sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Taken 3

No mundo do cinema, poucas são as excepções à regra de que cada sequela de um filme bem sucedido será sempre "a piorar". Infelizmente, Taken 3 não é uma delas.

Em 2008, o primeiro Taken apresentou-nos um Liam Neeson no papel de implacável justiceiro capaz de fazer tudo para proteger a sua filha, e o público rendeu-se à história de Luc Besson com muita acção à mistura. O sucesso garantiu que a aventura continuasse quatro anos mais tarde, com Taken 2, onde teria que lidar com as consequências dos actos no primeiro filme; e agora temos o terceiro (e espera-se, último) filme, onde Bryan Mills é incriminado pela morte da sua ex-mulher, tendo que escapar às autoridades enquanto tenta descobrir os verdadeiros responsáveis.

O problema é que a fórmula que tão bem resultou no primeiro filme (e ainda razoavelmente bem no segundo), aqui mostra-se já estar mais que gasta. E ainda por cima fica-se com a sensação de que se trata de um filme onde pouca preocupação há em fazer mais que a colagem das sequências como manda a "receita": momento familiar, momento dramático, acção, repete.

Para quem está habituado a ver as últimas produções de Luc Besson, não será nada de novo (muito pelo contrário), mas este Taken 3 seria algo que já deveria ter sido despromovido a telefilme e não a filme "de cinema". (Mas já vimos descalabros idênticos - ou até superiores - com Transporter, e isso não impediu que virasse uma série televisiva; pelo que não me surpreendia que em breve tivéssemos também "Taken TV series", que até acaba por ser insinuado no filme, com o seu grupo de amigos sempre a convidá-lo para ir fazer mais um trabalhinho. Com jeito até poderia acabar por se tornar no A-Team deste novo século... afinal, já tivemos Liam Neeson a fazer precisamente isso.)


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