sexta-feira, 12 de junho de 2015

Jurassic World

Mais de duas décadas depois de Spielberg nos ter maravilhado com Jurassic Park, os dinossauros estão de regresso com Jurassic World desta vez com Colin Trevorrow na cadeira do realizador, e Chris Pratt e Bryce Dallas Howard como protagonistas.

Em Jurassic World, continuamos a ter uma ilha cheia de dinossauros transformada em parque temático, mas que se tem vindo a ressentir da quebra de visitantes, necessitando de regularmente apresentar "novidades" que reavivem o interesse do público. Para isso a solução foi criar um dinossauro ainda maior que o T-Rex... e que depressa se vem a descobrir ter algumas capacidades especiais.

Junte-se a isto um ex-militar com jeito para os animais, e uma tia atarefada (responsável pela gestão do parque) que recebe uma visita dos seus dois sobrinhos que se aventuram pelo parque na pior altura, e temos a receita para este filme.

Para quem viu os anteriores filmes da saga (e quem não viu!?!) são várias as homenagens feitas, quer em em cenas que são quase replicadas dos anteriores, como algumas que nelas são inspiradas. Mas ainda assim, e com as cenas de acção a estarem muito bem conseguidas, o filme acaba por parecer sofrer do mesmo mal que o parque que retrata: de que seria necessário algo mais para conquistar o verdadeiro interesse do público. Talvez as coisas sejam diferentes para aqueles que só agora irão tomar contacto com o mundo Jurásssico no cinema, e o filme lhes transmita a mesma sensação de espanto que o original fez em 1993... Mas para os outros, acaba por ser quase um "remake" com os ingredientes já muito bem conhecidos.

Para terminar, apenas um pequeno aparte de que, passados 20 anos, o filme poderia finalmente ter ganho a coragem necessária para representar os dinossauros da forma que as últimas descobertas têm indicado - e de que muitos destes dinossauros estariam, na verdade, repleto de penas e plumagem. Situação que faz com que esta representação deles, que estamos habituados a ver, seja equivalente a ver um filme sobre galinhas, onde elas sejam apresentadas como estando depenadas. Mas pronto... compreende-se que os estúdios dêem prioridade aos lucros, e para isso não convém ser demasiado inovador e mostrar apenas aquilo que o público espera ver. Para termos um cinema com função educativa, teremos que esperar por outro filme com dinossauros cientificamente mais correctos.



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