terça-feira, 9 de outubro de 2018

Elite


Depois da "Casa de Papel", temos nova série espanhola na Netflix que está a dar que falar. Em Elite a trama continua a ser a escola, mas desta vez uma escola privada de elite, para onde três estudantes "comuns" vão estudar devido ao desabamento da sua escola.

A série desde logo revela que houve um homicídio, com cada episódio a passar-se essencialmente em flashback e com alguns momentos do que se está a passar no presente. Em certas alturas é impossível não nos recordarmos de algumas semelhanças com o "13 Reasons Why", mas sem que se chegue ao ponto de considerar este Elite como um "copianço" desse (podendo, quanto muito, culpar-se a receita da Netflix para produções com elementos que interessam aos espectadores).

Será talvez essa receita que faz com que a série não poupe na representação da classe "de elite" com todo o tipo de estereótipos esperados: o bully, filho de um empresário corrupto; a filha ninfomaníaca de uma aristocrata; o desportista bem sucedido que esconde ser gay; a filha de diplomatas que acha que as regras não se aplicam a si; a filha rebelde que se insurge contra os pais; etc. etc. Do lado da "plebe", temos também uma overdose de estereótipos em resposta: o menino "bonzinho" que enfrenta todas as adversidades, incluindo um irmão que acaba de sair da cadeia; uma jovem inteligente muçulmana, cujo irmão não só trafica droga como também em gay; e não faltando o "simplório" que se admite como burro mas que é o rei da festa e não tem papas na língua.

Uma caldeirada condensada de retratos esperados da sociedade... mas quem surpreendentemente, acaba por resultar bastante bem. Já sabemos que se tem que sofrer até ao final para saber quem é o criminoso (embora perto do fim isso se relativamente fácil prever quem foi), e quando muito, a série só peca por terminar a pedir a segunda temporada...


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