Como podia eu resistir a qualquer filme sobre inteligência artificial e casas inteligentes? Não podia, e por isso agradeço que Tau ficasse ali a um clique de distância na Netflix.
O filme começa seguindo uma sequência habitual, onde uma jovem é raptada e acorda presa num local desconhecido onde estão a fazer experiências em cobaias humanas. Até aqui nada de novo... Onde a coisa se torna mais interessante - e contrariamente ao que eu estava à espera - é que o filme não se limita a ser um filme onde temos uma prisioneira a tentar fugir de uma casa inteligente governada por uma avançada inteligência artificial, mas sim um filme onde o foco é dado a essa interacção entre ambos, e onde o papel do "criador" é posto em causa (de certa forma, podemos dizer que tem algumas semelhanças com a história de Frankenstein.)
Foi uma excelente surpresa, que foi muito para além do que estava à espera.
Depois dos filmes, o The Purge está a caminho da televisão, com uma série de 10 episódios que irá acompanhar os acontecimentos neste "universo" numa pequena comunidade.
Inicialmente pensava-se que a série iria ser sobre o "oposto" dos filmes, explorando tudo o que se passa ao longo do resto do ano, com as pessoas a prepararem-se para a temida (ou desejada) noite; mas afinal parece que a série irá também focar-se na noite em questão, mas apresentando flashbacks que vão dando contexto ao que se vai passando.
... Sinceramente, penso que este tema poderá muito bem ser explorado ao longo de várias temporadas, pois há muita coisa por onde se poderá pegar.
A Netflix tem investido milhares de milhões em produções originais, e uma delas é este Calibre, escrito e realizado por Matt Palmer.
Dois amigos de longa data viajam até uma remota aldeia escocesa para irem caçar, mas aquilo que deveria ser um fim-de-semana divertido transforma-se por completo quando matam acidentalmente uma criança. Este será o início de uma sequência de eventos que os irá levar por um caminho cada vez mais sombrio, do qual qualquer possibilidade de redenção vai ficando cada vez mais afastada e ultimamente os deixará à mercê da "justiça popular".
Embora a história seja "básica", este é um daqueles filmes que vive por conta do ambiente de alta tensão que Matt Palmer consegue criar, e manter, ao longo do filme. E que ultimamente nos deixa a pensar como é que reagiríamos no papel de cada um dos intervenientes (quer de um lado, quer do outro) nesta situação complicada.
Anotem o nome de Matt Palmer, vai ser seguramente um dos escritores/realizadores que vai dar que falar nos anos que se seguem!
Tinha-me abstido de falar sobre o "A Quiet Place" para não estragar o filme a ninguém, mas agora que há se passou tempo suficiente para que todos os interessados o vissem, é a altura ideal para o fazer.
Não é todos os dias que se vê um filme que nos deixa agarrados do início ao fim, e do qual saímos da sala com a sensação de "sim senhor, que grande filme" - mas felizmente é isso que acontece neste caso. O A Quiet Place atira-nos para o meio de um mundo silencioso, onde rapidamente se demonstra o motivo pelo qual os sobreviventes encaram o ruído como algo inadmissível: é que o nosso planeta foi invadido por monstros vorazes que são cegos mas são atraídos pelo mínimo barulho... com as evidentes consequências mortais.
O cenário está montado e depressa nos arrasta para este mundo silencioso, mas por outro lado é inevitável que a nossa mente comece a deambular e a procurar "buracos" neste universo. Será credível imaginar que os militares não tivessem armas capazes de aniquilar estes invasores aparentemente caídos do céu, pelo que se pode ir percebendo pelos recortes dos jornais? (Coisa que o filme tenta esquivar dizendo que têm carapaças indestrutíveis.) E mesmo que não fosse pela via das armas convencionais, seria assim tão descabido alguém se ter lembrado que, para criaturas que dependem exclusivamente do som para caçar, talvez pudessem utilizar o som como arma?
São perguntas que nos vão assombrando ao longo do filme - entre muitas outras, tal como porque motivo a família não teria criado um sistema de "emergência" que fizesse barulho remotamente, em diversas posições, para atrair os bichos para um local distante (coisa que fizeram, mas com actuação manual, obrigando a que lá tivesse que ir alguém... em vez de simplesmente ligarem um botão em casa) - mas que, pelo menos no meu caso, não foram capazes de estragar a sensação de ter visto um excelente filme.
... O sucesso do mesmo parece já ter garantido a existência de um segundo filme, vamos ver o que dali irá sair... (Esperemos que alguns dos pontos referidos sejam abordados, para que não se passe o filme a ser distraído pelos tais pensamentos de que uma família naquelas condições poderia ter feito melhor).
Estamos quase a ver o Mission Impossible Fallout nas salas de cinema, e mais uma vez parece confirmar-se que a saga "Missão Impossível" se tornou numa lista das mais loucas acrobacias que Tom Cruise tem na sua lista de "coisas a fazer antes de morrer".
Numa época dominada pelos efeitos visuais gerados por computador, Mission Impossible continua a apostar em efeitos "reais", e onde Tom Cruise causa o pânico às empresas de seguros, por se colocar realmente em situações complicadas. Depois de se ter agarrado do lado de fora de um avião no filme anterior, desta vez poderemos vê-lo pendurado num helicóptero, a dar saltos entre edifícios, e até mesmo a realizar um salto "Halo" de alta-altitude.
... Mesmo com a ajuda dos computadores para compor o resto da imagem... seguramente não faltarão pisaduras e nódoas negras bem reais, que muitos outras vedetas de Hollywood certamente dispensariam.
Da Nova Zelândia chega-nos uma história animada interactiva anti-bullying chamada Oat the Goat, cujos ensinamentos se podem aplicar a todos os países.
Esta Oat the Goat é uma história sobre uma cabra que se aventura numa viagem até ao cimo de uma montanha, mas que pelo caminho se irá deparar com várias situações em que terá que fazer decisões. A ideia é promover que não se deve gozar ou maltratar os outros por serem diferentes, e é dado aos visitantes a opção de poderem escolher entre uma versão interactiva onde lhes são dadas diferentes opções sobre como reagir em cada uma destas situações, ou simplesmente ver a história desenrolar-se automaticamente.
Temos também a opção da história ser lida, tanto em Maori como Inglês, ou então deixar que a narração fique a cargo da pessoa - que será o ideal para os pais portugueses que a quiserem adaptar e traduzir para português para os seus filhos.
Está também disponível em PDF e em vídeo no YouTube.
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