quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Blade Runner 2049


Denis Villeneuve teve a difícil tarefa de pegar num dos maiores clássicos sci-fi do cinema e, tal como o seu currículo tem demonstrado (Sicario, Prisoners, Arrival), não desaponta.

Em Blade Runner 2049 regressamos ao universo popularizado por Ridley Scott no original de 1982, e onde um novo Blade Runner (Ryan Gosling) tem como missão localizar e exterminar uma "ameaça" que pode por em causa a existência de toda a humanidade. O melhor é não dizer muito mais que isto para não estragar parte da surpresa de descobrir sobre que é o filme, mas dizendo somente que não me parecem justificadas as críticas de que o filme não tem a mes "profundidade filosófica" do primeiro - quanto a mim, tem-no, basta querer pensar um pouco mais sobre todas as implicações do tema abordado no filme.

Com mais de duas horas e quarenta minutos, o filme segue uma narrativa que encaixa perfeitamente no estilo visual do primeiro, e praticamente todos os planos do filme são uma "obra de arte visual" por si só (mesmo assim, fica o alerta de que quem não se deixar mergulhar na história poderá "sofrer" um pouco perante tanta demora em chegar aos pontos fulcrais... mas o melhor é considerar o filme como uma viagem em que se aprecie a paisagem e não como uma mera forma de chegar o mais rapidamente possível ao destino).

Embora não seja filme que me deixe com vontade de o rever logo ao sair da sala (como acontece com outros), sem dúvida que é uma continuação à altura do original, e que certamente merecerá ser revisto daqui por alguns anos.


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