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sábado, 30 de janeiro de 2010
Entrevista London Sessions
A menos de um mês do início do Fantasporto fomos falar com o Carlos Carneiro e o Júlio Alves da London Sessions, responsáveis por trazerem ao Porto o Workshop SFX Masterclass/Fantasporto 2010, onde se poderá contar com a presença de dois dos maiores especialistas em efeitos especiais: David Marti (O Labirinto do Fauno) e Colin Arthur (2001 - Odisseia no Espaço).
Aqui fica a nossa breve conversa com estes dois jovens criadores.
umdiafuiaocinema: Carlos, quem é a London Sessions?
Carlos: A London Sessions é Carlos Carneiro e todos os seus colaboradores, desde realizadores, chefes de produção, de pop makers a fotógrafos.
Júlio: Eu sou um dos colaboradores da London Sessions, mas também estou ligado a outras produtoras como a RIOT, que é uma produtora que está a nascer aqui no Porto.
umdiafuiaocinema: Estão a trabalhar no mercado Português?
Carlos: Sim, temos uma curta metragem de José Castro intitulada Constança em pós-produção. Temos um documentário de Joana Barra Vaz, "Meu Caro Amigo Chico" também em pós-produção. Fizemos um vídeo para a Bypass Magazine. Para o Fantasporto estamos a organizar este evento de SFX e temos ainda a curta metragem "On The Roadie" que foi filmado no Porto e ganhou o Prémio Público do Festival Porto7.
Júlio: Eu agora como voltei para Portugal, estou a trabalhar cá. De momento ando a fazer alguns trabalhos na RIOT, como filmes publicitários, vídeoclips para algumas bandas daqui do Porto como os Dealema ou Cabaret Fortuna, e em breve teremos algumas curtas metragens. Também colaboro frequentemente com o Teatro de Ferro.
umdiafuiaocinema: E há um mercado Português de Cinema Fantástico?
Carlos: Claro! Há tudo o que nós quisermos. Olha para o caso do David Marti, não havia SFX em Barcelona quando ele começou e passado 20 anos ganha um óscar! Ele e o Guillermo sabiam lá o que ia acontecer passado este tempo todo. Mas fizeram aquilo que gostam mais, fizeram bem, abriram caminho a outros e começam a ter recompensas desse esforço. Por isso em Portugal tem é que ser bola prá frente... O mercado fazemo-lo nós!
Júlio: Mercado existe porque as pessoas enchem salas para ir ver o Labirinto do Fauno ou o Avatar. Mas agora o cinema português ainda tem uma longa batalha pela frente com o público, então o Fantástico ui... Mas não podemos desistir, temos é de produzir produzir produzir e lutar pelo nosso espaço dentro da indústria cinematográfica cá em Portugal.
umdiafuiaocinema: Como surgiu a ideia de fazer o workshop SFX Masterclass / Fantasporto 2010?
Carlos: Conversa entre eu e o Júlio. Há tantos eventos em Londres deste género que ele pensou "era do cacete fazer isto em Portugal e até no FANTAS!". Eu concordei e pus-me logo a pensar na coisa. Fez sentido. A ideia é inspirar estudantes, profissionais e amantes do género a fazerem mais e melhor. E a vinda de dois grandes nomes só pode ajudar. E além disso, neste Festival ainda faz mais sentido! Verdade?
Júlio: Como o Carlos disse, a ideia surgiu em algumas conversas em Londres e como eu trabalhei durante sete anos em Portugal sabia que existia falta de boa formação nestas áreas. Depois também nós somos os dois fãs do Fantasporto, e foi só juntar A+B.
umdiafuiaocinema: Já trabalharam com o David Marti ou o Colin Arthur?
Júlio: Eu já trabalhei com o Colin e conheço-o relativamente bem, ele é fantástico e tem uma paixão gigante pelo seu trabalho. Uma pessoa só chega ao nível dele se realmente amar o que faz. E trabalhar com ele foi fantástico porque se aprende muito, e ele dá uma liberdade muito grande aos seus colaboradores. O David não conheço pessoalmente mas pelos contactos que fizemos até agora ele parece-me ser uma pessoa excelente, mas devo estar com ele neste próximo fim de semana em Londres no IMATS.
umdiafuiaocinema: Que podemos esperar ver neste workshop?
Júlio: Nestas duas Masterclasses, acima de tudo vão poder ver ao vivo o trabalho de dois grandes nomes dos efeitos especiais do mundo, e poder tirar dúvidas com eles enquanto eles fazem algumas demonstrações. Cada um irá apresentar áreas um pouco distintas dentro dos efeitos especiais.
O Colin apresentará algumas peças mais mecânicas, a parte dele será mais efeitos fisicos.
O David deverá apresentar algo mais dentro do mundo da caracterização, e penso que também irá trazer algumas coisas antigas dele, talvez um Fauno, quem sabe.
No workshop também vai estar presente uma empresa que é lider em produtos para estas áreas, por isso espero que este evento entusiasme os jovens que se estão a lançar no mercado agora, e que traga uma lufada de ar fresco aos que já aí andam há alguns anos.
umdiafuiaocinema: Há mais Filipes Melo em Portugal, ou é um caso único?
Carlos: Falas específicamente de cineastas do género "I'll See You In My Dreams"? Sabes que este género está em grande neste momento, olha para o que se passa na televisão nos dias que correm. Não me admira que comecem a surgir mais e mais filmes de Zombies, de Terror, Shape-Shifters, etc...
Júlio: Amantes de filmes de Zombies e Terror existem cada vez mais. Agora o Filipe Melo parece-me ser caso único, porque uma coisa é gostar-se de cinema deste género outra é fazer e fazer-se bem.
umdiafuiaocinema: Nos vossos projectos estará incluído fazerem o vosso próprio filme?
Carlos: Filme de terror? Eu adorava!! Se o Júlio não ficar muito ocupado com a RIOT vamos embarcar nesse projecto, mas este seria um filme para eu realizar. Os melhores ficam para mim! Mas aquilo que eu adorava era fazer um filme de suspense! Isso é que era, deixar-te ali no lugar, ansioso, porque pensas que algo vai acontecer... Agora, ou acontece e acontece bem e em grande, ou não. Gosto de ambas opções.
Júlio: O meu próprio filme.... era fantástico. Ia haver tanto sanguinho ahahaha
Aqui fica a nossa breve conversa com estes dois jovens criadores.
umdiafuiaocinema: Carlos, quem é a London Sessions?
Carlos: A London Sessions é Carlos Carneiro e todos os seus colaboradores, desde realizadores, chefes de produção, de pop makers a fotógrafos.
Júlio: Eu sou um dos colaboradores da London Sessions, mas também estou ligado a outras produtoras como a RIOT, que é uma produtora que está a nascer aqui no Porto.
umdiafuiaocinema: Estão a trabalhar no mercado Português?
Carlos: Sim, temos uma curta metragem de José Castro intitulada Constança em pós-produção. Temos um documentário de Joana Barra Vaz, "Meu Caro Amigo Chico" também em pós-produção. Fizemos um vídeo para a Bypass Magazine. Para o Fantasporto estamos a organizar este evento de SFX e temos ainda a curta metragem "On The Roadie" que foi filmado no Porto e ganhou o Prémio Público do Festival Porto7.
Júlio: Eu agora como voltei para Portugal, estou a trabalhar cá. De momento ando a fazer alguns trabalhos na RIOT, como filmes publicitários, vídeoclips para algumas bandas daqui do Porto como os Dealema ou Cabaret Fortuna, e em breve teremos algumas curtas metragens. Também colaboro frequentemente com o Teatro de Ferro.
umdiafuiaocinema: E há um mercado Português de Cinema Fantástico?
Carlos: Claro! Há tudo o que nós quisermos. Olha para o caso do David Marti, não havia SFX em Barcelona quando ele começou e passado 20 anos ganha um óscar! Ele e o Guillermo sabiam lá o que ia acontecer passado este tempo todo. Mas fizeram aquilo que gostam mais, fizeram bem, abriram caminho a outros e começam a ter recompensas desse esforço. Por isso em Portugal tem é que ser bola prá frente... O mercado fazemo-lo nós!
Júlio: Mercado existe porque as pessoas enchem salas para ir ver o Labirinto do Fauno ou o Avatar. Mas agora o cinema português ainda tem uma longa batalha pela frente com o público, então o Fantástico ui... Mas não podemos desistir, temos é de produzir produzir produzir e lutar pelo nosso espaço dentro da indústria cinematográfica cá em Portugal.
umdiafuiaocinema: Como surgiu a ideia de fazer o workshop SFX Masterclass / Fantasporto 2010?
Carlos: Conversa entre eu e o Júlio. Há tantos eventos em Londres deste género que ele pensou "era do cacete fazer isto em Portugal e até no FANTAS!". Eu concordei e pus-me logo a pensar na coisa. Fez sentido. A ideia é inspirar estudantes, profissionais e amantes do género a fazerem mais e melhor. E a vinda de dois grandes nomes só pode ajudar. E além disso, neste Festival ainda faz mais sentido! Verdade?
Júlio: Como o Carlos disse, a ideia surgiu em algumas conversas em Londres e como eu trabalhei durante sete anos em Portugal sabia que existia falta de boa formação nestas áreas. Depois também nós somos os dois fãs do Fantasporto, e foi só juntar A+B.
umdiafuiaocinema: Já trabalharam com o David Marti ou o Colin Arthur?
Júlio: Eu já trabalhei com o Colin e conheço-o relativamente bem, ele é fantástico e tem uma paixão gigante pelo seu trabalho. Uma pessoa só chega ao nível dele se realmente amar o que faz. E trabalhar com ele foi fantástico porque se aprende muito, e ele dá uma liberdade muito grande aos seus colaboradores. O David não conheço pessoalmente mas pelos contactos que fizemos até agora ele parece-me ser uma pessoa excelente, mas devo estar com ele neste próximo fim de semana em Londres no IMATS.
umdiafuiaocinema: Que podemos esperar ver neste workshop?
Júlio: Nestas duas Masterclasses, acima de tudo vão poder ver ao vivo o trabalho de dois grandes nomes dos efeitos especiais do mundo, e poder tirar dúvidas com eles enquanto eles fazem algumas demonstrações. Cada um irá apresentar áreas um pouco distintas dentro dos efeitos especiais.
O Colin apresentará algumas peças mais mecânicas, a parte dele será mais efeitos fisicos.
O David deverá apresentar algo mais dentro do mundo da caracterização, e penso que também irá trazer algumas coisas antigas dele, talvez um Fauno, quem sabe.
No workshop também vai estar presente uma empresa que é lider em produtos para estas áreas, por isso espero que este evento entusiasme os jovens que se estão a lançar no mercado agora, e que traga uma lufada de ar fresco aos que já aí andam há alguns anos.
umdiafuiaocinema: Há mais Filipes Melo em Portugal, ou é um caso único?
Carlos: Falas específicamente de cineastas do género "I'll See You In My Dreams"? Sabes que este género está em grande neste momento, olha para o que se passa na televisão nos dias que correm. Não me admira que comecem a surgir mais e mais filmes de Zombies, de Terror, Shape-Shifters, etc...
Júlio: Amantes de filmes de Zombies e Terror existem cada vez mais. Agora o Filipe Melo parece-me ser caso único, porque uma coisa é gostar-se de cinema deste género outra é fazer e fazer-se bem.
umdiafuiaocinema: Nos vossos projectos estará incluído fazerem o vosso próprio filme?
Carlos: Filme de terror? Eu adorava!! Se o Júlio não ficar muito ocupado com a RIOT vamos embarcar nesse projecto, mas este seria um filme para eu realizar. Os melhores ficam para mim! Mas aquilo que eu adorava era fazer um filme de suspense! Isso é que era, deixar-te ali no lugar, ansioso, porque pensas que algo vai acontecer... Agora, ou acontece e acontece bem e em grande, ou não. Gosto de ambas opções.
Júlio: O meu próprio filme.... era fantástico. Ia haver tanto sanguinho ahahaha
Posted by
Bruno Ramalho
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Labels: Efeitos Especiais, Entrevistas, Fantasporto, Workshops
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Entrevista ao Criador da TAKE - Jose Soares
Já todos vós conhecerão a fabulosa revista digital sobre cinema: TAKE.
No entanto, o mesmo não sucederá quanto ao seu criador José Soares... e por isso mesmo, lembrei-me de fazer uma curta "entrevista" via email, para que todos vocês ficassem a conhecer um bocadinho mais sobre os bastidores desta excelente iniciativa que já dispensa provas das suas qualidades.
1DFC = Um Dia Fui ao Cinema
JS = José Soares, criador da Take
1DFC: Em primeiro lugar, diz-nos algo sobre ti: quem és, o que fazes?
JS - Sou designer de comunicação, freelancer. Sou apaixonado pela imagem e é isso que me faz viver. A fotografia sempre foi um dos meu hobbies de eleição, passo a vida a observar e enquadrar. O cinema dá-me a oportunidade de olhar pelo olhos de outra pessoa e com isso aprender e sentir coisas diferentes e interessantes.1DFC: Como surgiu a ideia de criar a TAKE, e quais os seus objectivos?
JS - A ideia que se tornou a Take surgiu em Setembro de 2007, aquando da notícia do fim da Premiere. Após essa notícia e observando o vazio e a desolação da comunidade cinéfila portuguesa na net, depressa senti o impulso de contribuir para preencher essa necessidade, decidi juntar uma equipa que tivesse esta mesma motivação e lutar em conjunto para "dar cinema", este sim o objectivo principal da Take.Outro dos objectivos principais é apoiar e divulgar festivais e outros eventos nacionais relacionados com cinema, sejam estes grandes festivais internacionais ou a 1ª edição de um qualquer projecto que nos seja apresentado. Como temos feito até aqui, dentro das nossas capacidades, faremos o melhor para dar a conhecer o que se passa e o que se faz.
Existem ainda outros objectivos que surgiram logo à "nascença" da Take, mas ainda é cedo para revelar...
1DFC: Após 16 edições, achas que esses objectivos foram atingidos?
JS - Sim, conseguimos chegar ao público cinéfilo e marcar a nossa presença em vários festivais como parceiros media.O objectivo "dar cinema" foi também largamente atingido, para além dos artigos da revista, e através das parcerias com praticamente todas as distribuidoras nacionais, levámos mais de 2300 pessoas a antestreias, o que, para nós, é um enorme orgulho.
Falta-nos ainda chegarmos a mais pessoas para podermos aumentar esta capacidade de dar cinema.
1DFC: Qual tem sido a reacção dos leitores da TAKE, enviam-te feedback, emails?
JS - Desde o início que sentimos o feedback dos nossos leitores. Recebemos vários emails saudando o nosso trabalho, o que muito nos alegra e alimenta. É também curioso o número de emails que nos surgem a perguntar "onde se vende?" e "como posso fazer uma assinatura?". Isto revela a vontade que muitos leitores têm em ver a Take nas bancas, umas vezes por desejar uma edição impressa e outras por acharem que a revista existe mesmo em papel, mas que só encontram o site.Outra manifestação interessante é a encontrada nos mais variados blogs que nos referenciam e comentam a cada nova edição.
Um bem haja a todos os que nos têm apoiado.
1DFC: Quais são os pontos que achas que podem/devem ser melhorados?
JS - A meu ver, a leitura da revista directamente no site é algo a melhorar. Isto prende-se também com o facto de ser um sistema não habitual onde é necessária uma certa "ginástica" até o utilizador se familiarizar com o modo de funcionamento. Contudo, aconselho os nossos leitores a fazerem o download do pdf para tirarem o melhor partido da Take.1DFC: Fazer uma revista desta dimensão com a qualidade que temos visto, não é fácil. Como consegues fazê-lo - ainda por cima sem qualquer tipo de apoios?
JS - A concepção da Take requer uma enorme entrega da minha parte e da parte de todos os colaboradores. São necessárias muitas horas, é um trabalho contínuo, muitas vezes esgotante. Mas é um compromisso que criei, acatei e que pretendo manter. Sacrifico a minha vida pessoal para levar este projecto para a frente, o que, podem calcular, trás algumas repercursões menos saudáveis, mas penso que serão recompensadas com a continuidade e estabilidade da revista.As opiniões, as visitas, as participações nos passatempos e o reconhecimento dado ao trabalho que é desenvolvido na Take, são os ingredientes que nos ajudam a querer dar cada vez mais e melhor por este projecto. No fundo, é um enorme prazer poder dar cinema.
1DFC: Planos para o Futuro?
JS - Continuar a dar cinema é o principal objectivo. Para isso pretendemos apostar algo mais na divulgação de modo a chegar a mais e mais pessoas. Contamos também com a ajuda dos nossos leitores nesse sentido.Como disse no início, tenho alguns planos a médio prazo que serão revelados quando devidamente amadurecidos e avaliados, mas podem continuar a contar com a nossa paixão pelo cinema.
E é tudo. Resta-me agradecer profundamente ao José Soares por ter gentilmente acedido a responder às minhas perguntas, e já sabem: TAKE a revista que dá cinema, está apenas a um clique de distância.
domingo, 22 de fevereiro de 2009
Watchmen VFX Interview
Para os fãs de Watchmen, aqui fica uma entrevista a Zack Snyder (realizador) e John Des Jardin (supervisor dos efeitos visuais.)
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