sábado, 11 de maio de 2019

Rise of the Planet of the Apes


O Laxante Cultural está a celebrar o seu 10º aniversário (parabéns!) e desafiou-me a escolher e falar sobre um filme dos últimos 10 anos. Uma tarefa que não é tão fácil quanto possa parecer, já que os filmes que mais depressa me surgem na memória não são da década passada mas sim - literalmente - do século passado! Dito isto, lá me coube a missão de recuar até ao ano de 2011 e escolher um filme.

Depois de diversas indecisões (poderia falar do regresso de Tron: Legacy, do claustrofóbico Sanctum, do colorido Sucker Punch ou do atmosférico Monsters), a escolha acabou por recair sobre o Rise of the Planet of the Apes.

Porquê este Rise of the Planet of the Apes? Bem... não será seguramente um filme que possa considerar como sendo "de referência", mas acaba por ser escolhido precisamente pela associação que permanece às distantes memórias do passado, mais concretamente ao filme Planet of the Apes original. Não me recordo exactamente quando é que vi o filme pela primeira vez, mas sei que mesmo antes de ter consciência de o ver, já me tinham ficado permanentemente gravadas na memória as imagens da sequência inicial do filme (spoilers ahead!) de quando a nave se despenha no planeta e se começa a afundar, com uma das câmaras de animação suspensa a ter ficado avariada, com o astronauta "mumificado". Só muito mais tarde, ao rever o filme com mais alguns anos de idade, é que finalmente descobri: ah, afinal era este o filme!

O filme Planet of the Apes deu origem a uma verdadeira saga, contando com múltiplos filmes - Planet of the Apes (1968),  Beneath the Planet of the Apes (1970), Escape from the Planet of the Apes (1971), Conquest of the Planet of the Apes (1972) e Battle for the Planet of the Apes (1973) - e até uma série de televisão. Um fascínio que depois acalmou, até se ter tentado recuperá-lo com um remake feito em 2001 por Tim Burton (sem os resultados esperados) e, uma década mais tarde, com este Rise of the Planet of the Apes em versão prequela, coisa que aliás já tinha sido abordada no Conquest of the Planet of the Apes. O seu maior trunfo será funcionar como uma forma de apresentar este fascinante mundo, repleto de analogias sociais e raciais, a toda uma nova geração que à partida nunca iria ter curiosidade de espreitar uma série de filmes da década de 60 e 70. E, por isso mesmo, penso que se justifica plenamente o destaque, mesmo que de certa forma se possa considerar uma reciclagem de coisas já feitas.


... Para ficarem a conhecer qual o filme de 2011 escolhido pelo Pedro Afonso, dêem um salto ao Laxante. :)

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