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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

The Ides of March

Realizado por George Clooney, chega-nos mais um filme sobre integridade humana (e/ou falta dela) que serve igualmente de crítica à sociedade actual - mas cuja questão fundamental será talvez algo bem mais profundo e que nos acompanha ao longo dos milénios.

Neste The Ides of March, encontramos um elenco de luxo: Ryan Gosling, George Clooney, Philip Seymour Hoffman, Paul Giamatti, Evan Rachel Wood, Marisa Tomei, etc. E acompanhamos um jovem e idealista gestor de campanha para umas eleições presidenciais.

De um início idílico, rapidamente vamos sendo arrastados para os jogos de manipulação e intrigas que habitualmente se associam a estas andanças, e onde os segredos de uns se revelam as armas de outros...

Brilhantemente executado, somos imediatamente arrastados para o interior dos dilemas do personagem principal, que graças a esses acontecimentos é obrigado a tirar um curso instantâneo sobre a dura realidade em que vivemos... E deixando-nos com um olhar que serve de introspecção a cada um de nós: e se fossemos nós, o que faríamos?

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

The American vs Wild Target

De um lado The American de Anton Corbijn, do outro, Wild Target de Jonathan Lynn. Dois filmes sobre assassinos e com alguns pontos em comum; mas em abordagens e estilos completamente diferentes.

Se em The American temos um George Clooney soturno, um assassino sem vida que finalmente parece ter encontrado um rumo; em Wild Target temos o sempre soberbo Bill Nighy como representante de uma longa geração familiar de assassinos. Ambos encontram o amor - ou o que mais se aproxima disso - e ambos têm que lidar com as consequências das suas acções.

The American é um filme que muitos consideram "chato" e "parado"... Mas pessoalmente não me incomodou nada. Pelo contrário... é um filme que evoca bastantes sentimentos e que se vai digerindo durante o seu desenrolar.

Já Wild Target, é uma comédia de muito mais fácil digestão... sobretudo por todos os que apreciarem humor britânico.

São ambos recomendados, dependendo do "apetite" com que estiverem na altura.



domingo, 17 de fevereiro de 2008

Michael Clayton

Hoje foi dia em grande, e pude ver Michael Clayton.

Um pouco na onda de outros grandes "cancros" da sociedade que têm sido retratados na7ª arte, entramos no universo das multinacionais e corporações que dominam o mundo em que vivemos.

George Clooney é Michael Clayton, um "fixer", alguém que resolve problemas.
Para além disso, continua a ser uma pessoa normal, com a sua vida complicada por todas as coisas anormais que atormentam qualquer família.

Dividido entre o trabalho, a família, e as amizades, o filme arrasta-nos numa espiral de consequências trágicas, mas que felizmente *** semi-spoiler ahead*** acaba por terminar num tom de esperança.

Refiro ainda o papel interpretado por Tilda Swinton, que muitos reconhecerão de Constantine, num papel de mulher de negócios, que acaba por não ter vida própria em busca da sua carreira.

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