quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Gemini Man


Depois do tigre de Life of Pi, Ang Lee aventurou-se numa tarefa mais ambiciosa, de nos trazer um filme com um dos personagens humanos completamente digital. O resultado é este Gemini Man, onde Will Smith contracena com ele próprio... mas em versão digital rejuvenescida.

A história de Gemini Man não apresenta grandes novidades. Temos um assassino governamental de topo que começa a acusar o peso da idade, e decidem que o melhor é eliminá-lo para evitar as "pontas soltas". Quando a tarefa se revela demasiado complicada, optam por enviar um clone seu, mais jovem.

Embora a história até pudesse ter muitas coisas por onde se pegar, o filme acaba por se limitar em servir como exposição dos efeitos digitais. Ou seja, em vez dos efeitos digitais servirem de suporte à história a contar; neste caso quase se pode dizer que a história serve de suporte à demonstração que vai decorrendo na tela - um pouco ao estilo de um jogo de computador.

Algumas das cenas estão muito bem conseguidas, outras nem por isso, caindo redondamente no "uncanny valley" que nos deixa aquela estranheza ao ver recriações digitais de rostos de pessoas. No tempo dos videoclubes dos VHS, seria certamente um filme de acção à moda dos anos 80. Hoje em dia, fica a saber a pouco... Os efeitos não "fazem" um filme, e isso fica perfeitamente demonstrado neste Gemini Man.





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