segunda-feira, 31 de março de 2014

Snowpiercer

Há filmes cuja história imediatamente nos remete para aqueles tempos da adolescência em que devorávamos histórias de ficção científica. Snowpiercer é um desses filmes, e que desde logo me fez gerar enormes expectativas.

Baseado em livros de banda desenhada franceses, Snowpiercer leva-nos para um futuro onde todo o planeta praticamente congelou depois de uma tentativa falhada de combater o aquecimento global (e que originou a descida das temperaturas), e onde o que resta da humanidade percorre o globo a bordo de um comboio auto-suficiente movido por um motor que nunca pára.

No seu interior, o sistema de classes está mais que segregado: com os pobres e indesejados na cauda do comboio, vivendo vidas miseráveis, e os privilegiados na frente, com todo o tipo de luxos e opulência.

Obviamente, há quem não esteja satisfeito com esta situação e se prepare para combater o sistema instituído, começando por libertar um estranho passageiro que terá inventado o sistema de portas de segurança que divide o comboio.

A temática é engraçada, e há lá pelo meio muito que digerir e pensar - e contando com uma mão cheia de vedetas, como Chris Evans, Tilda Swinton , Jamie Bell, John Hurt, Ed Harris, etc. O problema é que o filme se limita a despejar as coisas óbvias à velocidade de cruzeiro... e sem realmente tirar o melhor partido de todo o material que tem ao dispor. Embora seja sempre recomendável ver o filme, cheguei ao fim com a vontade de que o melhor teria sido ler esta história em livro (ou neste caso, espreitar os livros de banda desenhada). Talvez a culpa tenha se deva às expectativas elevadas que tinha para o filme (e isso não impede que o filme tenha uns respeitáveis  7.3 no IMDB com mais de 15 mil votos)... se calhar se o virem sem essa expectativa a coisa corra melhor.


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