sexta-feira, 28 de julho de 2017

Valerian and The City of a Thousand Planets


Luc Besson está de regresso, com um filme que acaba por representar um dos seus grandes sonhos; dar a conhecer ao mundo os fantásticos personagens Valerian e Laureline que fascinaram gerações através da banda desenhada. Valerian and The City of a Thousand Planets é por isso um filme especial... e que simultaneamente serve como "desforra" para demonstrar que podia ser feito.

Facilmente se compreende que este era um filme que Besson queria fazer, tendo aproveitado a oportunidade para fazer tudo aquilo que não pode fazer no The Fifth Element, filme que foi feito numa altura em que os efeitos digitais ainda não estavam suficientemente avançados. Desta vez isso não é problema, e temos direito a efeitos com fartura... provavelmente havendo poucas cenas no filme onde *não* haja algum tratamento CGI nalguma coisa.

O filme acaba por ter uma história bastante básica, mas suficientemente adornada por dificuldades capazes de nos entreter ao longo de duas horas. No entanto, ficamos apenas e puramente pelo "divertimento", nunca havendo situações que nos façam ficar preocupados com os personagens, nem mesmo quando têm que enfrentar as situações mais complicadas, que conseguem superar sempre sem grandes dificuldades.

A escolha do jovem Dane DeHaan para Valerian não me parece que tenha sido a mais adequada (tendo um rosto demasiado "infantil" para alguém que deveria ser um agente veterano), e também é pena que, embora sendo feitas várias referências ao longo do filme, nunca tenha sido abordada a questão da nossa dupla de heróis serem agentes espaço-temporais, que têm a capacidade de viajar no tempo.

... Talvez isso fique para o próximo filme...


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