sexta-feira, 19 de julho de 2013

Pacific Rim

Já chegou o Pacific Rim, um dos filmes mais aguardados do ano e que nos traz uma aventura de proporções verdadeiramente épicas. Como já devem saber (pela quantidade de posts que já cá coloquei sobre este filme), este filme do nosso caro Guillermo del Toro lança-se no mundo dos mechs gigantes versus monstros igualmente sobre-dimensionados. É um tema bastante popular na cultura oriental, mas que infelizmente no ocidente não tem grande expressão.

Mas, talvez com este filme a coisa mude, já que Pacific Rim traduz em imagem real aquilo que os fãs deste género apenas costumam ver em séries e filmes "anime". Aliás, teria que recuar até 1989 para vos falar do último (único?) filme que me lembro de ter visto com robots gigantes: o "foleirito" (mas ainda assim apreciável) Robot Jox. Claro que as décadas que separam estes filmes fazem com que agora o Pacific Rim nos possa apresentar robots imensos com um realismo infinitamente superior (em Robot Jox usavam-se modelos à escala altamente notórios).

O filme é simples: um portal transdimensional vai atirando monstros cada vez maiores e com mais frequência para o nosso planeta, e a última esperança de sobrevivência são os Jaegers - os majestosos e imponentes robots, os últimos que restam - e os seus pilotos que têm que estar em sintonia cerebral para os poderem pilotar.

As cenas de acção (felizmente, muitas) são de cortar a respiração, e com dimensão verdadeiramente descomunal - pena é que del Toro não tenha seguido Peter Jackson na opção de filmar a 48/96fps, para que melhor se pudesse apreciar todos os detalhes.

Há também alguns aspectos que parecem fora do contexto, mesmo num filme de Guillermo del Toto, a dupla de cientistas "totós" poderá pretender servir de comic relief mas fá-lo de forma exageradamente caricatural que não me parece estar em linha com o resto do filme.

Por fim, resta-nos esperar que este Pacific Rim sirva como rastilho para despoletar o interesse sobre o universo dos "mechs" e kaiju no Ocidente, e fazer com que se sigam outros filmes nos próximos anos. Guillermo del Toro colocou a fasquia da imponência bastante alto, vamos ver quanto tempo demorará até que alguém a supere.

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