Em 2003, não há como não relembrar as aventuras de uma jovem Eliza Dushku quando o grupo de amigos com que seguia decide tomar o caminho errado em Wrong Turn.
Sim, o filme está carregado de clichés dos filmes de "grupo de jovens que fica perdido nas montanhas/desertos/florestas/etc.", mas consegue ter a dose certa de ingredientes que nos faz oscilar continuamente entre as partes quase cómicas... e aquelas capazes de nos arrepiar.
... Podem (e devem) é evitar todos os Wrong Turn que se seguiram (penso que já vai no 6 ou 7), pois aí é que a coisa é sempre a descer (o que considerando o ponto de partida, não lhes dá grande margem de manobra! :)
Em jeito de compensação, fiquem com algumas menções honrosas este ano: Darkness Falls, Haute Tension, Dreamcatcher, Underworld.
Não sei se ficará muito mal dizer que até gostei bastante do primeiro Wrong Turn em 2003 - que até contava com a participação de Eliza Dushku - mas como é habitual em Hollywood... quando alguém se revela com algum tipo de sucesso, nada como explorá-lo até à exaustão com outros filmes que tentam amealhar à custa do "nome" do original... Em Wrong Turn isso foi sucedendo ao longo dos anos, até agora nos chegar este Wrong Turn 5.
Neste Wrong Turn já nem sequer temos a tradicional história de um grupo que se perde por um caminho errado, mas sim de uma festa numa povoação remota onde todos se mascaram de "anormais das montanhas". E claro... lá têm que aparecer os anormais "a sério" para estragar a festa. Quando o seu chefe de família (que os mantinha sob controlo - embora ele próprio seja completamente psicopata) é preso pela polícia local, os restantes membros ficam à solta para fazerem tudo o que lhes apetece, para o libertarem. E isso significa muitas mortes e muita tortura ao grupo de "turistas" e de todos os que se atravessarem no seu caminho.
Talvez o ponto que mereça maior destaque no filme seja a participação de Doug Bradley, o eterno Pin Head da saga Hellraiser.
Uma participação que poderá ajudar a fazer (algum) sentido das cenas chocantes que temos neste Wrong Turn 5, que entram perfeitamente em zonas que se poderão dizer doentias (do género de ter um dos anormais mutantes a estripar uma das vítimas e a dar-lhe a comer as suas próprias tripas... e já ficam com uma ideia do "nível" deste filme.)
Se calhar estou a ficar mais sensível com a idade, mas o que é certo é que já não esperava ver algo que me incomodasse num filme (depois do "Serbian Film" achei que já tinha visto tudo). Embora se trate apenas de mutilações e afins, o que é certo é que o grau de tortura e violência é suficiente para arrepiar... e se o faz a mim, que normalmente sou imune a estas coisas, imagino o que fará a um espectador "normal"!
Quanto ao filme, para além destas cenas chocantes... praticamente não existe. Poderemos dizer que o filme serve apenas como suporte para as cenas chocantes que vão sendo apresentadas, à medida que cada um dos intervenientes vai sucumbindo à família de monstros assassinos.
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