos o "dobro" da informação visual... duas imagens que proporcionam uma experiência visual de outro nível (embora, algumas pessoas digam que com isso também se perde o "look" do cinema).
No entanto, ainda fica por determinar até que ponto este look diferente - que em muitos casos se aproxima do aspecto "vídeo" - será devido ao framerate duplicado, ao à utilização de uma velocidade de shutter também diferente: a 270º em vez dos 180º.
Tecnologia à parte, o que posso dizer é que senti as diferenças logo a partir dos primeiros segundos. Poderei não ser o caso normal, já que tenho sido um forte crítico dos 24fps há bastante tempo, e sempre me senti particularmente irritado pelas imagens "saltitantes" do cinema tradicional (mas também sou das pessoas que se queixa do "rainbow effect" dos projectores DLP).
Portanto, entrei na sala já com a predisposição de que os 48fps eram algo de que iria gostar - e não, como outros poderão fazer, de irem ver o filme já predispostos a falar mal por "arruinar" o aspecto tradicional do filme em película.
As imagens são bastante mais fluidas (o dobro!), e nem que fosse só por isso - já me daria por contente. Não vou negar que há algumas cenas onde as coisas parecem um pouco estranhas, por terem "realismo a mais". Mas, sinceramente, penso que isso se deve apenas a uma questão de habituação - por estarmos habituados a ver os filmes sem tal definição ou realismo (à semelhança da habituação necessária na passagem do cinema mudo para o falado, e do preto e branco para as cores).
Senti também um efeito curioso de, se por um lado as imagens em 3D se tornam menos cansativas a 48fps, por outro lado houve alturas em que senti um "cansaço" estranho nos olhos, como se estivessemos a ver "definição a mais". É difícil explicar... e não foi algo que se possa dizer que é desconfortável, mas... é "estranho". Mas o que mais preocupava, era saber que depois do final do filme teria que voltar a ver outros filmes em 24fps! :)
Mas por outro lado, interrogo-me sobre o que acharão as pessoas que simplesmente vão ver o filme, sem "conhecimento" dos 24/48fps - e se repararão nas diferenças. Se forem com amigos que não liguem a este tipo de coisas, perguntem-lhes a opinião e se notaram diferenças (e deixem também as vossas opiniões nos comentários. :)
Posted by
Carlos Martins
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Labels: An Unexpected Journey, Peter Jackson, Review, The Hobbit
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Estreias da Semana
The Hobbit: An Unexpected Journey - O Hobbit: Uma Viagem Inesperada
Realizador: Peter Jackson
Actores: Billy Connolly, Cate Blanchett, Christopher Lee, Elijah Wood, Orlando Bloom
Now Is Good - Agora fico Bem
Realizador: Ol Parker
Actores: Dakota Fanning, Jeremy Irvine, Kaya Scodelario, Olivia Williams, Paddy Considine, Sarah Hadland
Sammy's Adventures 2
Realizador: Ben Stassen
Vozes: Billy Unger, Isabelle Fuhrman, Melanie Griffith, Pat Carro
Posted by
Carlos Martins
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08:03
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Labels: An Unexpected Journey, Estreias, Now is Good, Sammy, The Hobbit
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
The Hobbit: An Unexpected Journey [Trailer]
Já temos o trailer do The Hobbit: An Unexpected Journey Trailer, mais um filme de Peter Jackson que volta a atirar-nos para o mundo criado por J. R. R. Tolkien e que tem conquistado leitores e espectadores nas últimas décadas.
A estreia em Portugal está agendada para 13 de Dezembro.
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