sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Gone Girl

Depois de ter andado a brincar às redes sociais, David Fincher parece regressar a um estilo mais aproximado daquele a que nos habituou com este Gone Girl.Um filme transposto quase directamente do livro de Gillian Flynn, também responsável pelo argumento.

No dia do quinto aniversário do casamento de Nick e Amy Dunne, a esposa desaparece sob circunstâncias misteriosas e bastante suspeitas. E é esse o ponto de partida para uma história que nos leva pelas habituais manipulações dos media sobre a presumível inocência ou culpabilidade dos intervenientes; mas onde rapidamente começamos a ser confrontados com uma realidade que é bem mais complexa do que se poderá julgar à primeira vista.

A maioria dos espectadores verá desde logo que há por ali muita coisa em jogo, e o "ponto de viragem" será algo que há muito estarão a esperar - embora depois se fique curioso para ver até onde é que a situação irá ser levada (e depois com nova pseudo-reviravolta que será previsível por qualquer um que tenha alguns neurónios de "psicopata" que facilitam este tipo de deduções). Para além da teia de mentiras, todos os assuntos subjacentes, como manipulações e consequências, acabam por ser meramente despachados sem qualquer aprofundamento... algo que no entanto acaba por só "incomodar" depois de sairmos da sala de cinema.

Um bom trabalho de Ben Affleck e, particularmente, Rosamund Pike - mas depois de se chegar ao fim do filme, parece faltar um pouco daquele "condimento" inexplicável que torna um bom filme num filme mesmo mesmo especial (ao nível de um Se7en, por exemplo).


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