sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Cloud Atlas

Já chegou às nossas salas o muito aguardado e mais recente trabalho dos irmãos Wachowsky... Cloud Atlas.

Agora com os créditos a reflectirem a mudança de sexo de um deles, Cloud Atlas tem um trio de realizadores: Lana Wachowski, Andy Wachowski, e Tom Tykwer (realizador do mítico Run Lola Run).

Coube-lhes a eles transportar a história de Cloud Atlas para o grande ecrã, uma história que consiste em seis histórias passadas em períodos de tempo diferentes mas interligadas, e que aqui nos são apresentadas de forma cruzada, saltitando entre umas e outras (no livro, as histórias eram contadas de forma sequêncial até meio da história, passando para o período seguinte - e depois concluindo, na ordem inversa).

Não terá sido fácil idealizar e fazer encaixar a narrativa a que assistimos neste Cloud Atlas, mas o que interessa é que foram bem sucedidos.

Estamos perante uma história fabulosa, contada de forma fabulosa, e que nos apresenta imagens igualmente impressionantes. Nem o facto de os mesmos actores aparecerem recorrentemente ao longo das épocas - em muitos casos completamente transfigurados, ao ponto de no final haverem algumas surpresas, quando nos créditos finais nos mostram quem é quem - nos distrai do foco principal da acção.

É um filme que nos faz recordar os tempos de criança, em que esperávamos com enorme ansiedade pelo desfecho de toda e cada história que nos era desconhecida - mas aqui amplificado pelo facto de serem abordados inúmeros aspectos que poderão servir de inspiração para pensamentos futuros. A moralidade humana, a ganância, a amizade, o respeito, o amor...

Nem mesmo uma grande revelação que surge lá pelo meio, de forma "semi-despercebida", mas que levantará as suspeitas a quem conhecer um velho clássico, é feita de modo a estragar a surpresa final.

Mesmo se depois poderão permanecer perguntas, ou aspectos que poderão não encaixar tão bem quanto gostaríamos, não há dúvida que este é um dos grandes filmes do ano - e que se torna num grande exercício cinematográfico, e um excelente regresso da dupla Wachowski que andava ausente desde o Speed Racer de 2008. Agora, é só esperar mais 2 anos até que chegue o seu próximo Jupiter Ascending.

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